Veredito de Away

19/09/2020 - POSTADO POR EM Séries

Nova série de drama e ficção científica da Netflix, Away aborda o que aconteceria se o mundo se unisse para mandar uma tripulação à Marte. China, Inglaterra, Índia, Rússia e Estados Unidos escolhem um representante de seus países e montam a Atlas – nave que irá levar novas possibilidades ao espaço. Confira agora tudo o que achamos do seriado.

Saindo da Terra 

Um grupo de astronautas de diversos países se unem em um mesmo projeto: realizar a primeira viagem tripulada a Marte. Enquanto estão no espaço, a vida da astronauta protagonista Emma (Hillary Swank) continua com uma série de dramas na Terra. O que acontece quando você não pode estar presente na vida daqueles que ama? 

Partindo da Terra, fazendo uma pequena parada na Lua e depois indo a uma longa viagem rumo à Marte, os tripulantes da Atlas precisam lidar com o que estão vivendo no espaço e com tudo o que deixaram em solo.

Emma, tem um marido e uma filha – Matt (Josh Charles) e Lex (Talitha Bateman), que precisam passar pelo momento mais difícil de suas vidas. Matt tem um AVC e fica sem o movimento do lado esquerdo do corpo. Lex tem apenas 15 anos e se vê sem a mãe, com o pai debilitado e com o início da vida amorosa. 

Imagem: Divulgação

No espaço 

A Atlas é uma missão muito cara e bem planejada. No entanto, a nave sofre danos desde o início. Os astronautas precisam se unir para fazer pequenos consertos e continuar com o plano. No entanto, não conseguem ser “amigos” o tempo todo, e as intempéries dentro da nave são como as tempestades solares: muito perigosas

A relação da comandante Emma com os outros tripulantes é trabalhada ao longo dos episódios e, para que ela se mantenha viva, é necessário esquecer que tem uma família precisando dela na Terra – o que é extremamente exaustivo para a personagem.

Imagem: Divulgação

A missão Marte 

O planeta vermelho só foi investigado por satélites e sondas, nunca um ser humano pisou lá antes. A missão tentará pousar, montar uma base, viver um tempo no planeta e criar vida – um jardim. Os astronautas vão estudar as possibilidades de vida no corpo celeste, para tentar descobrir o que aconteceu com ele e o que poderá acontecer. 

Toda a missão é vigiada de perto pela NASA e pelas outras autoridades internacionais. China e Rússia são as potências mais interessadas e rígidas em relação a seus astronautas e a missão. 

Imagem: Divulgação

Veredito

A série é muito bem roteirizada, os efeitos especiais são ótimos e a resolução dos problemas parece próxima do real. Dá pra perceber que economizaram em cenários já que precisariam gastar tanto em CGI. No entanto, a “falta de cenários diferentes” não é sentida.  

Alguns estereótipos das nacionalidades retratadas foram reforçados no começo e causam estranheza. No entanto, o final já mostrou uma evolução positiva para os personagens. Cada um deles tem sua história e não há nenhum astronauta que é apenas branco e rico, mais um ponto positivo para a produção.

O drama vivido por Emma dá o contraste necessário que a série precisa, e a primeira temporada deixou muitas dicas do que poderá acontecer na segunda. Se tratando de uma série com atores tão bons e trama tão sólida, esperamos que não seja mais uma das canceladas da Netflix

Pontos positivos

  • Bom roteiro;
  • Computação gráfica de qualidade
  • Personagens bem trabalhados e diversos

Pontos negativos

  • Não tem

NOTA: 9,5