Elle: Legalmente Loira chegou ao Prime Video com oito episódios que são um prelúdio da vida da protagonista Elle Woods. A série é produzida por Reese Witherspoon, que interpretou a personagem no cinema, e por Laura Kittrell, que também assina como showrunner e diretora, além de Marc Platt, produtor executivo dos dois primeiros filmes de Legalmente Loira e dono de um currículo extenso em Hollywood (que inclui La La Land, Cruella, e Wicked).
Mundo Rosa
Elle (Lexi Minetree) está completando 16 anos e vai iniciar seu penúltimo ano no ensino médio. Tudo parece perfeito: seus pais têm dinheiro, ela tem suas melhores amigas e até seu crush da escola parece ter notado sua presença. O sonho do seu mundo cor de rosa parece estar acontecendo naturalmente na vida da adolescente… Até que seus pais chegam com a pior notícia possível que faz toda a sua vida desabar: Eles vão precisar se mudar. Não apenas de cidade, mas da Califórnia. O novo destino? Seattle.
O que antes era sol e colorido, foi trocado pelo nublado e cinza, e ainda tem mais um terror: ninguém se importa com moda, eventos sociais e parece até mesmo desconhecer a sua bíblia, a revista Cosmopolitan. Perdida e sem amigos, Elle encontra uma conexão genuína com a secretária da escola, Dona (Amy Pietz), mas por uma injustiça, a garota acaba sozinha novamente. Agora Elle precisa corrigir o que fez e, se sobrar tempo, precisa aprender a falar o idioma de seus colegas… Ou fazê-los ao menos chegar a um meio termo entre o rosa e o xadrez.
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Narrativa
A série acontece alguns anos antes do primeiro filme, nos anos 90, então temos uma vibe bem nostálgica para os millenials, com telefone fixo, fita cassete e um ambiente cheio de arquétipos – e estereótipos. A série resolve bem rápido o problema de público também, para pegar qualquer idade e aqueles que nunca assistiram nenhum filme de Legalmente Loira, nos apresentando uma Elle ingênua, feliz e muito honesta, vivendo em seu perfeito mundo, até uma bomba cair em seu colo (tal como nos filmes).
O que deixa tudo muito fluido na série é que ela consegue trazer tudo o que deu certo antes para dentro de um novo ambiente. Contudo, ela também peca na repetição dos problemas. Não existe nada de surpreendente em Elle – a não ser a incrível semelhança de Lexi com Reese. A jovem atriz não deixa a desejar em momento algum com a icônica personagem… Mas infelizmente isso não é o suficiente para gerar qualquer aclamação.
É comum que produções atuais atuais baseadas em filmes de décadas atrás busquem trazer uma maior diversidade em comparação ao original. Em Elle, não se pode apontar uma diversidade étnica, porque a relevância disso na série é quase nula, visto que não há aprofundamento, e nem mesmo um interesse amoroso da protagonista faz esse assunto tomar espaço.
Falando em falta de aprofundamento, temos também a sexualidade das personagens Liz (Gabrielle Policano) e Kimberly (Chandler Kinney). Enquanto a primeira é abertamente lésbica, a segunda precisa esconder sua orientação (o que nos anos 90 ainda era a norma), mas a trama é desenvolvida e resolvida de forma tão simplória, que você acaba por vezes esquecendo que existe essa narrativa ali.
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Veredito
Elle, assim como Legalmente Loira, não é uma série para se fazer questionar sobre assuntos polêmicos e atuais, mas para se divertir. Também não vá esperando que a série consiga se conectar completamente aos filmes, porque claramente não foi uma preocupação dos produtores.
A trilha sonora é nostálgica, o figurino continua acertando em cada episódio, e a atuação entregue não é de forma alguma amadora. Então a indicação é para quem estava precisando exatamente disso para se distrair, consumindo um conteúdo divertido, enquanto passa o tempo.
Pontos Positivos
- Leveza dos personagens e roteiro
- Trilha Sonora
- Protagonista
- Figurino
Pontos Negativos
- Roteiro Repetitivo
- Falta de Relevância
NOTA: 7