Veredito de Madame Teia

26/02/2024 - POSTADO POR EM Filmes

A mais nova produção da Sony utilizando personagens da Marvel, Madame Teia chegou aos cinemas dando o que falar. Estrelado por Dakota Johnson (de 50 Tons de Cinza) e um time feminino de heroínas, o longa continua a expandir o universo relacionado ao Homem-Aranha nas telonas. Mas a que custo? Confira a seguir o veredito.

Amazônia Peruana

Iniciando nos anos 70, o filme começa no meio da floresta amazônica peruana com a cientista Constance Webb (Kerry Bishe) pesquisando aranhas. Uma rara espécie do aracnídeo, capaz de produzir diversas toxinas, é encontrada pela cientista. Tudo está indo muito bem até que seu guarda-costas Ezekiel Sims (Tahar Rahim), a trai e a ataca, fugindo com a aranha que ela tanto demorou para encontrar.

À beira da morte, Constance é ajudada por um grupo misterioso, chamado Las Aranhas, que se esconde dentro da floresta. Antes de morrer, ela é picada pelo poderoso inseto, e dá a luz a Cassandra Webb.

Trinta anos se passam, e Cassandra (Dakota Johnson) é uma socorrista morando em Nova York. Ela é eficiente em seu trabalho, apesar de fazê-lo mais pela adrenalina do que pelas pessoas. Seu parceiro, Ben (Adam Scott), a auxilia da forma que consegue. Após um acidente, Cassandra começa a ter visões do futuro, e quando ela acha que está começando a ficar louca, o destino entrelaça seu futuro junto a três garotas.

Imagem: Divulgação

A Família

O filme tem um enredo forte na família e em como podemos escolhê-la, apesar dos pesares da vida. Cassandra é uma órfã que conseguiu se dar bem no sistema, e hoje é uma mulher independente, com sérios problemas de comprometimento. Enquanto Julia Carpenter (Sydney Sweeney, de Euphoria), Mattie Franklin (Celeste O’Connor) e Anya Corazon (Isabela Merced) possuem em comum pais que as abandonaram de diversas formas.

Quando as quatro se juntam, o foco do filme é centrado nas relações que elas querem ter e não conseguem – algo que consegue criar um vínculo autêntico entre as personagens e trazer ao público certa empatia.

O que deixou a desejar foi a sacada que a Sony e a Marvel tiveram de abordar a família Parker, mas que parece que desistiram no meio do caminho. Quando o público se toca que Ben, parceiro de Cassandra, é um Parker, está com a irmã grávida, que eles moram no Queens, e que o bebê é um menino… Todos ficam na expectativa da confirmação de que estamos falando aqui de um Peter – mas a confirmação nunca vem, e ninguém sabe o motivo. Talvez porque a parceria entre Sony e Marvel vem deixando vestígios negativos (alô Morbius e Venom 2), houve certa hesitação em conectar de fato os universos.

Imagem: Divulgação

Efeitos

À essa altura, ninguém espera que o filme de Madame Teia tenha um roteiro primoroso, mas um estúdio como a Sony, que trabalha com jogos, em parceria com a Marvel, atualmente subsidiária da Disney, deveria sim se preocupar em entregar efeitos especiais de qualidade.

Infelizmente, não podemos nem dizer que o CGI estava ok. Os efeitos parecem saídos de jogos iniciantes e, não satisfeitos, a maquiagem também deixou a desejar durante todo o filme. Uma peruca estranha em Sydney Sweeney, e um óculos barato em Dakota Johnson são apenas exemplos de que o orçamento não parece bater com a realidade da tela.

Imagem: Divulgação

Veredito

O filme não tem cenas pós-créditos ou qualquer ligação imediata com outros filmes da parceria Sony e Marvel, parecendo que será esquecido (graças a Deus) no caminho – seja qual for o atual plano dos estúdios. Madame Teia poderia seguir o mesmo caminho do primeiro Venom, sendo um filme esquecível mas aceitável, porém acabou seguindo o rumo de algo mais parecido com Morbius, que é esquecível mas não aceitável. E é perceptível o momento em que o longa segue por esse rumo, sendo possível facilmente identificar onde se perde a mão.

Infelizmente, não foi dessa vez que a Sony conseguiu agradar – e a Marvel mais uma vez vai sofrer por isso.

Pontos Positivos

  • Indícios da família Parker
  • Protagonistas Femininas

Pontos Negativos

  • Efeitos especiais decadentes
  • Roteiro mal desenvolvido

Nota: 5