Imagine um futuro onde, além de habitar novos planetas, viajar rapidamente pelo espaço, conviver com hologramas e muitas outras coisas ligadas à tecnologia, você também poderia viver para sempre, apenas trocando de corpo. O ano é 2384 e estamos falando de Altered Carbon, série da Netflix com duas temporadas.
Nesse mundo, Takeshi Kovacs é um soldado que lutava na resistência contra uma nova ordem mundial. Após perder a luta e ser preso, Takeshi é retirado da prisão 300 anos depois por um Matusa (como são chamados os ricões imortais) para resolver um assassinato. Ele ganha uma nova “capa” e recebe recursos para a missão.
O soldado encontra um mundo diferente e cheio de tecnologias, e precisa lidar com o que aconteceu em seu passado. Enquanto ele tenta desvendar o assassinato, investiga também o que aconteceu com os seus companheiros de luta, encontrando respostas não muito animadoras.
Obs: O corpo é chamado de capa. quando ela é a originária da pessoa, ou seja, a que a pessoa nasceu “usando”, chamam de “orgânica”. Capas podem ser compradas, fabricadas, alugadas, mas é proibido fazer uma capa igual à de outra pessoa, ou imitando alguém que já existiu, sem a devida permissão.
Tecnologia companheira
Uma das coisas mais incríveis sobre a série e a história é a possibilidade de haver inteligências artificiais que vivem ao seu lado como hologramas. Assistindo é mais fácil de compreender, mas é como de a Siri tivesse um corpo e pudesse realizar tarefas na sua casa ou seu trabalho, como te servir um suco e preparar o jantar.
A consciência artificial mais presente na primeira temporada da série é Poe, Edgar Alan Poe. Ele é dono de um hotel e braço direito de Takeshi, o ajudando como um super computador.
Tem anime chegando!
A Netflix anunciou um anime que conta a mesma história, mas em um período diferente. Com estreia marcada para 19 de março, a série animada abordará acontecimentos entre a primeira e a segunda temporada, servindo para dar laço em alguns fios soltos.
Segunda temporada
A segunda temporada leva Takeshi a outros desafios, uma outra capa, e respostas bem estranhas para perguntas muito importantes para ele. Pessoas voltam do passado e causam um grande estardalhaço.
Nessa temporada, é visível a semelhança de discurso entre “Altered Carbon” e “Jogos Vorazes” no quesito violência. As pessoas com mais dinheiro enxergam a violência como uma diversão e pagam para sentir medo, dor e, também, para assistir outras pessoas sofrendo.
Não sabemos se a Netflix tem planos de continuar a série, já que ela parece ser bem cara de se produzir, mas as avaliações são bem positivas. Vamos torcer!