Análise de Wild Hearts

26/02/2023 - POSTADO POR EM Jogos

Não é segredo para ninguém que a fórmula de Monster Hunter, da Capcom, é um sucesso no mundo dos games. Por isso, a EA Originals e a KOEI TECMO se juntaram para criar o seu novo jogo de caça AAA: Wild Hearts, que está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC por meio do EA App, Steam e Epic Game Store.

Confira agora se vale a pena ou não jogar este lançamento

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História satisfatória 

Com o mesmo conceito de Monster Hunter Rise (2021), a história de Wild Hearts também se passa num universo baseado no Japão Feudal, onde a região de Azuma é invadida por monstros chamados Kemono. O jogador assume o papel de um caçador (homem ou mulher) que se torna o herdeiro dos Karakuris, espíritos antigos que permitem enfrentar os inimigos com maior poder. 

Neste aspecto, o jogo dá uma ampla variedade de personalização do “boneco”, permitindo fazer qualquer tipo de caçador. Como fã de Game of Thrones (2011 – 2019), fiz o meu no bom estilo Targaryen, com cabelos prateados e olhos violetas. Também dá para escolher a roupa inicial entre três opções, sendo que uma delas é idêntica a Monster Hunter Rise.  

Para quem ama RPG de ação, o enredo é mais do que satisfatório e garante cerca de 30 horas somente na campanha principal. Claro que não vão faltar clichês e easter eggs, mas isso não tira em nada o brilho da história. Em resumo, a narrativa é interessante e bem construída, com diálogos localizados em português brasileiro, o que facilita a compreensão e a imersão na trama. 

Gameplay desafiador

A jogabilidade traz novidades bem-vindas ao gênero, mas infelizmente sempre com restrições. Por exemplo: Todos os monstros são interessantes, porém só temos 20 tipos diferentes para enfrentar. É um número pequeno quando comparado com outras franquias. Pra mim, também incomoda demais as criaturas não terem uma barra de vida ou qualquer coisa do tipo de mostre se está perto de morrer ou não. Aguardo ansiosamente por essa melhoria! 

Por outro lado, cada batalha é intensa e exige que o jogador utilize diferentes armas e ferramentas para derrotar os inimigos. Não espere moleza de jeito algum, por isso é importante explorar bem o mapa do jogo para encontrar recursos para a sua missão. São nessas horas que sinto saudades do Amicão, de Monster Hunter Rise, para usar como transporte e fazer tudo mais rápido.  

Uma coisa que gostei foram as técnicas dos Karakuri. Elas permitem acessar locais mais difíceis, servem como suporte durante as lutas e adicionam benefícios durante os combates, tornando a experiência mais imersiva e desafiadora. No entanto, a falta de um sistema de mira pode dificultar a precisão dos ataques, e o jogador fica vulnerável a contragolpes ao carregar ou finalizar um ataque. Nada que não aconteça em Monster Hunter

Outro ponto interessante foi o sistema de armas. Você pode construir sua arma e melhorá-la a partir de uma árvore ampla de habilidades. É bastante funcional e simples, não precisando sofrer para ficar mais poderoso, como acontece no jogo da Capcom. Dá uma alívio só de pensar! 

Nova geração? 

O maior pecado de Wild Hearts é se vender como um jogo de nova geração e não entregar uma experiência gráfica de qualidade. As texturas normalmente estão em baixa qualidade e a tela de carregamento é lenta, algo imperdoável para um título de PS5 e Xbox Series. Embora o ambiente simule o Japão Feudal, com trajes e construções tradicionais e simbólicas, há uma incoerência gráfica, especialmente em ambientes chuvosos (evidenciando a feiura visual). Na minha cabeça só vem uma questão: porquê não saiu para a geração passada de consoles? 

A trilha sonora é uma das poucas coisas que realmente impressiona, acompanhando o suspense de cada momento com boa ambientação. Os efeitos sonoros também são bem encaixados em cada ação do personagem, melhorando a imersão do jogador. Já em relação a performance, a versão de PC vem sendo bastante criticada na internet, já que está mal otimizada e com bugs.  No PS5, o jogo está com desempenho dentro do padrão, mas de vez em quando surgem alguns pequenos problemas técnicos. É chato? É chato, mas nada que estrague a imersão. 

Veredito 

Wild Hearts é um jogo envolvente que oferece uma experiência similar a Monster Hunter, embora com limitações em termos de jogabilidade e gráficos. A história bem construída, a jogabilidade desafiadora e a trilha sonora envolvente fazem do título uma escolha interessante para os fãs do gênero RPG de ação

Como o jogo está com preço cheio, não aconselho que compre agora. Espere alguma promoção, e somente assim terá um excelente custo-benefício. É o tempo que os desenvolvedores corrigem os bugs, principalmente de PC

Pontos positivos:

  • História satisfatória
  • Gameplay desafiador
  • Localização em português brasileiro
  • Trilha sonora perfeita 

Pontos negativos:

  • Poucos monstros 
  • Gráficos feios 
  • Bugs 
  • Limitações de gameplay 

NOTA: 8/10