A franquia Meu Malvado Favorito (2010–) conquistou o público e transformou seus personagens em fenômenos capazes de sustentar produções próprias de enorme sucesso. Minions & Monstros (2026) é o terceiro spin-off desse universo e surge como a grande aposta da Illumination para a disputa do Oscar de Melhor Animação. Nós já assistimos ao longa e contamos agora nossas impressões.
Enredo
Os Minions são pequenas criaturas amarelas que sempre viveram em busca de um grande vilão para servir. James, no entanto, é diferente dos demais: criativo e apaixonado pelas artes, ele nunca conseguiu se encaixar completamente nesse propósito.
Durante a Era de Ouro de Hollywood, o personagem finalmente encontra seu lugar no mundo ao se tornar uma estrela da indústria cinematográfica. Porém, um erro aparentemente simples desencadeia consequências enormes, obrigando James a agir rapidamente antes que monstros coloquem todo o planeta em risco.
Uma homenagem ao cinema
Minions & Monstros surpreende ao entregar uma experiência capaz de agradar tanto crianças quanto adultos. O roteiro aposta na metalinguagem ao construir uma história sobre a realização de um filme dentro do próprio filme, criando situações divertidas e bastante criativas.
As referências aos clássicos da sétima arte são numerosas e bem executadas, funcionando não apenas como homenagens, mas também como oportunidades para brincar com convenções e clichês do cinema de forma inteligente e bem-humorada.
Tema deslocado
O principal problema da narrativa está na inclusão de um núcleo relacionado ao movimento sufragista e à luta pelo voto feminino. Embora o contexto histórico permita a presença desse tema, sua participação pouco contribui para os acontecimentos centrais da trama.
Mais do que parecer desconectada, a abordagem acaba soando superficial e, em alguns momentos, até desrespeitosa com a importância histórica do assunto. A ideia tinha potencial, mas a execução não faz jus ao tema que se propõe a retratar.
Veredito
Minions & Monstros é uma animação divertida, leve e bastante acessível para diferentes faixas etárias. O roteiro mantém um bom ritmo e utiliza suas referências cinematográficas de maneira criativa, oferecendo camadas extras de diversão para os espectadores mais velhos.
Visualmente, o longa impressiona. Os cenários apresentam riqueza de detalhes e texturas que acrescentam profundidade às imagens, enquanto o uso de diferentes filtros e estilos visuais torna a experiência ainda mais dinâmica. A trilha sonora também cumpre bem seu papel, ajudando a manter a energia e a fluidez da narrativa.
Seu maior tropeço está justamente no desenvolvimento do núcleo secundário ligado ao sufrágio feminino, que parece existir apenas para ocupar espaço na história. Além de pouco acrescentar ao enredo principal, representa uma oportunidade desperdiçada de explorar um tema relevante com mais cuidado e profundidade.
Pontos positivos:
- Referências cinematográficas
- Roteiro
- Qualidade da animação
Ponto negativo:
- Desenvolvimento superficial do núcleo secundário
NOTA: 9/10