Veredito de Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen

POSTED BY Daniel Costa 02/11/2026 in Jogos
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Quando Dragon’s Dogma 2 saiu em 2024, ele conquistou pelo combate, mas irritou muita gente pelos problemas de desempenho no PC e nos consoles. Agora, com a chegada da expansão Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen, a Capcom tenta repetir o que fez no primeiro jogo: entregar um pacote gigante de conteúdo para consagrar a sequência de vez.

O resultado é uma expansão focada em sobrevivência, exploração pesada e novos desafios nas montanhas congeladas do norte. O jogo traz melhorias técnicas visíveis e um mapa novo muito divertido de explorar, embora peque na hora de equilibrar o nível do personagem e os itens.

Confira agora o nosso veredito!

Norgan

A grande estrela do DLC é a região de Norgan. O cenário deixa de lado as florestas e desertos do jogo base para colocar o jogador em um ambiente dominado por neve, paredões de rocha e ruínas antigas.

O tamanho do território no mapa parece menor à primeira vista, mas ele é construído em camadas. Você sobe montanhas gigantes, desce por cavernas profundas e encontra portas trancadas que abrem atalhos permanentes, criando uma sensação muito parecida com a exploração de jogos como Zelda e Metroid. Para ajudar na movimentação vertical, agora existem cordas e ganchos em pontos específicos das paredes rochosas, permitindo subir e descer paredões altos com facilidade.

O frio aqui não serve só de enfeite e muda o jeito de jogar:

  • Nevascas violentas: Tempestades de neve fecham a visão, desligam o minimapa e fazem a estamina acabar muito mais rápido ao correr ou atacar.

  • Sobrevivência: Para não congelar ou ficar sem energia, você precisa acampar com frequência ou queimar pedras quentes no caminho.

  • Gelo quebradiço: Lagos e rios congelados quebram facilmente durante o combate, o que pode matar seus peões instantaneamente se eles caírem na água funda.
Imagem de Dragon's Dogma 2
Imagem de Dragon’s Dogma 2

Os 12 Ritos Perdidos e poderes novos para as classes

Além de Norgan, a expansão espalha 12 novas masmorras de desafio pelo mapa do jogo principal. A sacada desses templos é que eles exigem estratégias diferentes do jogador. Uma sala pode exigir que você entre apenas com o seu peão principal, enquanto outra pede limite de peso baixo ou o uso de arqueiros para derrubar colunas de pedra em cima dos inimigos.

Vencer essas provas rende itens especiais usados para reativar pilares mágicos espalhados pela neve. Esses pilares liberam novos golpes e magias bem fortes para cada classe:

  • Trapaceiro (Trickster): Ganhou golpes bem mais úteis, permitindo usar a fumaça ilusória para possuir a mente dos inimigos e fazê-los atacar os próprios aliados.

  • Magos e Feiticeiros: Receberam magias de área devastadoras para limpar grupos de inimigos em segundos.

  • Guerreiros e Ladinos: Ganharam novas opções de esquiva aérea e contra-ataques pesados contra monstros grandes.

O maior problema do DLC

O ponto mais fraco da expansão é como ela lida com as armas novas e a experiência ganha. Em Norgan, as lojas tradicionais perdem o sentido. O jogador precisa achar Relíquias e Espólios em baús ou monstros e levar tudo até uma NPC na vila inicial, pagando Pontos de Fenda para ela identificar os itens na sorte.

Esse formato traz dois problemas claros no dia a dia:

  • Os ferreiros ficam inúteis: As armas identificadas vêm com números tão altos e bônus tão fortes que superam qualquer coisa feita nos ferreiros normais, fazendo você ignorar a forja de equipamentos do jogo base.

  • Subida de nível exagerada: Os monstros da neve dão uma quantidade colossal de experiência. Em poucas horas de exploração, você salta dezenas de níveis (passando fácil do nível 100), transformando seu personagem em uma máquina de bater e tirando a graça dos desafios restantes.

Monstros

O combate contra chefes colossais continua sendo o ponto alto da aventura. O DLC traz aberrações inéditas, como os Yetis gigantes, criaturas grotescas com bocas compridas rasgadas pelo tronco, demônios voadores rápidos que misturam magia elemental com socos e novos dragões chefes com mecânicas próprias.

A ressalva fica para as viagens no mapa aberto. Entre uma fortaleza e outra, o caminho ainda é infestado pelas mesmas harpias, goblins e grifos do jogo de 2024, apenas pintados com cores brancas e com mais barra de vida. Para quem já jogou dezenas de horas do jogo original, a sensação de enfrentar os mesmos inimigos com skin de gelo pode cansar rápido.

Imagem de Dragon's Dogma 2
Imagem de Dragon’s Dogma 2

Vale a pena jogar a expansão?

Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen é um prato cheio para quem gosta de desafios à moda antiga e sentia falta de um mapa perigoso. A nova região de Norgan dá uma aula de exploração: ela é cheia de caminhos verticais, atalhos inteligentes e cavernas secretas que dão gosto de desbravar.

O principal problema está no ritmo de evolução do personagem. O jogo dá tantos pontos de experiência e armas tão exageradas logo de cara que você fica forte rápido demais. Isso quebra a dificuldade da campanha normal e faz com que você pare de usar os ferreiros do jogo base. Ainda assim, para quem quer enfrentar monstros gigantes incríveis e se perder em um mundo hostil e envolvente, o pacote entrega horas de diversão de alto nível.

Pontos Positivos

  • Mapa incrível de explorar
  • O clima realmente afeta o jogo
  • Desafios variados
  • Melhorias nas classes
  • Novos monstros

Pontos Negativos

  • Evolução desbalanceada
  • Sistema de equipamentos aleatório
  • Inimigos repetidos no caminho
  • História demora a engrenar

Nota Final: 8.0 / 10