Samantha!: A década perdida está de volta

26/07/2018 - POSTADO POR EM Séries
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Para quem sente saudades dos anos 1980, a nova série de comédia da Netflix veio para agarrar esse nincho. “Samantha!” (2018) é o terceiro título brasileiro do canal de streaming, desta vez em um formato próximo ao de sitcom. O elenco traz nomes bem conhecidos da TV nacional, como Douglas Silva (“Cidade dos Homens”  e “Cidade de Deus”) e Emanuelle Araújo (“Bingo: O Rei das Manhãs” e “S.O.S Mulheres ao Mar”).

Porém, será que essa produção é boa? Confira nossas impressões abaixo e descubra!

Enredo

Samantha (Emanuelle Araújo) foi uma grande estrela infantil dos anos 1980. Além de liderar um grupo musical infantil, ela também comandou seu próprio programa com apenas 10 anos. Infelizmente, o sucesso não chegou até sua vida adulta, caindo no esquecimento do público.  

Para continuar na mídia, ela cria planos mirabolantes, casando com um famoso ex- jogador de futebol, Dodói (Douglas Silva). Após aplicar alguns golpes, o moço acabou sendo preso. Doze anos depois, Dodói finalmente recebe sua liberdade, retornando para a vida de Samantha, querendo conviver e “conhecer” os filhos: Cindy (Sabrina Nonata) e Brandon (Cauã Gonçalves). Porém, a ex-estrela mirim tem receios em relação a ideia, uma vez que seu foco é retomar a carreira.

Foto: Divulgação/Netflix

Personagens

A série é estrelada pela cantora e atriz Emanuelle Araújo, conhecida por ter participado do filme brasileiro “Bingo: O Rei das Manhãs” (2017), onde viveu a cantora Gretchen. Samantha faz de tudo para voltar ao estrelato, já que cresceu diante dos holofotes e foi amada pelo o público. A atriz traz uma ótima atuação, se destacando como ótima cantora. A série faz bom uso da sua voz.

Dodói é um ex-jogador de futebol, que mesmo após ter passado um tempo na cadeia, aparentemente não deixou de ser amado pelo público. O moço é bastante folgado e sempre tenta se livrar dos momentos que exigem maior responsabilidade. Douglas Silva tem ótima atuação, conseguindo interpretar um personagem folgado e preguiçoso que, ao mesmo tempo, consegue ser cativante.

A prova que a década de 1980 era bem controversa vem quando notamos o personagem Zé Cigarrinho (Ary França), que traz um humor bem ácido com uma atuação brilhante. Ele é um dos ex-integrantes da Turminha Plimplom que está fantasiado de maço de cigarros. A grande questão vem quando lembramos que Samantha era apenas uma criança quando estava na banda e seu público principal era infantil.

Foto: Divulgação/Netflix

Realidade X Ficção

A série se baseou em ícones brasileiros dos anos 1980, como Xuxa. O figurino infantil de Samantha e o visual da produção foram inspirados principalmente no “Xou da Xuxa” (1986-1992). Alguns elementos utilizados na vida real foram aproveitados na produção, principalmente na temática envolvendo viagem espacial, afinal um dos maiores símbolos da rainha dos baixinhos era uma nave espacial da qual ela saia no início de cada programa.

A banda Turminha Plimplom faz referência ao Balão Mágico, que antes de ser apenas um conjunto musical, também era um programa infantil. A caracterização da pequena Samantha lembra um pouco a ex-integrante Simony.

Foto: Divulgação/Netflix

Veredito

Com sete rápidos episódios, de 30 minutos em média, a produção tenta fazer piada da “tragédia” que é o fim da carreira de um ícone infantil. É possível que a série não agrade a todos os públicos, já que alguns personagens são bem estereotipados, como o empresário de Samantha, Marcinho (Daniel Furlan). Ele é mostrado como uma pessoa totalmente sem escrúpulos, capaz de qualquer coisa para atingir o sucesso e ganhar dinheiro com a moça, muitas vezes a enganando.

A série traz uma leve comparação entre crianças de gerações diferentes, mostrando a realidade dos filhos de Samantha. Os dois irmãos tem um comportamento bem diferente da mãe nessa fase. Cindy é vegana, um pouco tímida e preocupada com os problemas sociais. Brandon é um esteriótipo dos nerds mostrados, com alguns problemas de saúde e sempre pronto para responder qualquer questionamento feito.

Como alguém que não viveu os anos 1980, mas é apaixonada pela época, esse é um dos seriados mais divertidos do ano (#Rebeca). Apesar do riso sair de situações trágicas, esse não é um título pesado, a trama se desenrola bem e o roteiro é fluído, o que facilita o envolvimento do espectador com a trama. Vale ressaltar que a segunda temporada foi confirmada para 2019.

Foto: Divulgação/Netflix