Saiba como se preparar para assistir “A Vigilante do Amanhã”

20/03/2017 - POSTADO POR EM Animes / Mangás E Filmes
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Japão, 2029. A evolução da tecnologia tornou possível a criação de inteligências artificiais tão semelhante à humanos que não conseguimos distinguir tão facilmente robôs de humanos. Apesar de alguns filmes, como “Matrix” (1999) e “A.I.- Inteligência Artificial” (2001), serem conhecidos por abordar essa temática, poucos sabem que existe um mangá/anime que serviu de inspiração. Estamos falando de “Ghost In The Shell”, usado como referência desde 1989. Dia 30 de março, a franquia estreou sua versão live-action, “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”. Para entender esse universo criado por Shirow Masamune, separamos o que você precisa assistir para conferir essa ficção científica.

Ghost in the Shell (1995)

Cérebro humano em uma corpo sintético, essa é a combinação feita para a criação de Major no primeiro filme da série “Ghost In The Shell” (1995). A animação mostra a Seção 9 e seus agentes secretos de elite lutando contra o hacker Mestre das Marionetes, que além de invadir cyborgs, pode controlá-los. No enredo ainda há espaço para levantamentos filosóficos, sendo o principal deles o paradoxo do navio de Teseu, ou seja, será que mesmo com corpo substituído por uma casca sintética, Major continuava sendo humana? Outras questões levantadas são acerca de como a tecnologia melhorou a humanidade e até onde isso é benéfico para ela. Além disso, a agente ainda faz considerações sobre sua vida passada e as lembranças que carrega.

Algumas cenas da animação foram recriadas em “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”, sendo esse o filme com o maior número de referências no longa. Destacamos algumas cenas aqui, entre elas a construção do corpo – shell – de Major. Mas devemos avisá-lo que em alguns momentos apesar de muito parecidos com anime, não são simples cópias e sim adaptações. Outro destaque é o vilão do live-action, Kuze, interpretado por Michael Pitt, traz muito do hacker Mestre das Marionetes, de “Ghost in the Shell” (1995).

Ghost in the Shell 2: Innocence (2004)

Batou, também agente da Seção 9, é designado para investigar uma série de assassinatos de personalidades importantes cometidos por bonecas-robôs, gynoids. Os acontecimentos ocorrem três anos após o primeiro filme. Major pouco aparece nesse longa, pois durante esse tempo ela desapareceu misteriosamente.

Nessa animação o principal foco está em Batou e Togusa. Esse é o título com o maior teor filosófico e até teológico da franquia, além de ser uma mistura de ação e suspense. Apesar das poucas referências desse longa em “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”, aqui é mostrado a cientista responsável pela criação das gueixas-robôs do live-action. Outros pontos a serem considerados estão na direção de arte e nas cenas de ação, os quais melhoraram muito desde o lançamento da franquia em 1995.

Também é mostrado mais da relação entre Batou e Major e o carinho que ele sente pela robô. Além de deixar a personalidade do agente mais clara.

Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – Solid State Society (2006)

Após a saída de Major da Seção 9, Togusa passa a ser líder de operação e a divisão passa a ter 20 soldados. Eles estão investigando vários ataques provocados por um hacker chamado Ventríloquo, responsável pelo desaparecimentos de crianças. Nesse título, vemos Major trabalhando de forma independente, porém, ela ainda continua envolvida com a Seção 9, ajudando de forma anônima seus antigos companheiros. A animação também conta um pouco mais sobre os ciber implantes ou ciber cérebros e a ética desse tipo de procedimento.