O que rolou em Venom: Tempo de Carnificina?

27/10/2021 - POSTADO POR EM Filmes
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A sequência de Venom chegou aos cinemas e obteve grande destaque na sua semana de estreia. De acordo com a Sony, o filme teve a melhor abertura de um filme no Brasil desde o início da pandemia.

Mas e aí? Depois das várias críticas recebidas no primeiro filme solo do anti-herói, a produção conseguiu reverter a situação e entregar um enredo melhor? Vamos contar um pouco do que rolou em Venom: Tempo de Carnificina.

Atenção: o texto a seguir contém *SPOILERS*

Discutindo a relação

Enquanto o primeiro filme mostra todo o contexto de como Eddie Brock (Tom Hardy) e Venom se encontraram, a continuação se passa um ano depois e apresenta a evolução da relação entre o repórter e o alien simbionte, que buscam a melhor forma de conviver com a situação.

Tempo de Carnificina tenta não se levar tão a sério e traz diálogos que dão à história um ar com um pouco mais de comédia, havendo toda uma jornada que beira o bromance e entra naquele velho dilema de parceiros: funcionamos melhor juntos ou separados?

Como em toda boa e velha comédia romântica, há o conflito e a separação. Cada uma das partes vai curtir sua solteirice para superar o rompimento, mas logo percebem que precisam um do outro novamente. Nesse caso, a necessidade veio para deter o antagonista que estava tocando terror e planejando vingança.

Imagem: Divulgação

Cadê a carnificina? 

Em paralelo, conhecemos o background de Cletus Kasady (Woody Harrelson), apresentado nos pós-créditos do primeiro filme. Kasady é um serial-killer que está na prisão e tem uma certa fixação por Brock. Quando o prisioneiro acaba entrando em contato com a forma alienígena, é criada uma máquina de matar.

Ainda assim, a carnificina mesmo deixou a desejar. Apesar de muito caos, mortes e explosões quase megalomaníacas, não houve uma gota de sangue derramada. O grande embate dos quadrinhos entre os dois simbiontes gerou grande expectativa desde os pós-créditos do primeiro filme, mas também não entregou o que prometia.

Junto ao grande vilão conhecemos sua amada Frances Barrison (Naomie Harris) e seu alter ego Shriek, uma mutante perigosíssima que está sendo mantida em uma prisão especial. Sim, você leu certo. MU-TAN-TE! Esse foi um passo muito importante para introduzir a esse elemento no universo Marvel, abrindo portas para os famigerados X-Men.

Imagem: Divulgação

Desenvolvendo a história

Apesar de melhorar alguns pontos em relação ao primeiro filme, a sequência ainda apresenta problemas. O roteiro explora o lado cômico dos protagonistas até demais, virando quase uma esquete do Zorra Total. São muitas as cenas que não acrescentam nada, apenas reforçam a comédia pastelão que o filme quer estabelecer. Com isso, o desenvolvimento da história principal se torna mais apressado.

O grande antagonista é apresentado de forma bastante superficial. Harrelson, conhecido por fazer personagens desequilibrados, não chega a brilhar de verdade no papel. Além disso, apesar da importância da personagem como mutante, a presença limitada da companheira Shriek não ajuda a engrossar o caldo.

Anne (Michelle Williams) também teve uma participação bem fraca. Apesar de ser uma grande atriz e ter protagonizado um dos melhores momentos do filme com sua interação com Venom, a personagem foi subutilizada, servindo apenas de motivação para acontecer o embate entre os simbiontes no fim das contas.

Imagem: Divulgação

O que vem por aí?

A verdade é que o ponto mais alto do filme inteiro foi quando ele acabou. Exatamente! O pós-créditos foi um momento chave para a expansão/unificação do universo Marvel nas telas.

Na cena, Eddie Brock e Venom estão curtindo umas férias. Enquanto assistem novela mexicana no quarto de hotel, o alien decide dar um tostão do seu conhecimento ao parceiro e uma distorção faz a aparência de tudo em volta mudar. A novela mexicana dá lugar ao noticiário que vimos no final de Homem-Aranha: Longe de Casa, com Peter sendo desmascarado. 

Alguns pontos podem ser questionados nesse momento. O primeiro é: Venom pulou de realidade? Além disso, a distorção foi causada por Venom ou foi coincidência? Pode ter sido culpa da Wanda? Sylvie e Loki? Doutor Estranho? Todas as alternativas anteriores?

Outro questionamento é sobre o interesse que Venom teve por Peter Parker na telinha. Será que ele já o conhecia de outros carnavais ou apenas ele sentiu algo diferente, um potencial, em relação ao cabeça de teia? Tudo indica que o MCU pode crescer mais do que esperávamos nessa Fase 4. Por aqui, a gente continua de olho e criando expectativas e várias teorias. Compartilha com a gente qual a sua!

Imagem: Divulgação