Veredito de Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl

26/11/2021 - POSTADO POR EM Jogos
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Após o lançamento e o sucesso de Pokémon Let’s Go Eevee e Pikachu (2018) para Nintendo Switch, muitos fãs começaram a imaginar como seria o remake da quarta geração de monstrinhos para o console híbrido da Nintendo

O anúncio veio somente no começo deste ano e chocou muita gente, tanto pela confirmação do remake quanto pela qualidade estética do jogo. Agora, com Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl já disponíveis na eShop, podemos falar se realmente vale a pena ou não jogar esse título desenvolvido pela ILCA

Uma leve introdução

Se você amou Pokémon Diamond e Pokémon Pearl (2006), pode ficar tranquilo que o remake é extremamente fiel ao original. Basicamente tudo está lá, mas com uma cara melhor e gráficos atualizados. 

Até mesmo a escolha estética é fiel ao original, optando pela recriação dos bonecos cabeçudos em 3D em vez de criar algo maior e “realista” como foi em Pokémon Let’s Go Eevee e Pikachu e Pokémon Sword e Shield (2019). 

Como esperado por todos, o título basicamente joga “seguro” e quase não há inovações nas suas mecânicas. Particularmente, esperava ao menos que fossem inseridas as Mega Evoluções, tal como aconteceu em Pokémon Alpha Sapphire e Omega Ruby (2014). Porém, a cada trailer divulgado pela Nintendo, ficava mais claro que os fãs não teriam esse presente. 

Os personagens e histórias exclusivos de Pokémon Platinum (2008) não foram adaptados ao título de 2021. Inclusive, vale reforçar que o jogo não foi desenvolvido pela Game Freak, mas sim pela pela ILCA, estúdio japonês fundado em 2010 e responsável pelo aplicativo Pokémon HOME. 

Imagem: Divulgação

E os gráficos?

Logo no primeiro trailer, ficou claro que o título não estava com gráficos tão bons. O Twitter não falava de outra coisa, mas naquela época o jogo ainda estava em desenvolvimento. Hoje, curtindo o jogo já “finalizado”, é possível notar que houveram sim melhorias gráficas diante do primeiro trailer, mas não foram tantas. 

O problema em si não é nem a fidelidade ao conceito do original de 2006, até porque todos amam os cabeçudinhos. A questão mesmo é execução do conceito, que evidencia personagens, monstrinhos e itens bastantes serrilhados. É comum estar em campos de batalhas onde o fundo é completamente azul ou laranja e não possui detalhes e elementos como árvores e gramas. 

Em contrapartida, também é possível encontrar cidades e cenários melhores desenvolvidos. Os rios, por exemplo, são bem bonitos e orgânicos. Se a mesma regra fosse aplicada ao restante, o jogo seria um primor gráfico. Pena que perderam essa oportunidade e criaram um remake cheio de serrilhados.

Imagem: Divulgação

Sobre as novidades 

Mesmo sendo bastante tradicional, o remake tem sim suas novidades. Agora, a quarta geração conta com o XP das batalhas compartilhado por todo o time e o aplicativo do Pokétch dedicado ao uso de HMs.

Parando um pouco para entrar na polêmica: muita gente não gosta do XP compartilhado, pois prefere fazer igual antigamente e treinar um pokémon por vez. Porém, eu mesmo prefiro jogar com o XP compartilhado, até porque não tenho tanto tempo para treinar um por vez, e facilita demais a vida da pessoa. Um caminho para agradar todos os fãs seria dar a possibilidade de ativar ou não essa função, assim todos ficariam felizes. 

Imagem: Divulgação

Já em relação ao uso de HMs, você não precisa mais ensinar a técnica a nenhum membro da sua equipe. Simplesmente, ao vencer o líder de ginásio, você desbloqueia a técnica e pode usar livremente. Pra mim, isso é algo muito bom, pois não precisa “alugar” um pokémon para ficar carregando essas técnicas, onde normalmente só o HM “surf” vale a pena.  

A grande novidade mesmo fica por conta do Grand Underground. A área subterrânea já existia nos jogos originais, mas foi atualizada com esconderijos temáticos onde pokémon de vários tipos podem ser capturados. Normalmente, eles são mais fortes do que aqueles do dia a dia (da graminha e tal) e garantem um bom XP para treinar o seu time. Sem dúvidas, será o local que passará mais tempo durante a sua jornada

Além disso, é importante dizer que o game não possui um competitivo online e nem consegue sincronizar com o Pokémon Home. Então, se você quer competir, corre para o Pokémon Sword e Shield. 

Imagem: Divulgação

Pokémon exclusivos de cada versão!

Como todo mundo já sabe, toda geração tem duas versões, e cada uma possui seus pokémon exclusivos. Na imagem abaixo, você pode conferir e decidir qual jogo deve comprar: Pokémon Brilliant Diamond ou Pokémon Shining Pearl.

Muitos glitches 

Não para de surgir na internet novos vídeos e depoimentos sobre glitches. Tá todo mundo conseguindo duplicar pokémon, itens e outras mil coisas. Aparentemente, houve alguma fragilidade no código do jogo, e os usuários conseguiram usar isso a favor.

Existem até relatos que mostram jogadores finalizando o jogo em 51 minutos, algo que é impossível de fazer jogando dentro das regras. ILCA, o que será que aconteceu em?

Imagem: Divulgação

Veredito 

E aí, vale ou não a pena? Se você realmente é fã de Pokémon Diamond e Pokémon Pearl, a resposta é sim. Você encontrará um jogo totalmente fiel, com algumas melhorias e dinâmicas revisadas. 

Porém, se você nunca jogou o original e tiver gostado bastante de Pokémon Let’s Go Eevee e Pikachu ou Pokémon Sword e Shield, a resposta possivelmente será um não, principalmente pela falta de inovação e gráficos serrilhados

No Brasil, cada versão do remake custa R$ 299, o que deixa ainda menos atrativo para quem deseja conhecer. Talvez, o melhor seja esperar por Pokémon Legends Arceus para gastar o seu dinheirinho suado em 28 de janeiro de 2022.

Pontos positivos

  • Adaptação fiel ao original
  • Conteúdo adicional interessante 
  • Elite Four desafiante 

Pontos negativos

  • Ausência de competitivo online 
  • Gráficos serrilhados 
  • Sem legenda em português 
  • Vários glitches encontrados

NOTA: 7.5