Séries para não deixar passar em 2018

18/12/2018 - POSTADO POR EM Séries
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Esse foi um ano e tanto para o mundo das séries: tivemos estreias de qualidade e também segundas temporadas que conseguiram manter o bom nível das primeiras. Então mesmo que 2018 já esteja nos momentos finais você ainda pode conferir muito do que rolou de bom pela televisão e nos serviços de streaming. Preparamos uma lista para você não deixar passar nenhuma dessas cativantes histórias.

Objetos Cortantes

Baseado no romance de estreia da americana Gillian Flynn, mesma autora de “Garota Exemplar” (2012), essa foi certamente uma das produções mais aclamadas do ano. Na minissérie temos a protagonista, a problemática jornalista Camille (Amy Adams) voltando a sua cidade natal para levantar informações sobre os assassinatos de duas garotas. Nesse retorno ela tem que encarar problemas familiares antigos com a mãe controladora e a irmã que mal conhece.

Um dos grandes méritos da série é a construção narrativa aliada à rica edição. Os diversos flashbacks estão espalhados ao longo dos oito episódios e funcionam como uma espécie de quebra-cabeça para que o espectador possa reunir todos os pontos da história. As atuações profundas também agregam peso à trama, principalmente no que diz respeito à Adams e sua quebrada Camille, cuja expressão carregada e a sensação de deslocamento ante ao resto da cidade são palpáveis e sufocantes. Você vai querer saber o que essa mulher esconde sob suas mangas e o porquê.

Westworld (2ª temporada)

A primeira temporada de “Westworld” foi um dos grandes destaques de 2016 e se você ainda não assistiu está perdendo uma produção arrebatadora que faz um ótimo uso da ficção científica e de questionamentos sobre noções de humanidade. A história mostra um parque muitos anos no futuro que simula um ambiente de velho oeste e é habitado pelos chamados anfitriões, que são basicamente robôs avançados tecnologicamente. O Westworld é visitado por humanos que tem a liberdade de fazer o que quiserem com os androides, até que eles passam a adquirir consciência e a agir por conta própria, fora de suas programações.

 Apesar de alguns problemas de roteiro que tornaram a trama da segunda temporada relativamente mais lenta do que a da primeira, ainda assim foi uma boa continuação que respondeu diversas perguntas deixadas pelo ano anterior, mas que também trouxe outras. O destaque vai para a anfitriã Maeve (Thandie Newton) que teve um desenvolvimento incrível, estrelou o excelente episódio do “Shogun World” (parque inspirado no Japão feudal) e conseguiu manter o núcleo com a melhor evolução dessa temporada.

A Maldição da Residência Hill

Uma grata surpresa para o catálogo da Netflix, a série nos apresentou um terror competente que foge dos clichês do gênero e ainda consegue construir um bom drama familiar. A produção acompanha a história da família Crain em dois momentos: primeiro vemos o passado, onde temos o pai, a mãe e seus cinco filhos mudando-se para uma antiga mansão que eles irão reformar e vender. Depois há o futuro dessas pessoas: as crianças já estão crescidas e lidam de maneiras distintas com os traumas que sofreram durante a temporada na Residência Hill.

Toda a dinâmica entre passado e futuro funciona de forma bastante complementar, por exemplo, um acontecimento com uma das crianças dentro da casa irá influenciar o comportamento que ela apresenta depois de adulta e assim sucessivamente. A série explora sentimentos fortes ao abordar traumas que não foram curados totalmente e as relações conturbadas que foram sendo estabelecidas entre os familiares com o passar do tempo. A produção também sabe criar atmosferas de tensão nos momentos necessários, mas não se baseia exclusivamente no terror em sua narrativa.  

The Handmaid’s Tale (2ª temporada)

A aclamada série da plataforma Hulu, cuja primeira temporada conquistou quatro estatuetas no Emmy de 2017, é a adaptação do livro “O Conto da Aia” (1985), da autora Margaret Atwood. Nele conhecemos um futuro distópico no qual a taxa de natalidade caiu drasticamente, o que faz surgir um regime totalitário teocrático. Esse novo sistema mina todos os direitos femininos e ainda cria uma casta de mulheres, as aias, que são forçadas em um ritual de estupro periódico na esperança de aumentar o número de nascimentos.

A segunda temporada explorou um pouco mais a fundo outras castas dessa nova sociedade, como as econopessoas, que são uma espécie de classe média e as não-mulheres, que são mulheres colocadas em campos radioativos de trabalho forçado. A produção também propõe a fundo um debate sobre maternidade, já que a protagonista June (Elizabeth Moss) está grávida de um filho que nunca poderá criar e que é o maior desejo de sua (tecnicamente) rival, mas igualmente sofrida, Serena Joy (Yvonne Strzechowski).

O Mundo Sombrio de Sabrina

O lançamento da Netflix foi uma estreia mais do que aguardada neste ano, especialmente por quem já era fã da “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” dos anos 90. A nova produção é uma adaptação dos personagens das HQs de horror “Chilling Adventures of Sabrina” da editora americana Archie Comics e diferentemente da divertidíssima série clássica, traz a bruxinha com uma roupagem mais sombria, adicionando muitos mistérios à trama.

Na série Sabrina (Kiernan Shipka) é uma meio-humana/meio-bruxa que vive na cidade de Greendale com suas duas tias e seu primo, até que ao completar 16 anos é impelida a abraçar seu lado bruxa e deixar a vida mundana para trás. A produção aborda muito sobre identidade própria, a relação entre escolhas e amadurecimento e tudo sobre uma estética feminina bem empoderada. E apesar de que a história poderia ter sido mais direta e ter cortado algumas subtramas, fica bem claro o potencial que ela tem, então ficamos ansiosos para o que virá de bom na já confirmada segunda temporada.

Big Mouth (2ª temporada)

Provavelmente a menos comentada dessa lista, “Big Mouth” é uma animação original Netflix, mas que na verdade é voltada para adultos. A primeira temporada estreou no ano passado e aborda os primeiros passos de um grupo de crianças em direção à puberdade. Abusando do humor negro, a série cria metáforas para situações do crescimento e é exagerada justamente para combinar com as emoções dos tão incompreendidos pré-adolescentes.

A segunda temporada consegue elevar o humor da série, criando situações absurdas, mas ao mesmo tempo identificáveis, o que a torna uma pérola para quem já passou por essa fase e sabe o quão complicada pode ser. Ao mesmo tempo, ela consegue até mesmo puxar para assuntos pertinentes, falando sobre insegurança, representatividade e intimidade. Os episódios são curtos, então valem uma maratona no seu domingo.