Veredito de Missão: Impossível – Efeito Fallout

27/07/2018 - POSTADO POR EM Filmes
Post thumbnail

Uma das maiores franquias de espionagem, que teve início em 1996, ganha seu sexto filme, “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, que acaba de estrear nos cinemas nacionais. O novo longa vem com o intuito de dar sequência a algumas situações de seu antecessor “Nação Secreta” – também dirigido por Christopher McQuarrie – mas também, cumpre com a responsabilidade de apresentar um novo e complicado desafio para o agente Ethan Hunt (Tom Cruise).

A Sexta Aventura da Franquia

Após um erro fatal em sua missão, Hunt recebe a tarefa de consertar o seu deslize e salvar o mundo de mais uma ameaça de alcance global, precisando da ajuda de sua equipe, composta pelos já conhecidos Benji (Simon Pegg) e Luther (Ving Rhames). Mas o time ganha um novo integrante, Walker (Henry Cavill), que é indicado para ser o encarregado de colocar o protagonista nos eixos.

A narrativa, que busca imergir um pouco mais nos sentimentos do agente Hunt, cumpre a tarefa de dar mais camadas ao personagem, mostrando seu lado mais humano. O que, apesar de uma abordagem mais introspectiva de Hunt durante a história, não deixa que o filme perca seu propósito central – e talvez sua qualidade mais forte: a entrega de uma aventura eletrizante, com cenas de ação dignas da grande franquia que é.

“Não há paz sem muito sofrimento antes. Quanto maior o sofrimento, maior a paz” – Sean Harris.

Mesmo com algumas repetições da franquia, principalmente no pontapé inicial da trama, o filme toma caminhos seguros e eficientes em seu desenvolvimento. É evidente o clima de conspiração e perigo que se implanta, elementos essencial para um bom filme de espionagem e serviço secreto.

Apesar de não se reinventar o bastante, permanecendo no tom conspirativo de existir um traidor entre os mocinhos, um ponto forte deste sexto filme é a presença de um bom antagonista, com relevância e desenvolvimento, que apresenta ambiguidade e peso nas adversidades que o herói precisa superar.

Assim, Tom Cruise, herói e estrela principal de Missão Impossível, mais uma vez prova seu destaque, apresentando uma atuação excelente, tanto nos momentos de tensão, quanto nos momentos mais introspectivos e sensíveis de seu personagem. É significativa a entrega do ator, que faz muitas das cenas de ação sem a necessidade de dublês e demonstra versatilidade, mesmo aos 58 anos de idade, ao encarar cenas pendurado em um helicóptero ou a beira de um precipício.  

Aqui, repetindo a direção do filme anterior, McQuarrie parece compreender muito bem o universo da franquia, além de ter mais tempo para aperfeiçoar a trama e seus desdobramentos. Além disso, tem uma direção enérgica, com ótimas sequências de ação, que fazem com que a obra de 2h30min passe rapidamente, sem cair em momentos enfadonhos ou tediosos para o público, que facilmente se insere na experiência.

Veredito

“Missão: Impossível – Efeito Fallout” é um filme que evidencia a qualidade ascendente da franquia, ostentando grandes cenas de ação emocionantes e muito bem dirigidas. Servindo-se de uma conciliação precisa do clássico com o novo, e mantendo a essência primordial de seus antecessores, Efeito Fallout entrega um longa enérgico, tenso e empolgante, que se destaca entre outras obras do gênero e reitera a qualidade dos filmes de espionagem. São 2h30min que passam em um piscar de olhos e deixam uma sensação de satisfação em quem assistiu.