Seguindo com a onda nostálgica que vem tomando Hollywood, chega aos cinemas a sequência de mais um clássico dos anos 90. Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor (2026) traz de volta Sandra Bullock (Bird Box, Miss Simpatia) e Nicole Kidman (Moulin Rouge, Os Outros) como as carismáticas irmãs Owens, dessa vez para pôr um fim definitivo na maldição da família.
Nós conferimos o longa em uma sessão especial e vamos contar para você se a continuação conseguiu manter a magia do original. Veja agora.
Enredo
Após a morte trágica de seu segundo marido, Sally Owens (Bullock) se fechou definitivamente para o amor e para a magia. Ela tenta criar suas duas filhas, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams), da forma mais comum possível, sem conhecimento de que descendem de bruxas poderosas.
Porém, quando um acidente ameaça a vida do namorado de Kylie, a garota descobre sobre a maldição existente nas mulheres da família Owens e sai em busca de uma solução. Sally vai atrás dela junto de sua irmã, Gillian (Kidman), mas, para ajudar a filha, ela vai precisar se reconectar ao seu lado mágico.

Conveniências
É triste que o início desse filme comece “apagando” o final do anterior. Então, aqui, a maldição das irmãs não foi eliminada e Sally precisa passar pelo luto da perda de um parceiro amoroso mais uma vez. Faz sentido como gancho, mas deixa um sabor amargo ver que uma grande parte do que foi visto em Da Magia à Sedução (1998) foi para nada.
Além disso, essa não é a última conveniência que o roteiro vai se utilizar para fazer a narrativa andar. Em determinado momento da história, as coisas simplesmente vão acontecendo porque sim, abusando de coincidências e facilitações para ir de um ponto a outro. Durante a primeira metade do filme não é tão grave, mas, a partir da segunda metade, passa a irritar.

Elenco afiado
Felizmente, essa fraqueza do roteiro consegue ser suavizada pela boa química do elenco. Sandra e Nicole têm uma excelente sintonia como irmãs, trazendo muitos comportamentos genuínos desse tipo de relação. Assim como Joey King e Maisie Williams, que trazem uma participação boa para a trama, especialmente focada na personagem de King.
Outra coisa positiva de Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é o uso controlado de CGI. O longa anterior, por ser da década de 90 e ter limitações orçamentárias, foi mais contido na questão dos efeitos, preferindo os práticos. Aqui temos cenas que se aproveitam dos efeitos especiais, sem exagero. O que também contribui para essa percepção é a fotografia acertada do filme, além da boa direção de Susanne Bier (Bird Box, Serena).

Veredito
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é uma continuação leve e divertida, que busca seguir o mesmo espírito do seu antecessor, talvez apelando um pouco mais para a comédia. A parte mais decepcionante fica com o fato de anularem o final do anterior apenas para justificar essa sequência, trazendo com isso mais um plot de romance para a Sally, que é pouco desenvolvido.
Por outro lado, a boa química do elenco, os aspectos técnicos acertados e a inclusão bem encaixada das filhas (Kylie e Antonia) na trama conseguem deixar a produção mais agradável de se acompanhar.
No fim, é um filme perfeito para se assistir numa tarde de domingo ou em uma ida despretensiosa ao cinema, buscando apenas uma diversão bem familiar.
Pontos positivos:
- Aspectos técnicos acertados
- Bom elenco
Pontos negativos:
- Início do filme anula o final do anterior
- Roteiro cheio de conveniências
NOTA: 7/10