Veredito de Vingadores: Ultimato

27/04/2019 - POSTADO POR EM Filmes
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Parte da jornada é o fim. E aqui estamos, 21 filmes depois, 11 anos investidos na construção da maior franquia do cinema. Por mais que não seja o fim do Marvel Cinematic Universe (MCU) e novos personagens perpetuem o legado dos primeiros, “Vingadores: Ultimato” consegue trazer um senso de conclusão para esse capítulo da história, honrando (quase) tudo o que foi feito até o momento. Nosso veredito sem spoilers está aqui, portanto pode ler sem medo.

Luto e Perdas

Se você não vive em um universo paralelo, sabe que há um ano atrás, última vez que vimos nossos heróis em “Vingadores: Guerra Infinita”, metade da humanidade virou pó após Thanos (Josh Brolin) usar as Jóias do Infinito para trazer equilíbrio ao universo. Agora, encontramos os sobreviventes em um estado de luto, lidando com a derrota e a imponência de não terem conseguido salvar seus próprios amigos e familiares.

Tudo que foi exibido nos trailers de divulgação do filme acontece praticamente nos primeiros 15 minutos do longa, por isso o que vem a seguir é realmente inédito – apesar de não ser completamente inesperado. Para quem ainda não assistiu, prefira não saber mais sobre a história antes de conferir o longa por conta própria.

Foto: Divulgação

Evoluções questionáveis

Ao longo de uma década, tivemos diversas chances de conhecer bem esses personagens. Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Steve Rogers (Chris Evans) são inevitavelmente o centro diametral da franquia, e não foi à toa que eles entraram em atrito em “Capitão América: Guerra Civil” (2016), filme que traz desdobramentos diretos para “Ultimato”. Se eles dois estão em sua melhor forma aqui, o mesmo não se pode dizer sobre outros personagens.

O Thor de Chris Hemsworth teve uma jornada um tanto confusa, com alguns tons conflitantes através de suas aparições. O filho de Odin encontrou seu auge em “Guerra Infinita”, mas aqui infelizmente parece ter regredido. O filme anterior também foi o momento de Thanos brilhar, mas nesse o vilão fica relegado ao plano de grandão malvado. Entendemos suas motivações, mas ele merecia um final mais digno de seu desenvolvimento.

Alguém que passou por muitas mudanças foi Bruce Banner (Mark Ruffalo). O Hulk está visualmente um tanto diferente do que foi visto antes, agora mais humanizado com um resultado inusitado e que provoca o riso. A Capitã Marvel (Brie Larson) não aparece em muitos momentos, afinal esse filme é sobre os Vingadores originais, mas sempre que ela está lá ela prova ser uma das heroínas mais poderosas.

Foto: Divulgação

Construindo um épico

Não se pode negar a tarefa hercúlea dos Irmãos Russo na direção de um projeto tão ambicioso e grandioso como este. E, em sua maioria, os resultados alcançados são dignos de aplausos – que devem acontecer em várias salas de cinema ao redor do mundo. No decorrer da narrativa, algumas regras do universo podem ter sido ignoradas, mas quando a última hora do filme chega, é praticamente impossível não vibrar com a enorme escala do espetáculo desenvolvido através de tantos anos.

Os aspectos técnicos estão no mesmo nível do filme anterior, ou seja: muito bons. Com exceção de um ou dois momentos, os efeitos especiais do filme são de primeira qualidade. Quem está melhor do que nunca é a trilha de Alan Silvestri, que se utiliza dos temas individuais de cada herói para guiar os (muitos) momentos emocionais destes. E quando o tema dos Vingadores soa, não há como não se comover.

Foto: Divulgação

Veredito

Não deveria surpreender que “Vingadores:Ultimato” é um filme Marvel por dentro e por fora, para melhor ou para pior. Mas surpreende, visto que “Guerra Infinita” foi um ponto fora da curva. O milagre do filme anterior de se fazer funcionar com um elenco daquele tamanho de uma forma tensa, surpreendente e séria agora dá lugar à um retorno à forma, com direito até a um leque de piadas, similar ao primeiro “Vingadores” (2012).

Para o público casual de filmes do MCU, pode ser confuso entender o contexto de alguns momentos, mas para os fãs, que incrível presente. Temos em “Ultimato” um sério concorrente ao maior fan service da história – o que pode ser frustrante para alguns e recompensador para outros (para este que vos escreve, os dois sentimentos coexistem). No fim das contas, o saldo é positivo, e merece ser experienciado pelo seu mérito de entregar um encerramento gratificante para a saga.

Foto: Divulgação