Rocketman: Um filme para cantar junto

30/05/2019 - POSTADO POR EM Filmes
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Que o cantor britânico Elton John é conhecido mundialmente por sua excentricidade e talento não é segredo para ninguém, e “Rocketman”, novo musical dirigido por Dexter Fletcher, responsável por finalizar “Bohemian Rhapsody” (2018), chegou para contar mais sobre a louca vida do grande astro. O longa trouxe de volta às telonas Taron Egerton, “Kingsman: Serviço Secreto” (2015) e “Kingsman: O Círculo Dourado” (2017) e Richard Madden, famoso por interpretar Robb Stark em “Game of Thrones” (2011 – 2019).

Conferimos o filme e vamos contar nossas impressões. Aproveita pra curtir a playlist que montamos enquanto lê.

Sinopse

Reginald Dwight (Taron Egerton) desde criança demonstrou um incrível talento para música, em especial para o piano. Sua timidez e vontade de agradar de agradar à família o fez se dedicar mais ao estudos. Ao se tornar adulto, ele procura uma gravadora, além de trocar o nome para Elton John. Ao assinar com a gravadora, Elton conhece seu parceiro de trabalho, Bernie Taupin (Jamie Bell). Os dois passam a morar juntos, formando uma dupla na qual o astro compunha as melodias, além de cantar e tocar piano, e Taupin as letras.

Em pouco tempo, ele deixou de lado a timidez, passando a ser um grande “showman”, com direito a roupas e óculos extravagantes. Seus shows estavam sempre lotados, principalmente nos Estados Unidos. É lá onde ele conhece um de seus amantes, que logo torna-se empresário, John Reid (Richard Madden).

Porém, mesmo com tanto sucesso e fama, Elton não se sentia amado, fazendo-o entregar-se ao vício em cocaína, álcool e sexo. Além disso, ele ainda desenvolveu outros problemas, como compulsão por compras e bulimia. É então que ele decide procurar uma clínica de reabilitação.

O filme é “chapa branca”?

Quando o assunto é filmes biográficos, sempre achamos que o enredo vai ser tendencioso, deixando os aspectos mais sombrios da vida do biografado de lado. Foi exatamente o que vimos em “Bohemian Rhapsody” (2018), evitando mostrar os momentos mais “sofridos” ou polêmicos de Freddie Mercury.

Em “Rocketman” temos exatamente o contrário. As fraquezas de Elton John são contadas junto com seus sucessos. O enredo é desenvolvido justamente durante o período em que o astro estava em seu tratamento para se manter sóbrio e limpo.

Taron Egerton as Elton John in “Rocketman.” (David Appleby/Paramount Pictures/TNS)

Musicais são muitos chatos?

É bem verdade que ultimamente temos visto musicais bem clichês ou pouco interessante, fazendo o público rejeitar esse gênero. Para os fãs que conhecem todas as músicas, realmente vai ser um prato cheio, pois elas estão encaixadas nos momentos certos. E para aqueles que não conhecem tanto assim o artista vai ser uma oportunidade de saber quem é a pessoa por trás de grandes sucessos como “Your Song”, que teve sua melodia composta em 20 minutos.

Já para quem diz que as dancinhas são sempre felizes e chatas, talvez esse seja o longa que vai mudar a opinião, pois passa longe do clichê. Além ser um filme só com danças o tempo inteiro, elas estão encaixadas nos momentos certos e ajudam a construir o enredo, funcionando como metáforas.

Foto: Divulgação

Veredito

Desde que “Rocketman” foi anunciado, todos os fãs de cinema ou de música ficaram com o pé atrás, seja por medo da escolha do ator ou pela a forma de como ia ser contado o enredo. Porém, mesmo não querendo criar expectativas, os trailers e notícias deixaram o público bem ansioso.

Os atores que interpretaram o astro em todas as faixas etárias conseguiram entregar ao público um trabalho excepcional, emocionando o desde o começo. E vale ressaltar que Elton esteve presente durante a produção do filme, o que dá um toque mais intimista ao longa.

Nota: 10

Pontos Negativos:

  • O espectador pode demorar a se conectar com o filme, já que os primeiros minutos tem um ritmo um pouco diferente do resto do longa.

Pontos Positivos:

  • Figurino coerente com a realidade;
  • Metáforas muito bem feitas, deixando o espectador interessado nos acontecimentos e dando ao momentos mais trágicos uma certa ludicidade;
  • Excelente roteiro;
  • Escolha correta da trilha;
  • Ótima edição de imagem.