Análise de Cult of the Lamb: Woolhaven

06/02/2026 - POSTADO POR EM Conteúdo E Jogos

Disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, Cult of the Lamb: Woolhaven é a primeira expansão paga de grande porte de Cult of the Lamb. Depois de uma sequência generosa de atualizações gratuitas, o estúdio Massive Monster aposta aqui em algo mais robusto: uma campanha inédita, novas regiões exploráveis e sistemas que mexem diretamente na espinha dorsal da experiência.

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História

Woolhaven só se revela após a queda dos quatro Bispos, funcionando como um epílogo expandido para quem já dominou as bases do jogo. A jornada começa quando uma nova entidade, Yngya, passa a influenciar o mundo do Cordeiro, trazendo consigo o Inverno e a Putrefação. A missão é restaurar sua força ao reunir almas perdidas espalhadas por uma região inédita.

Santa Lã surge como um novo polo narrativo. Aos poucos, o local deixa de ser apenas um ponto de passagem e se transforma em um segundo hub, com personagens próprios, serviços e fragmentos de história que ajudam a contextualizar os acontecimentos. A Cordeirada e a Putrefação funcionam como os dois extremos desse novo arco: uma coberta por neve e dominada por um culto rival, outra consumida por uma força decadente que corrói tudo ao redor.

Embora a ambientação seja forte e os conceitos interessantes, a narrativa aposta mais na atmosfera do que em diálogos profundos. Há boas ideias em jogo, mas o desenvolvimento dos antagonistas e das figuras centrais poderia ir além do básico.

Imagem de Cult of the Lamb: Woolhaven

Jogabilidade

Se a história amplia o universo, é na jogabilidade que Woolhaven realmente mostra sua força. O Inverno é o elemento central da expansão e muda completamente a rotina do culto. Plantações congelam, seguidores trabalham menos, alguns podem até hibernar ou sofrer consequências severas caso o frio não seja controlado.

Essa mudança transforma a gestão em algo muito mais estratégico. Antes, bastava manter comida e fé sob controle. Agora, é preciso planejar estoques, investir em estruturas de aquecimento e administrar recursos específicos, como o Putrefogo, essencial para garantir a sobrevivência durante os períodos mais rigorosos.

O Rancho surge como alternativa importante para obtenção de recursos, introduzindo a Pelagem como moeda fundamental em Santa Lã. Essa nova economia adiciona profundidade, mas também exige dedicação. Ignorar essa mecânica significa abrir mão de parte relevante do conteúdo.

Nas incursões roguelike, há novos inimigos, cartas de tarô com efeitos duplos e pequenas variações estruturais. Ainda assim, o foco principal está no impacto do Inverno sobre o cotidiano do culto. O ciclo de explorar, retornar e administrar continua intacto, mas com um grau maior de tensão e planejamento.

Gráficos e trilha sonora

Visualmente, Woolhaven mantém a identidade que consagrou o jogo. A estética fofa e macabra continua sendo um dos grandes diferenciais, agora combinada com paisagens geladas e áreas tomadas pela deterioração.

A neve, os efeitos climáticos e o contraste entre o branco do inverno e o aspecto orgânico da Putrefação criam um novo impacto visual sem descaracterizar o estilo original. Santa Lã também evolui ao longo da campanha, reforçando a sensação de progresso.

A trilha sonora acompanha essa mudança de tom. Os temas mantêm o misticismo característico, mas assumem uma atmosfera mais fria e introspectiva, reforçando a sensação de isolamento e urgência trazida pelo Inverno.

Imagem de Imagem de Cult of the Lamb: Woolhaven

Veredito

Cult of the Lamb: Woolhaven é uma expansão ambiciosa que consegue revitalizar a experiência de Cult of the Lamb sem abandonar sua essência. Ao transformar o Inverno em uma mecânica central e estrutural, a DLC eleva o nível de estratégia e amplia significativamente as possibilidades dentro do culto.

Embora a narrativa não alcance todo o potencial sugerido por seus conceitos e alguns sistemas possam sobrecarregar jogadores menos dedicados à gestão, o volume e a qualidade das adições justificam plenamente o retorno.

Pontos positivos

  • Mecânica do Inverno altera profundamente a gestão do culto
  • Grande quantidade de novos sistemas e construções
  • Novo hub com identidade própria
  • Expansão robusta

Pontos negativos

  • Desenvolvimento narrativo limitado
  • Dependência excessiva de novas moedas e recursos
  • Estrutura das masmorras pouco modificada

Nota: 8.0