Veredito de Elden Ring

13/03/2022 - POSTADO POR EM Jogos
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Lançado em 25 de fevereiro para as principais plataformas (PlayStation, Xbox e PC), Elden Ring já é um dos títulos favoritos a ganhar o prêmio de Melhor Jogo do Ano na maior cerimônia do mercado gamer, The Game Awards. Os fãs não param de comentar sobre as inúmeras descobertas e derrotas vividas nesse novo mundo idealizado por Hidetaka Miyazaki, criador da série de jogos Dark Souls (2009 – ), em parceria com George R.R. Martin, de As Crônicas de Gelo e Fogo (1996 – ). 

Por isso, após algumas horas de jogatina, contamos aqui o que achamos desse novo RPG de ação da Bandai Namco e FromSoftware. Bora lá!

História simples 

Em Elden Ring, assumimos o papel de um Maculado. Mas o que é isso? É um visitante de outras terras que foi trazido às margens dos domínios brutalmente devastados das Terras Intermédias. A nossa missão é recuperar os fragmentos do Anel Prístino, tornar-se o novo Lorde Prístino e restaurar a Ordem Áurea. Pronto, isso é o básico que todos precisam saber. 

Ao ingressar nessa jornada, você vai estar totalmente perdido e sem nenhuma dica. Assim como em The Legend of Zelda: Breath of the Wild (2017), do Nintendo Switch, acordamos num ponto bem remoto do mapa e vamos desbravando o mundo sem nenhum tipo de direcionamento, criando experiências únicas aos jogadores (até porque cada um joga ao seu modo). 

Quando conhecemos novos personagens, vamos descobrindo mais detalhes do que está acontecendo naquele mundo completamente devastado pela guerra. Por isso, é importante estar atento aos diálogos para montar o enredo de forma mais clara, pois aqui você não terá grandes cutscenes ou eventos explicativos. 

Neste aspecto, vemos como foi importante a presença de George R.R. Martin. É muito claro o papel do famoso escritor na concepção da história e dos seus respectivos personagens, principalmente quando falamos dos inimigos. Como o mapa é grande, existe uma variedade quase infinita de monstros, sendo que alguns deles lembram Game of Thrones (2011 – 2019), Harry Potter (2001 – 2011) e, até mesmo, Attack on Titan (2013 – 2022).

De modo geral, a história é interessante e simples, mas está longe de ser o elemento que motiva o jogador a continuar. Particularmente, acreditava que teria uma profundidade maior e personagens mais marcantes e cativantes, porém vejo que isso foi mais uma expectativa minha diante da presença George R.R. Martin, responsável por criar a eterna Daenerys Targaryen. 

Imagem: Divulgação

Mundo aberto inesquecível 

Sem dúvidas este é um dos melhores mundos abertos já criado nos últimos anos. Tudo funciona de forma orgânica e extremamente fiel à filosofia do título. Podemos observar criaturas horrendas procurando alimentos, dragões invadindo territórios e lobos atacando pessoas. E você enquanto jogador pode decidir fazer algo ou apenas assistir tudo de camarote. 

O mapa é enorme e repleto de coisas para descobrir e vivenciar. Assim como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, a única área principal para dar sequência na trama é o Castelo Tempesvéu. O resto fica à sua disposição para explorar calabouços, coletar itens, cumprir missões e comprar equipamentos com vendedores. Ahh…. e você não vai fazer isso sozinho, pois contará com a ajuda do corcel espectral, que pode ser invocado a qualquer momento. E aqui fica uma dica: Se não puder vencer um inimigo “diretamente”, monte no seu corcel e fique atirando de longe. Você terá uma ótima locomoção para escapar dos bichos. 

Outra dica importante é buscar encontrar as Áreas de Graça pelas regiões. Elas servem como um ponto seguro para descansar, upar status do personagem, repor poções e alterar os períodos do dia. Porém, há um detalhe: quando interagir com uma delas, todos os inimigos mortos retornam como se nada tivesse acontecido. Então é importante até mesmo saber o momento certo de usar esse recurso, para não precisar matar novamente inimigos difíceis. 

Resumindo até aqui: o jogo tem um mundo aberto enorme com diferentes recursos, inimigos e calabouços. E agora vocês querem saber: o level design é realmente bom? É sim. Cada região tem suas peculiaridades e seus diferentes elementos únicos. Existem cenários encantadores, enquanto temos outros que causam arrepios de tão sombrios. E os inimigos não ficam para trás, pois apresentam visuais incríveis (Titã, Dragão, Cavaleiro, Urso, Flores Gigantes, Caranguejos etc) e golpes surpreendentes. Pode ter certeza que você não vai conseguir utilizar a mesma técnica para encarar diferentes rivais. 

FromSoftware está de parabéns em criar um mundo aberto tão imersivo e real para quem ama aventura. É preciso inúmeras horas para conseguir explorar tudo, e você certamente não vai cansar nem quando acabar. Anos e mais anos vão passar e ainda teremos notícias que novos elementos únicos foram descobertos pelos jogadores. 

Imagem: Divulgação

Raças para todos os gostos

Logo no começo do jogo, você terá que escolher uma raça entre as 10 que estão disponíveis: Astrólogo, Bandido, Confessor, Guerreiro, Herói, Miserável, Prisioneiro, Profeta, Samurai e Vagabundo. Cada uma possui distribuição específica dos pontos de habilidades nos status do personagem, além do modo de combate diferenciado (espada, arco, cetro, adaga, martelo etc). Então terá alguns com mais força, vida e mágica do que outros. Porém, como de costume, nada impede que você comece como Samurai e depois fortaleça seus pontos de magia criando build híbrida. 

Basicamente, existem oito tipos de atributos principais: Vitalidade (saúde, basicamente), Mente (quantidade de PF), Tenacidade (barra de vigor), Força (armas pesadas, capacidade de dano e tudo mais), Destreza (capacidade de usar armas avançadas), Inteligência (necessária para Feitiços Pedrilhantes), (necessária para encantamentos sagrados) e Arcano (melhora descoberta, defesa sagrada e vitalidade). 

Na minha jogatina, optei seguir como Astrólogo, pois atuam como magos e atacam de longa distância, o que é perfeito para sobreviver nesse mundo tão cruel. Apesar de terem pouca vida, é ótimo para jogadores menos experientes e fãs do estilo Dark Souls. Inclusive, nas redes sociais, a galera fala que jogar com essa classe seria equivalente ao modo easy, porém isso não é bem verdade. Mesmo que os ataques sejam realizados à distância, é preciso ter muita habilidade para derrotar os inimigos, principalmente aqueles que são bem ágeis. 

Imagem: Divulgação

Modo online divertido

Elden Ring também conta com modalidades cooperativas e competitivas em seu multiplayer. Jogadores podem ajudar uns aos outros na exploração deste mundo ou nos desafiadores encontros com inimigos. Pra mim, isso foi uma ótima saída para coletar recursos e upar o personagem de forma mais rápida e prática. Não tive nenhum problema de instabilidade ou queda de conexão, garantindo ótimas aventuras com os amigos. 

Além disso, também é possível invadir mundos alheios no modo multiplayer competitivo. Neste caso é matar ou ser morto, pois o invasor estará sempre tentando derrotar outros aventureiros para tomar seus valiosos pertences.

Imagem: Divulgação

E a performance e gráficos? 

Tivemos a oportunidade de jogar no PlayStation 5. Mesmo com o modo desempenho ativado, percebemos alguns problemas de queda de quadro e “demora” de carregamento de elementos. Como assim demora? Quando estamos explorando o mapa, os elementos carregam de uma vez só e causam uma sensação estranha logo nas primeiras horas. Talvez se eles aparecessem de forma mais natural e individual tornassem a experiência mais satisfatória. Em relação à queda de quadro, é mais evidente quando estamos enfrentando os inimigos, mas não é sempre que acontece. Espero que isso seja corrigido em próximas atualizações. 

E falando em experiência, precisamos contar um ponto negativo para os consoles da Sony. Normalmente, os jogos estão sendo lançados com recursos e vibrações para o controle DualSense, porém não vimos nada disso no jogo da FromSoftware. Pra mim, isso é algo frustrante, já que garante uma gameplay muito mais divertido, bem como acontece com Horizon Forbidden West (2022) e Far Cry 6 (2021).

Já sobre os gráficos temos um excelente trabalho. O título é extremamente bem polido visualmente e não temos grandes problemas. Tudo é bonito e funciona bem, mesmo quando temos queda de quadro. Cada região é digna de momentos de pausa para apreciação e contemplação.

Imagem: Divulgação

Veredito 

Após ganhar a categoria de Melhor Jogo do Ano do The Game Awards com Sekiro: Shadows Die Twice (2019), FromSoftware acerta novamente e parece trilhar o mesmo caminho de sucesso com o lançamento de Elden Ring. O jogo é excelente em tudo que se propõe a fazer, com mundo aberto divertido, história interessante e inimigos desafiadores. Assim como Breath of the Wild, este título será um marco no mercado gamer, garantindo citações e comentários até o fim dos tempos. 

Pontos positivos

– Gameplay desafiador

– Mundo aberto enorme

– Variedade de inimigos 

– História interessante 

Pontos negativos

– Problemas de performance 

– Apenas legendado em português 

– Ausência de recursos para Dualsense

NOTA: 9