Veredito de A Noiva!

05/03/2026 - POSTADO POR EM Filmes
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Dirigido por Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida), o longa A Noiva! (2026) é um thriller baseado no filme A Noiva de Frankenstein (1935) e no livro Frankenstein (1818). O elenco traz nomes de peso como Jessie Buckley (Hamnet, Pequenas Cartas Obscenas) e Christian Bale (Psicopata Americano, Batman Begins). Já assistimos à produção e vamos contar nossas impressões.

Enredo

Na década de 1930, em Chicago, Ida (Jessie Buckley) é uma moça envolvida com a máfia, mas que acaba sendo assassinada por ela.

Enquanto isso, um já secular Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade procurando a ajuda da Dra. Euphronius (Annette Bening). A criatura deseja uma companheira de vida e, para isso, eles ressuscitam Ida.

Imagem: Divulgação

Uma dupla peculiar

Em Ida, temos uma mulher que deseja ser livre e aparentemente está cansada de sofrer tanto com machismo como com violência. Porém, ela busca se vingar da única forma que ela conheceu: com brutalidade. Paradoxalmente, Ida não se lembra do seu passado e acredita no que os outros lhe falam sobre isso. 

Enquanto isso, a construção do Frankenstein, que já está em decomposição, ajuda o espectador a compreender o choque da sociedade da época. Além disso, sua obsessão por filmes e um ator específico deixa óbvio o desejo dele de se encaixar no mundo e, ao ter suas expectativas quebradas, não resta outro jeito a não ser recorrer também à violência

Imagem: Divulgação

Caos

A Noiva! é um filme corajoso e sem medo de chocar o espectador. Sua narrativa é contada de forma caótica, justamente para combinar com o espírito anárquico e punk da história. 

Acompanhamos esse casal, que não está unido somente pelo amor, mas pelo desejo de não ficar sozinho e também pela vingança do quão cruel o mundo os recebeu. Vemos neles uma releitura de Bonnie e Clyde (dupla de criminosos norte-americanos que, durante a Grande Depressão, aterrorizou o centro dos EUA).

Imagem: Divulgação

Veredito 

Interessante e instigante, A Noiva! tenta inovar sem se preocupar se vai agradar ou não. Sua trama não é fácil de acompanhar e pode parecer, à primeira vista, um grande rascunho. Principalmente quando chegamos ao final, sua última cena não dá o impacto esperado que a narrativa constrói, mas ainda assim faz sentido dentro da história.

A diretora Maggie Gyllenhaal é outro ponto que merece atenção. Atuando como diretora e roteirista do longa, ela escolheu trazer Mary Shelley (autora de Frankenstein) para dentro da produção, começando já com um monólogo impactante e que dita o tom de como será o restante do time. A personagem representa ainda a forma como as mulheres desejam que as outras tenham uma realidade melhor que a sua, de forma sutil

O elenco como um todo encaixa perfeitamente com aquilo que foi proposto no roteiro, mas é preciso destacar o trabalho de Jessie Buckley. Ela consegue interpretar duas personagens diferentes, dando a elas o impacto que merecem e, ao mesmo tempo, mostrando como funcionam tão bem juntas.

Pontos positivos:

  • Direção 
  • Elenco 
  • Trama

Pontos negativos:

  • A cena final

NOTA: 9/10