Veredito de Cadáver

29/11/2018 - POSTADO POR EM Filmes
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Com um diretor estrangeiro estreante na indústria cinematográfica dos Estados Unidos, Diederik Van Rooijen; e um elenco pouco conhecido nas telonas, “Cadáver” (The Possession of Hannah Grace – no original) chega aos cinemas nesta quinta-feira, 29 de dezembro. O longa, distribuído pela Sony Pictures, tem apenas 1h e 25 min de duração, mas consegue dar alguns sustos com sua trama descomplicada.

Enredo

Megan (Shay Mitchell – “Pretty Little Liars”) é uma ex-policial que está em tratamento contra alguns vícios adquiridos após um problema que aconteceu em seu passado. Seguindo o conselho de sua madrinha no grupo de apoio (Stana Katic – Castle), ela aceita um emprego no turno da noite em um necrotério. Para, assim, fugir um pouco da vida noturna que a levaria direto para os vícios dos quais pretende se livrar.

Até aí, tudo bem, nada mais normal do que se livrar dos fantasmas do passado que assolam sua mente, procurando um emprego noturno em um necrotério, onde você fica a maior parte do tempo sozinha com os defuntos. No entanto, os problemas começam a aparecer quando é dado entrada no corpo de Hannah Grace (Kirby Johnson), uma garota morta durante um exorcismo que não deu muito certo.

Pouca luz e muita tensão

O filme tem um clima tenso, como se o tempo todo algo estivesse prestes a acontecer, mas na hora em que as coisas realmente acontecem, quase sempre é de forma meio previsível, o que mata um pouco os momentos de susto. As cenas são escuras (algo comum para esse tipo de gênero) e o ambiente não poderia ser mais propício para esse clima de terror (quem já visitou um necrotério, assim como eu sabe do que estou falando – #Rafael).

Apesar de toda a penumbra do longa, a atuação de Shay traz luz para a telona e desperta logo nossa empatia pela personagem (apesar da vontade de gritar com ela em alguns momentos e mandá-la sair dali), fazendo com que no geral, “Cadáver” seja uma obra agradável de se assistir.

Veredito

Mesmo com os inúmeros clichês de filmes de terror, que são difíceis de entender (como por exemplo, o fato de a personagem principal estar em um local, vendo que coisas estranhas estão acontecendo, e ao invés de chamar alguém para ajudá-la, vai lá sozinha para ver o que é), o longa tem um bom desenrolar e traz uma trama um pouco diferente das demais produções de exorcismo, onde o foco é o próprio ser possuidor e não o corpo possuído.

Apesar de algumas pontas soltas e de algumas informações um pouco confusas (em parte por serem lançadas de forma rápida demais), não há prejuízos para a compreensão da trama como um todo. Até porque o espectador vai estar muito mais preocupado com os sustos que pode levar do que com o enredo propriamente dito.

“Cadáver” é um filme para se assistir de forma despretensiosa, sem muitas expectativas, pois, ao que tudo indica, não será, nem de longe, um marco na indústria dos filmes de terror. No entanto, para quem gosta desse gênero, vale a pena conferir o clima tenso que o diretor Van Rooijen empregou ao longa e esperar que ele continue fazendo produções desse tipo e vá se aperfeiçoando com o tempo.

Foto: Divulgação/Sony