Leia Organa: A princesa que não precisa ser salva

06/12/2017 - POSTADO POR EM Filmes
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Contagem regressiva para o Episódio VIII de Star Wars, quem está ansioso? Para acalmar os coraçõezinhos dos fãs, vamos falar um pouquinho, enquanto o filme não sai, de um dos personagens mais icônicos da saga, Leia Organa (Carrie Fisher).

Quem é Leia?

Mesmo que a trilogia prequel de Star Wars não tenha agradado tanto os fãs mais antigos, foi lá que tivemos o primeiro contato com quem seria uma das princesas mais amadas do cinema. No “Episódio III – A Vingança dos Sith” (2005), Padmé Amidala (Natalie Portman), então membro do Senado Galáctico, deu à luz a um casal de gêmeos, Leia e Luke.

Após a morte prematura de Padmé e a queda da República, Mestre Yoda e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) separaram as crianças, sendo Leia adotada por um grande amigo de sua mãe, o ex-vice rei e senador do planeta Alderaan, Bail Organa (Jimmy Smith). Assim, a garota foi criada em princípios parecidos com os da mãe e, mais tarde, tornou-se uma dos principais ícones da resistência e da luta pela volta do sistema republicano.

Leia foi educada de uma maneira que mescla perfeitamente a cortesia que um membro da realeza deve ter e perspicácia típico um líder de uma organização “militar”. Ainda que preferindo o diálogo, Organa lutou muito bem quando necessário. Além disso, ela sempre se mostrou bastante fiel e esperançosa na luta pela democracia.

Foto: Divulgação

A dama e o vagabundo

No meio de sua luta pela restauração da República Galáctica, Leia encontrou seu grande amor, Han Solo (Harrison Ford). Ele tinha uma personalidade bem diferente da moça, de modo que isso foi justamente o que aproximou. Apesar de os dois discordarem e do gênio forte do rapaz, ambos admiravam a coragem um do outro.

Alguns anos depois, especificamente 2015, fomos apresentados ao filho do casal Leia e Han, Kylo Ren (Adam Driver). Aparentemente, ele herdou bastante os genes da mãe, especialmente quando o assunto é a Força, pois até onde foi mostrado o herdeiro é tão poderoso quanto todos os outros parentes de sua família biológica.

Foto: Divulgação

O novo conceito de princesa

Desde sua estreia cinematográfica em 1970, Leia era apresentada completamente diferente dos conceitos que até então o público estava acostumado. Não vimos uma moça hiper delicada que precisava a qualquer custo ser salva pelo seu príncipe. Tivemos uma princesa forte, mas ao mesmo tempo doce, conquistando e mostrando ao público feminino uma nova possibilidade do que é ser mulher.

A personagem de Carrie Fisher também quebrou paradigmas ao não ser mostrada como uma mulher hiper sexualizada, com grandes decotes e roupas curtas, ela sempre esteve de acordo com o contexto ao qual estava inserida dentro do enredo. É claro que teve existe um momento que suas curvas foram sim mostradas, entretanto existia um ambiente onde Leia estava subordinada, sendo uma escrava dançarina, no “Episódio VI – O Retorno de Jedi”, quando moça usa o famoso biquíni dourado.

Foto: Divulgação

O futuro da personagem

Infelizmente, Carrie Fisher nos deixou muito cedo, entretanto ela já havia gravado todas as cenas do “Episódio VIII – Os Últimos Jedi”, o que deixou amenizou um décimo da dor dos fãs da saga. É claro que com esse evento vai gerar mudanças no último filme da trilogia, deixando todos preocupados (e aqui eu, #Rebeca, me incluo), como esse fato vai ser trabalhado.

Para o Episódio VIII, esperamos que mais revelações sobre a criação de Kylo Ren e como Leia tentou evitar que o filho seguisse o Lado Negro da Força. Outra expectativa, é ver a personagem com mais tempo de tela que no filme anterior, principalmente onde seja explorado todo seu potencial.