Veredito de Vingadores: Guerra Infinita (Sem Spoilers)

27/04/2018 - POSTADO POR , , e EM Filmes
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Sim, Thanos finalmente chegou e está entre nós. Nesta quinta-feira, 26 de abril, podemos conferir o melhor filme do ano, particularmente do gênero de quadrinho. Estamos falando de “Vingadores: Guerra Infinita”, dirigido e produzido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, que pretende fazer a maior bilheteria da história norte-americana. Por isso, fizemos dois vereditos para vocês não perderem esse momento importantíssimo do MCU (Universo Cinematográfico Marvel), onde um contém spoilers e outro não. Confere aí:

*ESTE TEXTO NÃO CONTÉM SPOILERS*

O papel de Thanos!

Ao assistirmos aos trailers, sabemos que o titã louco tem apenas um objetivo: reunir todas as joias do infinito e trazer equilíbrio ao universo. A ideia é um pouco louca, mas tem toda uma fundamentação por trás disso. Thanos defende que muitos planetas estão sendo ameaçados de extinção devido à superpopulação, o que faz com que muitos seres não tenham acesso à condições básicas, como comida e saúde, e acabam entrando em colapso, guerras, etc. Para evitar o fim de uma espécie, o “único” meio é conseguir as joias do infinito e estabelecer o equilíbrio das nações.

Em “Guerra Infinita”, o vilão da trama (ou não, né? #Daniel) usa todos os poderes da Ordem Negra, um exército composto por tropas alienígenas

e liderado por cinco guerreiros superpoderosos (Corvus Glaive, Próxima Meia-Noite, Estrela Negra, Fauce de Ébano e Supergigante). Infelizmente, essa equipe não ganha muito destaque ou, até mesmo, história aprofundada, apenas muita ação e peia. Porém, devemos ressaltar aqui que a missão da produção é falar sobre o ideal de Thanos, e isso é bem feito, pelo menos em grande parte.

Agora, uma coisa é certa: O MCU nunca teve um anti-herói capaz de fazer tantos sacrifícios, conflitos e mudanças em apenas uma narrativa, nem mesmo o amado Loki. Thanos fez história! (#Daniel)

“Se Thanos é o verdadeiro equilíbrio entre o bem e o mal, quem é o vilão de Guerra Infinita?”

— Daniel Costa

Foto: Divulgação

Solidariedade, irmãos

Nunca antes tão perto de chegar ao fim como agora, a franquia dos Vingadores se prepara para uma conclusão potencialmente mais épica ainda (se é que isso é possível), numa segunda parte de “Guerra Infinita”. O filme não perde tempo em introduzir em que pé está cada um dos núcleos segregados dos nossos super favoritos. Da mesma forma, quase não há espaço para tanto falatório ou explicação: os personagens estão engajados em resolver logo os problemas, e o maior deles vem sempre na forma da intimidação implacável de Thanos.

O grande trunfo, porém, deste capítulo da saga, encontra-se provavelmente no nobre sentimento de amizade e sacrifício entre os envolvidos na missão de manter em segurança as joias do infinito que faltam para o vilão. Praticamente todos os grupos passam pela dura experiência de sofrer pelo outro, seja o amor de sua vida, aquele parceiro que acabou de conhecer ou até mesmo sua maior ameaça. E é aí que o longa brilha com foco mais intenso: independente de arrogância, de luta pela sobrevivência, competição de egos ou qualquer outra coisa, é quando assistem ao outro ser torturado, subjugado ou amedrontado que os heróis revelam o seu melhor. E por isso vale a pena lutar.

Não é de surpreender que este é um dos investimentos da Marvel mais envolventes em termos de cenas de ação, mas justamente pela gravidade do obstáculo e por já estarmos introduzidos ao universo de cada herói, agora é hora de sofrer as perdas que toda guerra fatalmente traz à tona.

“A que custo vale o sacrifício pelo próximo e de que servem seus ideais mais ilustres se lhe falta o sustentáculo ideal?”

— Gabriel Macedo

Foto: Divulgação

Girl Power!!

Ao longo do filme, vemos muitas personagens femininas ganhando bastante importância. Feiticeira Escarlate, por exemplo, se apresenta como uma poderosíssima usuária de magia que não mede esforços para salvar seu amado Visão das mãos da Ordem Negra, tendo papel decisivo em muitas batalhas da produção. Shuri (irmã do rei T’Challa, de “Pantera Negra”) mostra que seu intelecto e conhecimento tecnológico ultrapassa o de Bruce Banner quando discutem a melhor forma de ajudar o Visão. Além disso, General Okoye e Viúva Negra lutam na linha de frente ao lado de Pantera Negra, Capitão América e Bucky.

Foto: Divulgação

Justo o que precisávamos

Dezoito filmes adentro, o MCU estava em vias de se tornar desgastado por seguir a chamada “fórmula Marvel”. Cada obra tinha sua particularidade, é verdade, mas no fim do dia quase todas seguiam uma estrutura similar que não oferecia muito espaço para riscos. “Guerra Infinita” chega no momento certo, celebrando tudo que foi feito até aqui ao mesmo tempo que subverte o lugar comum de outras produções do estúdio.

O longa metragem se desenrola realmente como uma HQ, transposta dos quadrinhos para as telas. A sensação é de estar presenciando um enorme crossover que coloca um sorriso no nosso rosto quando vemos o aguardado encontro entre personagens que amamos. Mas também, como a primeira metade de um grande encontro, a produção carrega consigo uma inevitável tragédia, mostrando que nossos heróis não estão tão seguros quanto se imaginava. Sem dúvida, a espera de 10 anos para esse momento valeu a pena. Agora dá pra 2019 chegar mais rápido?

“Sem dúvida, a espera de 10 anos para esse momento valeu a pena”

Henrique Villela

Foto: Divulgação