Quase uma lenda urbana no mundo do cinema, Argylle – O Superespião, do diretor Matthew Vaughn, finalmente fez a sua estreia. O longa segue a mesma cartilha da saga Kingsman, mas será que ele consegue ter os mesmos êxitos desses longas? Fomos conferir e vamos contar nossas impressões.
Enredo
Elly Conway (Bryce Dallas Howard) escreve romances sobre um agente secreto que tem a missão de desvendar um sindicato global de espionagem. Mas, ao contrário das aventuras de seus livros, ela na verdade vive de forma isolada, em uma casa no lago junto de seu gato.
Buscando inspiração para seu novo livro, a tímida jovem decide viajar para casa dos pais, porém não contava que espiões de verdade estariam atrás dela.
Um amontoado de falhas
Argylle tem um roteiro perdido, que não consegue fazer comédia, nem muito mesmo entreter como ação. A narrativa é cheia de plots twists desnecessários, fazendo apenas barriga e tomando tempo demais para não chegar a lugar nenhum. Ainda que o intuito fosse uma grande galhofa, o longa não consegue nem puxar um fio de criatividade para fazer uma piada.
Apesar de escolher usar um recurso chamado metatexto — um texto dentro do texto —, e por assim inovar, o filme não obtém êxito, resultando numa bagunça. Um grande rascunho que recebeu um orçamento altíssimo e faltou aquele toque de revisão. Além disso, a edição é extremamente perdida, parecendo uma enorme colcha de retalhos.
O universo Kingsman
Em 2015, Kingsman: Serviço Secreto chegou aos cinemas como uma adaptação dos quadrinhos homônimo de Dave Gibbons e Mark Miller. O filme misturava espionagem e comédia, com roteiro e direção de Matthew Vaughn.
O longa foi um sucesso estrondoso de crítica e público, principalmente por conta de umas das melhores cenas em plano-sequência já vistas até então — a famosa cena da igreja. O que fez a saga continuar por meio de uma sequência em 2017 e um prequel em 2021.
Por conta disso, era esperado que as piadas ácidas, ironias e violência extrema da saga pudessem ser transpostas para o novo projeto de Vaughn. Infelizmente não foi o que aconteceu, o tom galhofa não funcionou em Argylle, muito menos a comédia e a ação.
Veredito
Argylle – O Superespião é um filme que não entretêm, não empolga e chega a ser uma verdadeira tortura para quem assiste. O roteiro é uma bagunça, cheio de voltas desnecessárias por conta dos inúmeros plots twists e a edição consegue ser pior, deixando o longa mais cansativo ainda.
Nem o elenco consegue salvar o filme, Bryce Dallas Howard entrega uma personagem sem sal, justamente por conta do roteiro que ora faz dela uma pobre coitada, ora um mulherão. Já Samuel L. Jackson consegue fazer milagre e deixa o espectador com um vislumbre de sorriso no rosto. Mas no geral são bons nomes desperdiçados em um projeto perdido.
Pontos positivos:
- Personagem de Samuel L. Jackson
Pontos negativos:
- Roteiro
- Edição
- Péssimo desenvolvimento de personagens
- Péssimos plots twists
NOTA: 2/10