Veredito da 1ª temporada de Space Force

09/06/2020 - POSTADO POR EM Séries

Os fãs órfãos de “The Office” (2005 – 2013) já podem se animar, estreou na Netflix a nova comédia encabeçada por Steve Carell. “Space Force” é uma comédia que traz de volta um grande elenco (com John Malkovich e Ben Schwartz), com uma grande dose de acidez e crítica. Carell e Greg Daniel são as mentes por trás da produção que nasceu após um tweet do presidente americano. Conferimos tudo e vamos contar o que achamos.

Uma força espacial

Tentando ampliar o seu programa espacial, os Estados Unidos decidem criar uma novo departamento das forças armadas, a Space Force, nos moldes da Aeronáutica e Marinha. Essa nova subdivisão seria autônoma, respondendo apenas ao governo e dando início à uma nova era da famosa corrida espacial, instituída nos anos 60.

Para coordenar a Space Force, foi chamado o militar metódico Mark Naird (Steve Carell), considerado um dos militares de maior experiência do exército. Além das medidas ligadas ao governo, era necessário também alguém que pudesse comandar o corpo científico, por isso foi escolhido o Dr. Adrian Mallory (John Malkovich).

Mark vive uma relação familiar complicada. Sua esposa, Maggie Naird (Lisa Kudrow), está presa por conta de roubos e por isso ele precisa lidar com a filha adolescente, Erin Naird (Diana Silvers), que parece não ser tão boa com regras. 

Foto: Divulgação

A origem

Como já foi dito, tudo nasceu a partir de um tweet real do presidente Donald Trump em 2018, onde falava da criação de um departamento da “Força Espacial Militar”. Naquele momento, houve uma polêmica gigantesca pelo plágio claro da logo criada por Trump à franquia “Star Trek”.

Apesar de não ter sido levado à frente, ainda em 2018 a Netflix e os criadores da versão americana de “The Office” começaram a trabalhar na série. Steve Carell, que sabe como poucos fazer comédias cheias de crítica, começou a trabalhar nos roteiros, junto de Greg Daniels.

Logo Space Force e logo Star Trek

The Office X Space Force

Se em “The Office” tínhamos uma crítica às burocracias do mundo corporativo e as relações de trabalho, em “Space Force” temos um humor que não hesita em chamar atenção para os problemas do mundo burocrático das instituições militares, políticas e sua conduta.

Enquanto Michael Scott é vítima de um sistema que ele nem entende direito e tenta se colocar como o grande chefe de uma das franquias da empresa “preocupado” com seus empregados, Mark Naird é alguém que recebeu uma educação rígida e sabe lidar com o sistema de burocracias. 

Outra diferença clara é o formato. Em “The Office”, temos uma espécie de documentário que tenta mostrar a rotina de uma empresa com depoimentos dos envolvidos, já “Space Force” não é sobre sobre cotidiano e não se preocupa com o lado pessoal, a não ser do protagonista.

Foto: Divulgação

Veredito

Apesar de elenco cheio de nomes de peso e de uma produção caríssima, muitos parecem não ter se agradado, pois esperavam algo de humor mais “nonsense” e a série só tem dois momentos que podem ser considerada da categoria.

Se você busca algo que faça chorar de rir, sinto te dizer, “Space Force” não é para você. A série tem um teor alto de crítica política inteligente que, em alguns momentos, está subjetivo e o máximo que te arrancará é um sorriso. 

Os dez episódios, de 35 minutos em média, tentam humanizar um militar que precisa dar uma de durão no seu lugar de trabalho, mesmo que sua vida esteja desmoronando e o sistema não está nem aí para isso. Por isso, quem não gosta de política e os temas relativos a isso provavelmente não entenda que esse é o cerne.

É possível também se emocionar e sentir até uma lágrima escorrer no rosto em um único momento, o que volta a reafirmar a tentativa de aproximar à vida bagunçada de Mark à de qualquer um outra pessoa. 

O roteiro é muito bem feito, aliás, e chama bastante atenção por não ter caído no clichê. Para quem gosta de trilha sonora boa, a série é um presente, que conta com nomes como The Beach Boys com o hit “Kokomo” em uma cena no mínimo hilária.

 Pontos positivos

  • Roteiro interessante;
  • Personagens bem feitos;
  • Assunto relevante;
  • Crítica bem construída

Pontos negativos

  • Poderia ter mais episódios para abordar as relações pessoais do protagonista

NOTA: 8,5