Veredito da 2ª temporada de Demon Slayer

15/02/2022 - POSTADO POR EM Animes / Mangás
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O fenômeno Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba elevou o patamar da animação para TV e encerrou seu 2° arco já com o próximo garantido.

O arco Distrito da Luz Vermelha, disponível na Crunchyroll, chegou ao fim neste domingo (13) e você confere abaixo o que a temporada trouxe de mais interessante.

Demônio infiltrado

Após os acontecimentos do arco do Trem Infinito (Mugen Train), Tanjiro, Nezuko, Zenitsu e Inosuke acompanham Tengen Uzui, o Pilar do Som, para o Distrito da Luz Vermelha em busca de suas esposas, que tem informações sobre um possível demônio no local.

O grupo se infiltra nas casas de massagem do distrito, que desperta à noite diante da explosão de cores e luzes de um ambiente perfeito para um demônio se esconder. 

Os episódios iniciais apresentam lentamente a dinâmica do Distrito e as funções das “garotas” – o trio principal disfarçado -, enquanto Uzui investiga as pistas do suposto demônio

Apenas a partir do 4° episódio, com a revelação da presença de um Demônio Superior, ocorre a convergência dos protagonistas em preparação à batalha. Um tempo longo demais em um espaço de enorme potencial visual, mas pouco aproveitado.

Imagem: Divulgação

Animação em outro nível

No 5° episódio é onde a chave vira e o elemento principal de Demon Slayer vem à tona: os inventivos combates

O estúdio Ufotable, responsável pela animação, vem fazendo um excelente trabalho em transformar quadros de luta confusos do mangá em conteúdo do mais alto nível no produto final. 

Por mais bonito que as técnicas com as espadas e as diferentes respirações sejam, repeti-las incessantemente se torna cansativo para o espectador. 

É aí que o esforço do estúdio vira referência: mescla os traços 3D das técnicas dos demônios com o 2D das respirações dos protagonistas, organizando um carnaval que combina o melhor de ambos os estilos

De primeira vista parece muita confusão em tela, mas ela não gera cansaço e é possível acompanhar todos os passos dos combates sem dificuldade. 

Obs.: Para quem quiser entender melhor as adaptações do mangá para a TV, recomendo o canal Registry no YouTube, em que cada cena do anime é analisada junto ao quadro da obra original.

Imagem: Divulgação

Veredito

O engraçado, no ápice desse arco, é o efeito dos prolongamento das lutas. Considero um mérito o anime tentar trazer cada quadro do mangá para as telas, porém, talvez encurtar algumas partes dos combates não seria ruim. 

Digo isso pois, em algumas ocasiões, me vi tão empolgado/nervoso com o desenrolar da luta final que, quando os créditos subiam, uma decepção enorme surgia por quebrar a ótima experiência. Acho que a melhor opção é ver todos os 11 episódios de uma vez para não perder o ritmo frenético.

De todo modo, é muito bom acompanhar a evolução gráfica temporada após temporada e, dessa vez, também com um diferencial de trilhas incríveis. Aliás, a abertura e o encerramento desse arco – ambos de Aimer – são marcantes, das melhores dos últimos anos.

O Distrito da Luz Vermelha trouxe um novo patamar visual pelo modo como a ação é manejada e mostrou os irmãos Kamado mais seguros de suas habilidades. 

No próximo arco (Vila dos Ferreiros), altas expectativas para o trabalho do estúdio com os Pilares da Névoa e do Amor, diante de mais duas Luas Superiores.

Pontos negativos

  • Começo de muitas introduções desnecessárias
  • Prolongamento exagerado de lutas

Pontos positivos

  • Direção dinâmica usufruindo ao máximo da animação de alto nível
  • Trilha sonora marcante

NOTA: 8