Análise de Sonic Frontiers

15/11/2022 - POSTADO POR EM Jogos
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Desde o seu primeiro trailer, Sonic Frontiers vem dividindo a opinião dos fãs por conta dos gráficos e mecânicas. É fato que a franquia do ouriço azul tem altos e baixos, e isso fez com que muitas pessoas desistissem dos jogos “modernos” e focassem apenas nos games antigos. 

Agora, com Frontiers em mãos, tivemos a oportunidade de jogar e testar todos os detalhes do título, que está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

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História cheia de mistérios 

Já assistiram Digimon? Quase que como os digiescolhidos, Sonic e seus amigos são teletransportados para um arquipélago “digital” chamado Starfall Islands. A região é dividida em cinco ilhas, onde cada uma possui um clima específico e inimigos robóticos diferentes. O ouriço azul é o único que consegue escapar das armadilhas, e o restante fica aprisionado. A nossa missão é encontrar todas as Chaos Emeralds e libertar Tails, Knuckles e Amy Rose

A campanha tem duração entre 20 e 30 horas, e pode dobrar o tempo se o jogador buscar fazer todos os desafios e missões secundárias. Como estamos falando de um título de mundo aberto, o que não falta é atividade para realizar. Fora que a sensação de correr com o Sonic é sensacional.

No geral, a história é repleta de mistérios e consegue envolver o jogador até o final, trazendo um tom parecido com The Legend of Zelda Breath of Wild (2017) e Shadow of Colossus (2005). Para mim, isso foi uma completa surpresa, pois normalmente a história serve apenas de plano de fundo para ação e aventura. Em Frontiers, é notável o interesse da SEGA em fazer uma narrativa cinematográfica, com reviravoltas e personagens carismáticos. Não é à toa que investiram na criação de Sage e Koco, que agregam tanto “luz” quanto “sombra” no jogo. 

Imagem de divulgação de Sonic Frontiers
Imagem de divulgação de Sonic Frontiers

Gameplay 

Ao longo dos anos, a SEGA já tentou quase de tudo com a franquia. Desta vez, ela realmente buscou apostar na proposta de mundo aberto. Embora os trailers passem uma imagem de locais vazios ou sem vida, digo com tranquilidade que você terá muito o que fazer e explorar. O jogo segue uma lógica bem similar à The Legend of Zelda Breath of Wild (2017), e dá liberdade para o jogador fazer o que quiser e quando quiser. Você pode completar missões secundárias, resolver quebra-cabeças, escalar estruturas enormes e pescar.

Uma novidade que chamou atenção foram os portais do Cyber Space. Eles são espalhados pelas ilhas e oferecem desafios no famoso formato “linear” 3D, como pegue 90 rings, termine a fase em 60 segundos ou colete cinco estrelas. Gostei bastante porque serve de complemento ao mundo aberto. É como se fosse um jogo dentro de outro jogo, o que permite agradar tanto fãs mais tradicionais quanto os disruptivos. 

Em relação ao combate, temos uma variedade bacana de inimigos e titãs colossais. Existem aqueles que morrem apenas com um golpe e outros que necessitam de estratégia e agilidade. Quando o chefão é complexo, por exemplo, nem sempre o gameplay flui como deveria. É como se o jogador só tivesse um único caminho para vencer e não pudesse inovar em nada. A sensação que causa é de impotência e desânimo.  

Diferente dos jogos mais tradicionais, Frontiers ainda disponibiliza uma árvore de habilidades que permite adicionar movimentos de esquiva, defesa, contra-ataque e combos. Não são diversas opções, mas é algo funcional e prático para tornar o Sonic mais poderoso e veloz. Claramente, é uma mecânica embrionária que a desenvolvedora colocou para testar e ver a aceitação do público. O meu desejo é que melhorem nos próximos jogos! 

Imagem de divulgação de Sonic Frontiers
Imagem de divulgação de Sonic Frontiers

Gráficos e trilha sonora 

Joguei no PlayStation 5 com os gráficos no limite e ainda assim a estética não foi das melhores. Em muitas das ocasiões, o próprio Sonic destoa da ambientação, causando um desconforto danado na vista. Até entendo que a desenvolvedora talvez queira dar mais realismo aos cenários para trazer esse conceito de mundo “real”, mas realmente não rolou. As cutscenes também não estão bonitas como deveriam. Parece que o jogo foi criado às pressas e tiveram que seguir essa linha visual

No Nintendo Switch, os problemas ficam ainda mais aparentes por conta das limitações do console. Sendo bem sincero com você, eu jamais compraria essa versão, pois está feia e repleta de serrilhados. Veja este comparativo

Já a trilha sonora é totalmente ao contrário. Sem dúvidas este é um dos melhores pontos do jogo. As músicas são leves e causam uma sensação de paz, fazendo praticamente um convite para que as pessoas explorem aquelas ilhas e vivam cada momento. É incrível como a SEGA sempre acerta na trilha sonora

Veredito

Sonic Frontiers é aquele jogo divertido que mostra um caminho promissor para o futuro da franquia. O título não tem cara de versão definitiva, mas sim de uma versão teste com várias apostas. A missão que fica para SEGA é justamente entender o que funcionou e aprimorar para uma sequência

Na minha experiência, o jogo consegue conquistar qualquer pessoa pelo elemento de exploração do mundo aberto. Você provavelmente vai esquecer de todo o resto e vai querer focar apenas em descobrir novos colecionáveis e desafios. Vai esquecer até mesmo dos gráficos “feios”. 

Imagem de divulgação de Sonic Frontiers
Imagem de divulgação de Sonic Frontiers

Pontos positivos:

  • Trilha sonora encantadora
  • História cheia de mistérios 
  • Mundo aberto com atividades diversas

Pontos negativos:

  • Gráficos poderiam ser melhores 
  • Gameplay com bugs
  • Tela de carregamento frequente no PS5

NOTA: 7.5/10