Quem não gosta de uma trama policial com uma pitada de novela? A série espanhola “Toy Boy” (2019) chegou à Netflix recentemente e se manteve no top 10 do streaming, chegando a ocupar a primeira posição do ranking. A produção é do canal espanhol Antena 3 e conquistou primeiro os fãs de “La Casa de Papel” (2017 -) e “Elite” (2018 -). Nós assistimos e vamos contar nossas impressões.
Ponto de Partida
Um grupo de strippers da cidade de Marabella é conhecido por Toy Boys, além disso os rapazes são também “acompanhantes” de mulheres ricas que não desejam se envolver emocionalmente. Hugo Beltrán (Jesús Mosquera) é um desses garotos que está preso acusado do assassinato do marido de Macarena (Cristina Castaño), uma de suas clientes.
Triana (María Pedraza) é uma advogada de uma firma que aceita pegar o caso de Hugo anos depois de preso, que consegue liberdade condicional até o seu julgamento final. A partir daí, se Beltrán passa a investigar e se “infiltrar” de novo nos ambientes de luxo, festas e clubes de luxo.
Foto: Divulgação
A Trama
Graças às novelas, estamos acostumados aqui no Brasil a histórias com diversas reviravoltas e tramas paralelas, mas ainda sim essa estrutura não é tão comum em séries. Apesar de um enredo legal e interessante, existem elementos em “Toy Boy” que são pouco críveis e fazem o espectador se cansar mais rápido.
Os atores são muito bons, principalmente Jesús Mosquera e María Pedraza, visto que conseguem passar uma boa credibilidade para o espectador. Já Cristina Castaño deu uma cara muito de “dominatrix” para a sua personagem, o que pode incomodar alguns e soar até muito estereotipado. O comportamento de Macarena, inclusive, chega a ser chato e irritante em alguns momentos.
A trama é capaz de enganar os mais desavisados, mas em “Toy Boy” temos como plano de fundo uma história sobre disputa de poder – e como em todos esses enredos, nunca ninguém é tão santo, nem tão cruel quanto possa parecer.
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Veredito
Séries de suspense e conspiração chamam atenção, principalmente, por prender com mais facilidade o espectador. “Toy Boy” tem um enredo muito interessante, mas que tem sérios problemas de roteiro. São treze episódios longos, de uma hora cada, e que têm muitas reviravoltas, algumas desnecessárias. Talvez tudo poderia ter sido resolvido em dez episódios.
É interessante observar também a questão da objetificação do corpo como crítica. Apesar de não ser nada sutil, estas são bem feitas e bem pertinentes ao assunto. A escolha do elenco é quase perfeita, contudo, apesar dos homens terem lindos corpos, a maioria infelizmente deixa a desejar na hora de mostrar o seu rebolado.
Vale ressaltar que até o fechamento do texto não há confirmação da segunda temporada.
Pontos positivos:
- cenas empolgantes;
- final coerente com a proposta inicial;
- momentos de tirar o fôlego.
Pontos negativos:
- “barrigas” no roteiro;
- número excessivo de reviravoltas;
- momentos difíceis de acreditar.
Nota: 7