Monster Hunter Stories sempre foi aquele experimento fora da curva dentro da franquia. Enquanto a série principal foca na caça, aqui a ideia é criar laços com os monstros e lutar ao lado deles. No começo parecia só uma variação curiosa, mas com o tempo virou algo próprio.
E agora, no terceiro jogo, dá pra dizer com tranquilidade: a fórmula finalmente encontrou seu ponto mais forte. Confira agora a nossa review!
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História
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection traz uma narrativa bem mais madura do que os jogos anteriores. Você não é mais só um aventureiro começando do zero, aqui existe peso, responsabilidade e um mundo que reage ao que está acontecendo.
A trama gira em torno de um fenômeno que está afetando tanto os monstros quanto os próprios reinos, criando tensão política e empurrando tudo para um possível conflito. E o jogo trabalha bem isso. Não é só “derrotar um mal maior”, existe um contexto, existem lados, e isso deixa a jornada mais interessante.
O que mais chama atenção é como os personagens evoluem ao longo da campanha. As relações são melhor construídas, os diálogos têm mais impacto e, diferente dos anteriores, aqui você realmente começa a se importar com quem está ao seu lado.
Não é uma história revolucionária, mas é bem conduzida e segura o jogador até o fim.
Jogabilidade
A base continua a mesma: exploração, combate por turnos e desenvolvimento dos monsties. Só que tudo aqui parece mais refinado.
Explorar o mapa é mais interessante agora. Cada área tem sua identidade, seus monstros e seus próprios caminhos, e as habilidades dos monsties fazem diferença de verdade, seja pra alcançar novas áreas ou encontrar recursos.
A parte de criação e evolução dos monstros continua sendo um dos pilares mais fortes. Misturar genes, buscar ovos melhores e montar sua equipe ideal ainda é extremamente viciante… pelo menos por um bom tempo.
O problema é que esse sistema começa a pesar depois de muitas horas. O processo se repete demais e exige um certo nível de paciência que nem todo mundo vai ter até o final.
Gráficos e Trilha Sonora
Aqui teve uma evolução clara. O visual abandonou um pouco aquele estilo mais infantil e puxou para algo mais próximo de um anime mais sério. Isso combina muito mais com o tom da história e ajuda na imersão.
Os monstros estão bem detalhados, e os cenários também fazem bonito na maior parte do tempo. Nem todas as áreas têm o mesmo nível de capricho, mas no geral o jogo é bem consistente.
A trilha sonora segue a linha da franquia: épica quando precisa, mais tranquila nos momentos de exploração e sempre funcionando bem dentro do contexto. Não é algo que rouba a cena, mas complementa muito bem a experiência.
Veredito
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection é facilmente o ponto mais alto da série. Ele não reinventa tudo, mas melhora praticamente todos os aspectos dos jogos anteriores. A história é mais madura, o mundo é mais interessante e o sistema de progressão continua viciante, mesmo com alguns problemas de repetição.
Não é perfeito, principalmente quando a estrutura começa a se arrastar depois de muitas horas, mas ainda assim entrega uma experiência extremamente sólida. Se você já gostava da série, esse aqui é obrigatório. Se nunca jogou, talvez seja o melhor ponto de entrada.
Pontos positivos
- História mais madura e bem conduzida
- Evolução clara na fórmula da série
- Sistema de monsties viciante
- Visual mais consistente e bem trabalhado
- Personagens mais interessantes
Pontos negativos
- Repetição na progressão de monsties
- Combates podem cansar com o tempo
- Falta de mais variedade no loop de gameplay
- Algumas áreas menos caprichadas visualmente
Nota: 8.5 / 10