Pokémon: Eu Escolho Você!

08/11/2017 - POSTADO POR EM Animes / Mangás E Filmes
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Foi um bom fim de semana pra quem é fã de “Pokémon”. Durante os dias 05 e 06 de novembro, o filme “Pokémon: Eu Escolho Você!” foi exibido nos cinemas brasileiros para comemorar o aniversário de vinte anos do anime, lançado em 1997. Nós fomos conferir e viemos dizer o que achamos!

Onde tudo começou

Pra quem conhece a jornada inicial do nosso herói, o eterno Ash Ketchum (da cidade de Pallet) acordou atrasado no dia de pegar seu pokémon inicial, restando apenas um temperamental Pikachu – e aí nasceu a parceria mais famosa da franquia. Após o primeiro episódio do anime condensado nos quinze minutos iniciais, acompanhamos a dupla junto com novos amigos, Verity e Sorrel, em busca do lendário Ho-Oh, com uma pena arco-íris que Ash adquiriu ao avistar o pássaro. Eles são acompanhados de perto pelo raro Marshadow, um pokémon guardião que busca garantir que Ash seja digno de encontrar Ho-Oh, e impedir que a pena seja tocada por pessoas de coração ruim.

Ash Ketchum

O filme não segue a continuidade do anime, mas continua sendo uma versão canônica da história – é como se fosse um universo alternativo em que Ash decidiu dar uma voltinha na montanha Tensei e capturar um pokémon lendário com três insígnias e dois pokémons no bolso. E ainda assim, pra quem é acostumado a ver como nosso protagonista é particularmente burro em decisões como um treinador, podemos ver que ele acerta um pouco dessa vez. Eternamente fazendo escolhas baseadas 100% no emocional – não é de se admirar que ele nunca ganhe uma liga fora a Laranja, ele passa por poucas e boas durante o longa, mas tirando uma real lição de tudo. Ash teve algumas atitudes negativas, porém condizentes com a realidade de uma criança, e seu relacionamento com Pikachu é sempre agradável de ver, e conseguiu transparecer toda a ligação dos dois.

Foto: Divulgação

Novos companheiros

Como é a saga de Kanto, era de se esperar que Brock e Misty fossem os companheiros de Ash durante a viagem. Porém, somos introduzidos a dois novos personagens: Verity (Vera, em português) – com seu fofíssimo Piplup; e Sorrel (traduzido como Sérgio) com seu Lucario. Ambos são treinadores da região de Sinnoh, e acompanham Ash durante o seu encontro com Ho-Oh.

Eu (#Jessica) achei ambos os personagens bastante carismáticos, principalmente seus parceiros – Lucario é um dos melhores pokémons já criados e ponto final. Apenas foi um pouco mal aprofundado as histórias deles, principalmente a da Verity, porém nada que comprometesse o longa. Não foi uma escolha ruim trocar, apesar de que manter os companheiros originais provavelmente agradaria muito mais os fãs de longa data de Pokémon.

Não só os amiguinhos são novos: a rivalidade com Gary Oak foi substituída pelo jovem Cross, um menino que acredita que a força é tudo o que importa – que pokémons são feitos para brigas e não amizade -, pretendendo tornar-se o maior treinador seguindo por esse viés. Seu Incineroar e seu Lycanroc na sua forma Meia Noite são exclusivos da região de Alola, da geração atual dos jogos.

Foto: Divulgação

Uma jornada de nostalgia

No final, não deixa de ser uma produção feita para os fãs. Vários arcos antigos foram reaproveitados, como o da Butterfree ou o do Charmander – fazendo o cinema TODO chorar como nunca tinha visto antes. Algumas partes também foram referências a cenas antigas – reinventaram aquele momento bem sofrido do Ash de pedra em “Pokémon: O Filme” (1998) de uma forma mais dolorosa ainda. Mas também tivemos momentos divertidos, como as constantes aparições da equipe Rocket como alívio cômico – mesmo que infelizmente eles nunca cheguem a interagir com Ash e seus amigos.

É legal ver como os cenários são realmente cercados por uma diversidade de pokémons, fazendo parte do ecossistema e parecendo até mais “realista” – em relação ao que um mundo repleto de monstrinhos seria – comparado ao anime antigo. Tudo isso enriquece o universo Pokémon e trouxe uma bela experiência para quem acompanha desde sempre e pra quem é fã novinho.

Não é como se o filme fosse perfeito, claro. Em si, a história é bem simples, não existem muitas partes complexas ou marcantes, e tem uma cena bem no final que dá uma gastura imensa – se você assistiu, eu SEI que você sabe. Mas em maior parte, talvez também por ter sido no cinema, ele valeu muito a pena. E no final da sessão, todo mundo ganhou uma carta exclusiva do Pikachu do Ash junto com um código pra adquirir um no novo jogo da franquia, Pokémon Ultra Sun/Ultra Moon!

Foto: Divulgação