Seis astronautas e um monstro de Marte, tudo rodeada pela escuridão do espaço. Assim é o novo filme do diretor sueco Daniel Espinosa, “Life” (“Vida” – versão brasileira), que estreou nesta quinta-feira, 20 de abril, nos cinemas brasileiros. A produção cinematográfica narra o fato dos humanos descobrirem vida em outro planeta além da Terra, mostrando todas as etapas do desenvolvimento da “criatura” desconhecida, na qual é batizada futuramente de Calvin. Tudo começa bem, porém, algo inesperado acontece e provoca uma verdadeira corrida pela sobrevivência em uma estação espacial internacional.
Com um enredo já bastante explorado, conseguimos capturar diferentes referencias de títulos antigos com a mesma temática, como “Alien, o Oitavo Passageiro” (1979), que inclusive ganhará um novo filme este ano, e “Interestelar” (2012). Embora isso ocorra, o longa promove bons momentos de suspense e terror, tendo como base a ficção cientifica, claro. No elenco, temos várias caras conhecidas, como Ryan Reynolds, de “Deadpool” (2016), Jake Gyllenhaal, de “Animais Noturnos” (2016) e “O Abutre” (2014), e Rebecca Ferguson, “A Garota do Trem” (2016). É importante ressaltar que os personagens são pouco trabalhados, afinal, não conseguimos se apegar aos astronautas. É como se a morte de alguns deles acontecessem e você ficasse assim: “Então tá bom. Quem será o próximo agora?”.
Apesar de alguns problemas na narrativa, responsáveis por deixar o ritmo mais lento e cansativo, principalmente no início, o longa consegue apresentar um monstro com potencial para ser utilizado numa possível sequência, o que é sinalizado no final dessa produção. Não sabemos ainda o futuro da franquia, mas seria interessante ver como esse novo “Alien” seria quando crescer, apesar de que nada substituiria o original. Mas verdade seja dita: por ter bebido em tantas fontes, a produção do Espinosa poderia ter apresentando algo melhor e um pouco mais fora da curva, até porque tudo que foi mostrado era conhecido pelo público.