Veredito de Inscryption

15/09/2022 - POSTADO POR EM Jogos
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Um ano depois do lançamento para PC, Inscryption (2021) finalmente está disponível para PS4 e PS5. O título desenvolvido por Daniel Mullins Games e publicado pela Devolver Digital é um RPG de cartas misturado com roguelike, tudo com um toque sombrio e sinistro. Testamos o jogo no PlayStation 4 a convite da Devolver Digital, e o veredito você confere a seguir.

História Peculiar

Inscryption é daqueles jogos que quanto menos se sabe sobre a história, melhor será a imersão no game, por isso tomamos bastante cuidado para não revelar nada mais que o necessário. O enredo mistura puzzles com horror, algo que lembra, de certa maneira, filmes como Jogos Mortais (2004) ou Escape Room (2019) em alguns momentos.

Tudo começa em uma cabana bem assustadora em que vive uma criatura estranha que conduzirá toda a aventura, como uma espécie de narrador em uma mesa de RPG. Lá, à medida que o baralho vai sendo montado, temos sacrifícios e cultos para conseguir escapar do local, através de puzzles muito bem colocados e cheios de perigos.

Imagem: Divulgação

Gameplay

Como uma fã de jogos de puzzle e charadas, Inscryption me surpreendeu bastante porque apesar de ser um jogo de cartas, conseguiu me deixar bastante apreensiva e imersa durante todo o tempo em que joguei. Se engana quem pensa que essa dinâmica é monótona – aliás, talvez isso seja algo que passe longe do game. A medida que o jogador vai comprando as cartas e a história vai se desenrolando, é uma surpresa atrás da outra. É como se estivéssemos dentro de um filme de suspense/terror.

As batalhas possuem uma mecânica muito única. Elas seguem a seguinte configuração: quatro colunas por três linhas, sendo a terceira linha o local onde o jogador deverá jogar as suas cartas. O custo de cada jogada é medida por gotas de sangue e cada uma tem um valor, dependendo da ação de cada uma. Essas gotas se referem a sacrifícios, podendo ser desde um animal de porte pequeno, até um enorme, como um urso, além disso a quantidade de sacrifícios dependem da ação, pode ser apenas um ou mais.

Outro aspecto que chama atenção é o balanceamento do jogo. Não é porque estamos jogando contra uma máquina que teremos jogadas burras. Na verdade elas realmente fazem sentido, estando à altura da partida tempo inteiro.

Imagem: Divulgação

Gráficos e Trilha Sonora

Como dito no início do texto, Inscryption é do criador Daniel Mullins. Ele fez absolutamente todos os passos do jogo. Isso – além de ser absolutamente incrível – me fez analisar com ainda mais cuidado o título. É simplesmente impressionante o cuidado que ele teve ao desenvolver a estética sombria de modo a não ficar caricata e cansativa.

Os gráficos são muito bem feitos e a paleta de cores meio terrosa, escura e “suja” utilizada ajuda a construir um ambiente de medo e apreensão. O que mais chamou atenção foi o design do tabuleiro que possui uma arte realmente admirável. Porém, nem tudo são flores, e a tela de boas vindas deixou um pouco a desejar quando comparada ao restante do jogo.

Inscryption não tem uma grande trilha sonora e de certa forma não faz falta, já que as músicas e os outros sons fazem esse trabalho de forma simples mas eficiente. De novo, volto à tela inicial, onde o som está um pouco estourado e chegou a me incomodar em alguns momentos.

Imagem: Divulgação

Veredito

Ficou muito claro para mim porque Inscryption foi premiado, conquistando três BAFTAs. É realmente uma experiência muito instigante e até viciante. O ponto chave do jogo é conseguir ser um roguelike misturado com RPG de mesa de forma balanceada e sem cair em exageros e caricaturas.

A única crítica negativa está na tela inicial do jogo que, além de ter um som incômodo e uma arte inferior ao restante do jogo, aparenta estar bugada, demorando demais para iniciar o jogo.

Pontos Positivos:

  • Balanceamento
  • Temática
  • Gameplay

Ponto Negativo: 

  • Tela inicial com um pequeno bug, demorando para iniciar o jogo

Nota: 9,5