Veredito de Final Space

08/08/2018 - POSTADO POR EM Séries
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Quando lançam um desenho que é uma espécie de Star Wars misturado com Star Trek, mas com um toque gigantesco de comédia ao estilo Futurama, você, sem sombra de dúvidas, deve assisti-lo (a não ser que você não goste de nenhuma dessas obras). “Final Space” aposta em um humor ácido, cheio de referências sci-fi e um personagem principal falastrão (e bota falastrão nisso) que é chato e cativante ao mesmo tempo. Além disso, a série está repleta de nomes (ou melhor, vozes) conhecidos, como Tom Kenny (a voz do Bob Esponja); David Tennant (o 10º Doutor, de “Doctor Who” e o Kilgrave, de “Jessica Jones”); Steven Yeun (o Glenn, de “The Walking Dead”); Ron Perlman (o Hellboy); dentre outros.

A série foi criada por Olan Rogers (que inclusive faz a voz do personagem principal) e lançada inicialmente em seu canal no YouTube, em 2010. No entanto, o projeto foi interrompido com apenas três episódios e, após várias tentativas de retomada, somente no início deste ano (2018) a primeira temporada de Final Space foi disponibilizada por meio do canal norte-americano TBS e, posteriormente, inserida no catálogo da Netflix.

Enredo

A estória de “Final Space” gira em torno das aventuras de Gary Goodspeed, um jovem filho de astronauta que, após se passar por um piloto para conquistar uma garota, acaba destruindo uma frota de espaçonaves, o que faz com que ele se torne um prisioneiro. O cumprimento de sua sentença, a bordo de uma nave no meio do espaço, está prestes a acabar quando um ser espacial, que ele batiza de Mooncake, surge e faz com que sua vida tenha uma gigantesca reviravolta.

É a partir daí que o enredo de “Final Space” se desenvolve, com Gary tentando salvar Mooncake das garras do vilão Lord Commander (uma espécie de Darth Vader que, inclusive, tem um poder muito parecido com a “força”) que quer usá-lo para abrir uma passagem para o “espaço final” (que dá título à série), uma espécie de outra dimensão onde os titãs habitam. A intenção do Lord Commander é abrir essa passagem para se tornar um titã, enquanto a de Gary, Quinn (a garota que ele tenta conquistar no início da série) e os outros, é a de impedir que isso aconteça.

Cada episódio se inicia com Gary no espaço, conversando com H.U.E., uma inteligência artificial da nave e que é transferida para o traje dele, e que inicia uma contagem regressiva do quanto resta de oxigênio. Após cada prólogo, os episódios vão mostrando o desenrolar dos acontecimentos até chegar na situação em que Gary se encontra: sozinho no espaço e prestes a morrer.

Imagem: Divulgação/Netflix

Personagens

Cada personagem é encaixado na trama para que tenha sua importância, seja para o desenrolar da estória ou simplesmente para fazer o público rir. Gary Goodspeed é um personagem que fala demais, além de ser chato pra caramba, mas que com o desenrolar da série, vamos aprendendo a gostar dele, principalmente por causa de seu altruísmo, chegando até mesmo a pôr sua vida em risco para salvar a de seus amigos; Mooncake é uma criaturinha encantadora que, apesar do gigantesco poder de destruição, dá vontade de abraçar e ficar agarrado com ele; o vilão Lord Commander é um cara odioso e inescrupuloso, como um verdadeiro vilão deve ser.

Além deles, ainda temos outros personagens importantes, como Quinn, que é uma oficial da guarda espacial, por quem Gary é apaixonado; o Avocato, um ex general do Lord Commander, que se alia a Gary com o intuito de salvar seu filho Gatito; A inteligência artificial H.U.E., quase um J.A.R.V.I.S. do Homem de Ferro, e o robô K.V.N., um dróide da nave-prisão que Gary odeia.

Imagem: Divulgação/Netflix

Veredito

“Final Space” pode ser um desenho animado, mas não é, nem de longe, infantil. Trata-se de uma obra adulta, de ficção científica, cheia de palavrões, algumas cenas de violência, ação, aventura, romance e muitas risadas. É uma produção que acerta tanto no elenco quanto no enredo. Apesar de alguns clichês, existem alguns pontos surpreendentes e a narrativa é bem desenvolvida, evoluindo de forma clara, apesar das idas e vindas na linha do tempo. Vale super a pena assistir, ainda mais pelo fato da primeira temporada só ter dez episódios, com aproximadamente 21 minutos cada um. A única coisa ruim é porque acaba rápido. No entanto, a segunda temporada já foi confirmada para 2019, com a previsão de 13 episódios. Ficaremos ansiosos no aguardo.

Imagem: Divulgação/Netflix