Continuação do longa de 2019, Casamento Sangrento 2: A Viúva volta com a mesma dupla de diretores e mesma protagonista, mas contando com alguns rostos novos para dar início a mais um jogo de esconde-esconde. Nós conferimos o filme e vamos contar nossas impressões, acompanhe.
Enredo
Depois de sobreviver a um jogo mortal de esconde-esconde promovido pela família do marido na noite de seu casamento, Grace (Samara Weaving) ainda está em choque. Acusada de ser a responsável pelo massacre dos Le Domas, ela não tem nem tempo de tentar se explicar com a polícia antes de uma nova caçada começar.
As outras famílias que compartilhavam do mesmo pacto que a família Le Domas agora vão atrás de Grace e também de sua irmã, Faith (Kathryn Newton), com a qual a garota tem uma relação conturbada. Juntas, elas terão de sobreviver a um novo lote de riquinhos satanistas.

Consequências
Casamento Sangrento 2: A Viúva entra para a lista de filmes que começam exatamente onde seu anterior havia acabado, como em Os Incríveis 2 (2018), De Volta Para o Futuro Parte II (1989) e outros. Isso nos oferece uma cena de abertura em perspectiva da protagonista, para evidenciar o trauma que ela sofreu.
Inclusive, isso é um grande acerto do filme. Grace não vira uma badass que vai enfrentar o novo jogo fazendo carão de heroína, ela está traumatizada e, por isso, hesita, é cautelosa e demonstra medo genuíno em muitas situações. Algo que é tanto mérito do roteiro como de Samara Weaving. Esse claramente é um papel no qual a atriz se sente muito à vontade.
Ter essa dose de consequência para a continuação deixa o longa mais verossímil, já que toda a ação gira em torno do microcosmos daquelas famílias ricas e o mundo externo pouco interfere no que está acontecendo.

Problemas familiares
Além disso, o roteiro também conseguiu uma justificativa coerente para a aparição da irmã de Grace. Como em continuações de filmes de ação, suspense, terror e afins é necessário escalar os acontecimentos, é comum ter a adição de novos protagonistas.
Em Casamento Sangrento 2 optaram por trazer a irmã da protagonista, o que até faz sentido tematicamente. É a família delas lutando contra as famílias do pacto. Isso funciona na história, traz uma outra dinâmica para o lado caçado, além de que a química entre Weaving e Newton segura o passado complicado das duas irmãs. Mesmo tendo problemas, elas vão se proteger até o fim.
Por outro lado, não se pode dizer o mesmo do lado vilanesco. A dupla de gêmeos interpretada por Sarah Michelle Gellar e Shawn Hatosy beira o caricato na maior parte do filme. Embora tenhamos várias famílias competindo, a maioria dos personagens funciona mais como alívio cômico ou motor da ação, o foco mesmo está nos irmãos Ursula e Titus.
Pelo menos, ao longo do filme, Shawn Hatosy consegue dar mais contornos ao seu personagem e torná-lo ameaçador, coisa que nunca acontece com Gellar, que parece mais uma coadjuvante de luxo na produção.

Veredito
Casamento Sangrento 2: A Viúva consegue manter o nível do primeiro filme em questão de ação, roteiro e quantidade de sangue espirrada em tela. No ato final, sentimos uma certa canseira já da situação, mas o desenrolar dos fatos é recompensador o suficiente para que o longa termine com saldo positivo.
Kathryn Newton é uma boa adição ao protagonismo junto de Samara Weaving, mas da parte dos antagonistas não há tantos destaques. Eles fazem o suficiente para mover a trama, e é isso.
A direção tem seus momentos de brilhar, mas exagera nos cortes e no tremelique de câmera durante a ação. Pelo menos o humor ácido do filme continua no ponto certo, compensando a ação confusa com boas sacadas sarcásticas, o suficiente para tirar risadas de quem gosta do gênero.
Pontos positivos:
- Protagonistas
- Humor ácido
- Roteiro coerente
Pontos negativos:
- Atuações caricatas dos vilões
- Ação confusa
NOTA: 8/10