5 motivos para assistir os filmes do caso Suzane von Richthofen

27/09/2021 - POSTADO POR EM Filmes
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Um dos crimes que mais chocou o Brasil nas últimas décadas foi o assassinato do casal Richthofen em outubro de 2002. O caso ganhou grande repercussão na mídia por ter como responsáveis a filha adolescente Suzane von Richthofen e seu namorado Daniel Cravinhos

A história foi revisitada pela criminóloga e escritora brasileira Ilana Casoy, que dividiu a história em dois filmes. O primeiro, O Menino Que Matou Meus Pais, mostra a história pela visão de Suzane e o segundo, A Menina Que Matou os Pais, é o caso sob o ponto de vista de Daniel.

Ambos seriam lançados no cinema, mas com pandemia sua estreia foi adiada e as obras foram parar no catálogo do Amazon Prime Video, onde estrearam na última sexta (24). Conferimos os filmes e vamos contar alguns motivos para assistir as produções.

1. Proposta inovadora

Pode parecer uma ideia meio louca ou mesmo pouco rentável lançar os dois filmes juntos, mas a verdade é que essa é uma das propostas mais geniais proporcionadas pelo cinema. Por apresentar versões distintas de uma mesma história, é impossível não querer assistir a ambos os longas, até porque eles deixam um gancho um para o outro.

Além disso, outro fato bem interessante é que algumas cenas são praticamente iguais, com algumas pequenas mudanças bem sutis, que para a maioria dos olhos desatentos vão passar completamente despercebidas.

Imagem: Divulgação

2. Atuação impecável de Carla Diaz

Quando foi anunciado que Carla Diaz ia dar vida a Suzane nos cinemas, houve inúmeras críticas à atriz, conhecida pela novela O Clone (2001 – 2002) da rede Globo. Muitos acreditavam que ela estaria enterrando sua carreira com um papel tão polêmico. Porém, ainda bem que ela não voltou atrás e decidiu interpretar a adolescente rica.

Carla conseguiu fazer um excelente trabalho. A atriz praticamente teve que interpretar duas pessoas completamente diferentes, mas que precisam ter total coerência. Além disso, não se trata de um personagem fictício, mas de alguém que teve a imagem exaustivamente explorada pela mídia dos anos 2000. Segundo Diaz, em entrevista à revista Marie Claire, interpretar Suzane exigiu sua entrega fisicamente e mentalmente. 

Imagem: Divulgação

3. Um gênero interessante no cinema brasileiro

O gênero True Crime é bastante conhecido fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos, com produções como Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal (2019), American Crime Story (2016 – ) e outras. Este é um gênero que faz muito sucesso fora do país, porém aqui ainda é pouco explorado. 

Apesar de poucos títulos no audiovisual, na literatura o gênero é mais explorado. Um dos grandes nomes é a escritora Ilana Casoy, que além de autora do livro que deu origem aos filmes, também é roteirista das produções. A grande verdade é que o cinema brasileiro está pronto para produzir com louvor histórias de True Crime e, muito provavelmente, atrair mais público para as produções nacionais que estão tão carentes de incentivo. 

Imagem: Divulgação

4. Filmes rápidos

Para quem busca um entretenimento mais rápido nos streamings, os filmes são uma boa opção – ambos com cerca de 86 minutos de duração. É a mesma sensação de assistir uma minissérie de quatro ou cinco episódios, que deixa o espectador completamente imerso em uma experiência diferente de tudo aquilo que já tinha assistido.

Vale avisar, é claro, que essa não é uma opção para aqueles que não gostam de histórias de crimes, principalmente por ter algumas cenas que podem chocar ou ser um gatilho (apesar de poucas). 

5. Excelente roteiro

Como já falamos, a responsável pelo roteiro do filme é a especialista em crimes Ilana Casoy, junto com o também escritor Raphael Montes. Casoy já escreveu sobre o assassinato da menina Isabella Nardoni, onde recorreu aos arquivos policiais para entender o caso, e ainda é responsável, juntos com Montes, pelo livro que deu origem à Bom Dia, Verônica (2020 – ), um tremendo sucesso da Netflix.

Os roteiros dos filmes do caso Richthofen estão cheios de diálogos inteligentes e que permitem explorar mais os aspectos psicológicos de cada personagem, além de ajudar na direção a montar a composição das cenas e dar um direcionamento que torna a experiência de assistir os longas única.

Imagem: Divulgação