Setembro Amarelo: Tudo pode ficar bem!

28/09/2018 - POSTADO POR , , e EM Filmes E Séries
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Setembro está quase acabando e não poderíamos deixar de falar do Setembro Amarelo, mês internacional de prevenção ao suicídio. Gabriel Macedo, Daniel Costa, Thais Carneiro e Rebeca Bento se reuniram para indicar filmes e séries que lhe fizeram bem e causaram boas reflexões. Dá uma olhadinha abaixo e entra nessa vibe do bem!

São histórias que não necessária e exclusivamente tratam do tema, mas certamente deixam a vida mais leve, e qualquer pessoa que tenha passado por dificuldade de qualquer natureza no mundo louco de hoje vai ficar se sentindo cheio de esperança no tão desejado seguir em frente.

DC – Com amor, Simon (2018)

Você já teve um segredo que nunca contou para ninguém, nem mesmo para o seu melhor amigo? Em “Com amor, Simon”, Simon Spier (Nick Robinson), de dezessete anos, encontra força e coragem para viver sua primeira grande história de amor. Mas antes, precisa superar muitos medos e contar para seus amigos e familiares que é gay. Ao longo da história, observamos como um jovem se descobre homossexual e como ele pode agir dali em diante, presenciando situações bastante fiéis ao mundo da “descoberta”, onde Simon imagina cenários engraçados com seus crushes, além de afirmar a frase tradicional e amarga: “gosto de mulheres”.

O mais legal de tudo é que a principal temática do longa não é tratada como se fosse coisa de outro mundo, e basicamente o que vemos aqui é uma simples (mas nem tanto assim) história romântica. Gostou do enredo? Você não vai se arrepender de assistir ao filme, principalmente, descobrindo-se um novo jeito de viver.

DC – O Lado Bom da Vida (2012)

Desafios, perdas e culpa. A vida nem sempre é fácil, por isso, “O Lado Bom da Vida” veio para contar uma bela história de superação e amor. No enredo, temos Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) um ex-professor que perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento, o que acaba gerando sua internação num sanatório.

Depois de passar alguns meses nesse “lugar ruim”, ele acaba saindo de lá decidido a reconstruir sua vida, acreditando ser possível passar por cima de todos os problemas do passado até reconquistar a ex-esposa. Porém, Tiffany (Jennifer Lawrence) aparece e muda todos os seus planos. O filme foi baseado no livro de mesmo título e levou vários prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Atriz pelo desempenho de Jennifer Lawrence. Você vai amar e descobrir como a vida pode ganhar outros rumos e superar problemas “invencíveis”.

RB – As Horas (2002)

O filme “As Horas” é baseado no premiado romance homônimo de Michael Cunningham e conta a história de um dia na vida de três mulheres em anos diferentes. Elas estão ligadas pelo romance “Mrs Dalloway” (1925), que foi escrito por uma delas, a renomada escritora (do mundo real) Virginia Woolf (Nicole Kidman), enquanto Laura Brown (Julianne Moore) lê o livro e Clarissa Vaughn (Meryl Streep) é considerada pelo seu melhor amigo, Richard (Ed Harris), a personificação da protagonista da obra. As três lidam diretamente e indiretamente com a depressão.

Virginia se sente aprisionada dentro de casa e não consegue avançar na única coisa que faz sentido para ela: escrever. Como seu marido, é também é vítima do medo de perder a própria vida, mas acredita que se é pra ela viver, que ela possa decidir como e quando. Laura vive em 1951, casada com seu marido logo após a Segunda Guerra. Vivendo o “Sonho Americano”, está grávida da segunda criança, mas está longe de se satisfazer consigo mesma. Clarissa vive em 2001 e está organizando uma festa de aniversário para Richard, um querido amigo e antigo namorado do tempo de faculdade. Preocupada com a depressão de sua alma gêmea, ela faz de tudo para disfarçar seus mais íntimos anseios com um bom evento social. “As Horas” recebeu nove indicações ao Oscar, inclusive de Melhor Filme. A transformação surreal de Nicole Kidman na escritora britânica mais controversa do século XX. Prepare-se: você vai se deparar com um filme tocante e que faz você refletir sobre a vida e como tratamos ela.

RB – Ela (2013)

Com título original “Her”, indico esse drama, romance e ficção-científica que acompanha o personagem Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um homem solitário, introvertido e depressivo que tem como emprego escrever cartas afetivas ou pessoais, para pessoas que não conseguem elas mesmas escreverem algo de natureza pessoal para outras pessoas. Theodore está em processo de divórcio com sua esposa, porém sua insegurança e medo de largar o passado não o deixam assinar e dar fim ao processo.

Ele decide então comprar um Sistema Operacional (SO) com inteligência artificial que pode se comunicar e interagir com o usuário. Ele nomeia o SO, que à escolha dele, tem uma voz feminina, de Samantha, e começa a se fascinar pela capacidade de aprendizado e convivência. O resultado? Se apaixona pela entidade virtual. O filme mostra uma pessoa tendo que aprender a se aceitar e aceitar os rumos que a vida toma. Com um clima leve, mas que faz refletir durante e depois de assistido.

TC – As Vantagens de Ser Invisível (2012)

O filme baseado no romance homônimo de Stephen Chbosky de 1999 nos mostra as experiências de juventude de Charlie (Logan Lerman). O garoto é assombrado pela perda de sua tia Helen em um trágico acidente quando ainda criança e também com a recente morte de seu amigo mais próximo, Michel. Charlie é muito recluso e em geral prefere a companhia dos livros, não conseguindo se abrir nem mesmo com a família. Porém, sua rotina muda a partir do momento em que faz amizade com Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson); os dois o levam para um novo círculo de amigos no qual as pessoas vão a festas, gostam de ouvir música e conversar sobre todo tipo de assunto. Deixo aqui a indicação para ambas as obras: tanto o livro quanto sua adaptação, pois ambas falam de um jeito sensível sobre amizade, amor, problemas psicológicos, homofobia e violência; tudo do ponto de vista ingênuo do protagonista que passa por uma fase de descobertas que o afetará profunda e definitivamente.

TC – Pequena Miss Sunshine (2006)

Um drama sobre uma família desajustada que embarca em uma viagem pelo país para que a caçula Olive (Abigail Breslin) possa participar do concurso de beleza que tanto sonhou. O caminho é conturbado pela obsessão do pai com seu programa de 9 passos sobre perdedores e vencedores, o avô boca-suja, o irmão suicida e o filho que fez voto de silêncio e odeia a presença de seus familiares. A mãe tenta ser o mais conciliadora possível, e a inocência da pequena Olive a deixa a parte da confusão. No entanto, apesar de todos esses empecilhos, eles se descobrem unindo-se cada vez mais durante a jornada, percebendo que mesmo com as diferenças o sentimento de pertencimento é o que realmente importa.

GM – Livre (2015)

Uma garota de 22 anos perde sua mãe para o câncer de pulmão. Naquele momento, ela havia se perdido também. Após um divórcio conturbado e a entrega sem escrúpulos à heroína, a jovem norte americana se vê no fundo do poço, uma espiral autodestrutiva desconectada de todos ao seu redor. Assim, parte sem treinamento algum e sozinha em busca de espiritualização na trilha do oceano pacífico, trajeto de 4.260 km que atravessa a costa dos EUA desde o México até a fronteira canadense. A história real de Cheryl Strayed, relatada no livro de 2012, inspirou a atriz Reese Witherspoon a produzir e atuar no filme “Livre”, dirigido com a delicadeza profunda de Jean-Marc Vallée (“Big Little Lies” e “Sharp Objects”). É uma história de superação que motiva a seguir em frente, independente do que ficou para trás.

GM – My Mad Fat Diary (2013-15)

Nesta série britânica, também baseada em relatos verídicos, conhecemos a história de Rae Earl, uma moça de 16 anos que vive com depressão e precisa lidar com problemas de excesso de peso, bullying e relacionamentos conflituosos com os colegas e sua mãe. A interpretação de Sharon Rooney é tão intensa, que fica praticamente impossível não se envolver com a vida da adolescente. “My Mad Fat Diary” é uma produção que faz jus aos temas de uma doença extremamente delicada e singular para cada indivíduo. Ela não trata a matéria com negligência, mas também não deixa de lado o tom leve, equilibrando com cenas mais difíceis, quando necessário. O seriado teve ao todo três temporadas pela emissora inglesa E4.