Veredito da 2ª temporada de Good Omens

30/07/2023 - POSTADO POR https://roteironerd.com/blaze-cassino-app EM https://roteironerd.com/robo-fortune-tiger-gratis

Depois de 4 anos da estreia do que seria uma minissérie, Good Omens (2019 – ) retorna para uma nova temporada no Prime Video. A série, baseada no livro homônimo de Neil Gaiman e Terry Pratchett, irá mostrar agora o que aconteceu com Aziraphale (Michael Sheen) e Crowley (David Tennant) depois de terem impedido o fim do mundo. Mas será que valeu a pena estender essa história? Confira neste veredito.

Um anjo (nu) veio me falar

Exilado do Céu, Aziraphale vive uma vida pacata em sua livraria no coração de Londres. Porém, a calmaria é interrompida pela aparição repentina do arcanjo Gabriel (Jon Hamm) pelado, desmemoriado e confuso. Sem saber como lidar com a situação, o anjo recorre à ajuda de seu companheiro Crowley (David Tennant), que na mesma medida está sendo ignorado pelo Inferno.

Juntos, anjo e demônio precisam descobrir como recuperar a memória de Gabriel e impedir que uma guerra entre Céu e Inferno se inicie. Nesse meio tempo presenciamos mais algumas cenas do passado dos protagonistas, que nos preparam para outro tipo de confronto iminente. 

Imagem: Divulgação

Histórias paralelas

Apesar desta ser a linha narrativa principal, os seis episódios de Good Omens se ocupam com uma série de histórias paralelas, que nem sempre tem uma ligação clara com o plot central (spoiler: sim, elas tem). Vemos o envolvimento entre duas lojistas vizinhas de Aziraphale, diversas situações burocráticas envolvendo o Céu e o Inferno, além das já mencionadas cenas do passado dos protagonistas.

Por conta disso, o espectador pode ter uma sensação de que a trama não está avançando, porém, ao meu ver, a temporada segue duas linhas paralelas: ela desenvolve a trama do que aconteceu com Gabriel e uma possível guerra, e também traz momentos entre Aziraphale e Crowley para que possamos entender mais do seu relacionamento.

Dessa forma temos uma narrativa com pouca ligação com o ano anterior, podendo ser facilmente consumida por novos espectadores. Quase nada dos antigos eventos é trazido de volta, assim como só retornam os personagens divinos. O mundo humano funciona basicamente como um pano de fundo, importando pouco para o desenrolar dos fatos.

Imagem: Divulgação

Um pouco sobre relacionamento

Apesar de trazer uma série de tramas paralelas, em nenhum momento a segunda temporada de Good Omens fica confusa. Em pouco tempo o espectador consegue entender o que está acontecendo ali. Sim, ela está falando da relação entre Aziraphale e Crowley.

Apesar dela não ser o foco da temporada anterior, já era possível pegar como os dois constituíam uma dupla de amigos platônicos, com coisas demais nas entrelinhas. Os novos episódios deixam isso ainda mais claro, com alguns questionamentos: o que fazer para desenvolver uma relação que já dura milhões de anos? Como deixar o status quo para revelar exatamente o que você quer? Em meio a tudo o que está à sua volta, é esse aprendizado que irá confrontar nossos protagonistas.

E sim, isso não é uma tarefa fácil e provavelmente esse é o motivo pelo qual tivemos uma continuação dessa história. O envolvimento do próprio Neil Gaiman na produção, escrevendo os roteiros, ajuda a manter a linha narrativa, mostrando uma progressão caótica e natural ao mesmo tempo.

Imagem: Divulgação

Veredito

A nova temporada de Good Omens volta ainda mais divertida, trazendo humor na medida, mas também conseguindo desenvolver de forma até inesperada o relacionamento entre os protagonistas. 

Mas não se engane, o final vai ser revoltante justamente por deixar uma ponta solta enorme para o terceiro ano. Até o momento a série ainda não foi renovada e provavelmente deve sofrer atrasos por conta das várias greves que estão instauradas em Hollywood. Então só nos resta aguardar para saber o que mais Gaiman reserva para o futuro de Aziraphale e Crowley.

Pontos positivos:

  • Evolução dos protagonistas
  • Humor afiado
  • Ritmo agradável de narrativa

Pontos negativos:

  • Excesso de tramas paralelas podem causar confusão a princípio
  • Personagens secundários pouco aproveitados

NOTA: 9,5