Veredito da 1ª temporada de Tower of God

21/07/2020 - POSTADO POR EM Animes / Mangás

Nós já havíamos dado nossas primeiras impressões sobre Tower of God aqui no Roteiro Nerd, e com o final da temporada, já disponível pela Crunchyroll chegou a hora de fazer o veredito sobre o anime e como as suas tramas se desenrolaram. 

Tower of God mostra um mundo que possui uma misteriosa torre supostamente capaz de realizar desejos. O protagonista, Bam, decidiu encarar os desafios dessa construção a fim de reencontrar sua amiga Rachel. Confira agora tudo o que achamos da produção.

ATENÇÃO, ESSA MATÉRIA PODE CONTER SPOILERS DO ANIME TOWER OF GOD.

A Torre Divina

Era de se esperar que o anime começasse de forma lenta sobre a Torre e sua subida, como um jogo mesmo. Cada andar tem um desafio diferente, e nos episódios iniciais, como já esperado, Bam é forçado a formar equipe com Khun, um jovem simpático, mas misterioso, e Rhak, um lagarto violento. Isso se fez necessário para  que ele sobreviva e possa conhecer mais desse mundo.

Já no primeiro andar, depois de passar ao corte dos 200 sobreviventes, Bam e os demais, são apresentados a um dos Aplicadores de Testes da Torre, Lero Ro, responsável por um desafio que parece bastante simples: dentro de um tempo determinado, eles precisam passar por uma barreira de shitzu (magia) para seguir até a próxima etapa. E eis o primeiro mistério, Bam nem ao menos sente o obstáculo, enquanto os demais precisam de um tempo para atravessá-lo.

No segundo andar, os trios conhecem o Diretor de Testes da Torre, Hansung Yu, com uma outra prova: atravessar a porta correta. E aí, conhecemos um pouco mais de Khun e seu passado misterioso, apenas para nos deixar curiosos.

O que teria tudo para ser algo clichê, passa por uma quebra de ritmo quando acontece a rodada bônus; um time terá o privilégio de chegar ao topo da torre se conseguir ganhar o desafio. A disputa é: um dos membros de uma equipe deve ficar sentado em um trono, localizado no centro de uma arena, com uma coroa na cabeça, e este não pode se levantar, caso contrário, seu time é eliminado. Os demais grupos devem lutar para derrotá-los.

Imagem: Divulgação

Expectativas frustradas 

E é depois disso que começam os problemas de Tower of God. A história fica repetitiva, com lutas sem qualidade. As revelações se tornam muito fracas, tentam criar curiosidade no espectador, mas só o deixam irritado, entregando apenas fatos que não são desenrolados nesse arco, como a das Espadas e as Princesas de Zahard.

Além disso, o encontro de Bam com Rachel é uma expectativa criada no plot principal do anime, mas que parece que vai se resolver logo, já que a garota aparece nessa etapa bônus. Até mudarem de idéia, e você que está assistindo, ficar se perguntando o que aconteceu.

Imagem: Divulgação

As princesas da Torre

Com o final da etapa bônus, há um problema de roteiro muito grande, o que pode fazer o espectador perder um pouco o foco. O motivo que é dado a Bam para continuar não parece ser forte o suficiente para que a trama siga. O protagonista encontrou a garota por quem veio procurar e perdeu sua principal forma de proteção, a espada Março Negro. Mas você continua para saber onde vai dar, porque junto com o fim da rodada extra, o formato da subida pela Torre também se alterou.

Agora, por um motivo muito fraco, os que restaram da rodada bônus, vão poder receber treinamento depois de divididos em grupos de cinco categorias: pescadores, exploradores, controladores de shitzu, portadores de luz e portadores de lança.

São cinco episódios focados nesse treinamento, principalmente no de Bam, que se torna um controlador de shitzu. Você passa a conhecer melhor os demais personagens, mas infelizmente isso causa uma confusão a respeito de todo o funcionamento da Torre e o objetivo principal da história.

Um foco extra é dado às Princesas de Zahard presentes na narrativa, Anaak e Endorsi, mulheres escolhidas pelas tribos e abençoadas pelo Rei. Apesar de interessantes, a presença delas parece estar mudando o protagonismo na animação.

Mesmo que a história delas seja contada de forma não linear, o que deixa vários furos no roteiro, funciona bem o suficiente para que a curiosidade de quem assiste Tower of God seja aticaça. O espectador se interessa em saber mais sobre o futuro das personagens e suas motivações, além de seu passado devastador.

Imagem: Divulgação

Veredito

Apesar de tudo, são nos episódios finais que Tower of God mostra o porquê do seu sucesso como Webtoon. As reviravoltas dentro do roteiro são boas e crescem a cada momento, até um ponto que você se vê querendo a continuação.

Personagens como Khun e seu passado, além do potencial das Princesas de Zahard, e os demais sujeitos da narrativa ganharem visibilidade dentro da trama, gera uma expectativa enorme. E além de tudo isso, o crescimento de Rachel e Bam.

Enquanto Bam é literalmente jogado à própria sorte, nós temos mais uma vez a reviravolta da mocinha se tornando a verdadeira vilã da história, porque Rachel não é o que aparenta. Ela não apenas quer ver as estrelas, como ela quer se tornar uma. E isso foi o maior ponto positivo de Tower of God: tirar o vitimismo e delicadeza de personagens apenas por causa de seu gênero, e adicionar a ambição e verdades tão humanas, que chega a nos fazer refletir.

Pontos positivos

  • Proativismo feminino
  • Reviravoltas surpreendentes

Pontos negativos

  • Roteiro lento de início
  • Repetição de idéias

NOTA: 7