Atenção, fãs de espionagem! Chegou aos cinemas “Kingsman 2: O Círculo Dourado” (2017), fazendo uma espécie de homenagem aos filmes estilo James Bond, da franquia 007. Apesar disso, o diretor Matthew Vaughn, responsável por projetos como “Kick-Ass” (2007) e “Kingsman: Serviço Secreto” (2014), trouxe à trama um pouco de exagero, tanto nas piadas, quanto nas cenas de ação, marca registrada do primeiro longa.
Em 2014, o lançamento de “Kingsman” foi bem recebido pela crítica e conquistou muito o público. Uns dos principais motivos foram as cenas bem dirigidas e as lutas ultraviolentas, bem coreografadas. O filme não tinha uma trama de espionagem convencional e exagerava em todos os apetrechos utilizados pelos agentes secretos da ficção. Além disso, nomes de peso, como de Samuel L. Jackson, o vilão Richmond Valentine, ajudaram na bilheteria, que arrecadou US$ 35,6 milhões em sua semana de estreia.
Enredo
Após o ataque à agência secreta britânica de espionagem, Kingsman, e a morte de praticamente todos os seus agentes, Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) precisam descobrir como conter a vilã completamente louca, Poppy Adams (Julianne Moore), responsável pelo ataque. Para isso, eles contam com a ajuda de uma nova organização, dessa vez a norte americana Statesman. Desse modo, somos apresentados a novos espiões, como Whiskey (Pedro Pascal) e Ginger (Halle Berry), que ajudam os britânicos a deter o plano de distribuição de drogas de Adams.
Sarcasmo e lutas
Uma das marcas registradas de “Kingsman” é o sarcasmo. O filme traz várias piadas, principalmente com o cantor britânico Elton John. Em alguns momentos existe sim uma certa extrapolação do humor. Mesmo assim, a sequência mantém-se com um nível cômico agradável.
Não podemos falar de “Kingsman” e do Matthew Vaughn sem comentar sobre as cenas de lutas. No primeiro filme, temos uma das cenas mais empolgantes de ação já vista no cinema, um plano sequência (cena filmada de forma contínua) dos mais impressionantes do cinema. No novo longa, testemunhamos vários momentos de brigas envolvendo todas aquelas bugigangas típicas de espiões e beirando em certos momentos ao ponto de fantasia e ficção científica, já que são bem exageradas.

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Veredito
Para quem criou muita expectativa para “Kingsman 2”, o filme pode não supri-las. Um dos motivos é porque ficamos tão surpreendidos com o primeiro enredo, que desejamos que o segundo repita ou supere a grandeza (#Rebeca). Contudo, esse é um dos longas mais gostosos de se assistir no cinema; é ótimo ver a forma como os personagens agem, além de termos inúmeros momentos de diversão garantida. Por isso, confira sim na tela grande e, se possível, em IMAX ou 3D.

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