Finn: A Força está em todos nós

08/12/2017 - POSTADO POR EM Filmes
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Semana que vem acompanharemos “Star Wars: Os Últimos Jedi” nas telonas, e estamos trazendo um dossiê de um dos melhores personagens atuais da saga! Quem é que não gosta do Finn (John Boyega)? Nosso querido ex-stormtrooper se tornou, mesmo que por acidente, uma peça fundamental para a Resistência.

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Conhecido por um número, e não por um nome. Treinado na primeira ordem pela Capitã Phasma (Gwendoline Christie) e formado com méritos em combate corpo a corpo. Sua primeira missão foi em Jakku, onde um homem de nome Lor San Tekka (Max von Sydow) supostamente guardava parte do mapa que levava à localização de Luke Skywalker (Mark Hamill), o último Jedi. A Primeira Ordem atacou a aldeia onde ele estava escondido, e esse incidente afetou profundamente o Stormtrooper – que recusou a disparar contra os aldeões, quando ordenado por Kylo Ren (Adam Driver).

Sabendo que seria reavaliado por seus superiores e que seria descoberto por não ter apertado o gatilho, com sua fé na Primeira Ordem abalada, ele decidiu desertar – libertando o prisioneiro Poe Dameron (Oscar Isaac), um piloto da Resistência. Nele, encontrou não só um companheiro de fuga, mas também um amigo e uma identidade, já que a partir desse momento, ele tinha um nome: Finn.

Foto: Divulgação

Poe Dameron

Filho da tenente Shara Bey e do sargento Kes Dameron (protagonistas do quadrinho “Império Despedaçado”), e criado em Yavin 4, aos pés de uma árvore do templo Jedi – presente de Luke Skywalker, Poe serviu como comandante na Nova República, e mais tarde, na Resistência – durante o conflito com a Primeira Ordem. Seguiu os passos da mãe e se tornou um grande piloto, como um dos nomes mais confiáveis da General Leia Organa (Carrie Fisher).

Eventualmente Poe foi enviado para encontrar-se com Lor San Tekka em Jakku e receber o mapa para Luke, e antes de ser capturado pela Primeira Ordem, entregou o arquivo para seu dróide BB-8. Aquele era o fim da linha para ele, até o momento em que um desertor salvou sua vida – não necessariamente por heroísmo, e mais por precisar de um piloto de fuga. Independente disso, ali nascia uma grande amizade. A cena de fuga da dupla é uma das melhores em “O Despertar da Força” (2015), e os dois personagens são peças fundamentais para o desenvolver da guerra.

É Poe quem decide que o rapaz não pode ser definido por um número de série, e o chama pelo nome “Finn”. É ele também que, mesmo após fugir, decide seguir sua missão – consequentemente o levando para o mesmo destino e a partir daí, sabemos o que aconteceu. Até a jaqueta de Finn, peça importante para definir a identidade de ser humano dele e afastando-o do passado stormtrooper, era de Poe. Apesar do pouco tempo de tela, a breve relação entre as cenas dos dois já mostram a importância do piloto para o desenvolvimento de Finn, e é um personagem bastante relevante para acompanhar no episódio VIII.

Foto: Divulgação

O verdadeiro despertar da Força

Todos sabemos que Rey (Daisy Ridley) é uma usuária da Força, mas isso não impede que Finn também seja. Existem várias teorias, baseadas em pequenos easter eggs que abrangem até o universo expandido de “Star Wars”, afirmando que Finn pode ser pelo menos sensitivo à Força – não necessariamente um Jedi – sendo comprovado isso dia 14.

O universo expandido dá algumas dicas – mesmo que a Disney não o considere mais canônico. Além de Kylo Ren, que é bastante similar ao filho de Han e Leia nesse universo, Jacen Solo, Finn pode ser inspirado em dois personagens: Kyle Katarn – um stormtrooper que deu defeito, e que após unir-se à Rebelião descobre ser sensitivo à Força – e Finn Galfridian – que através dela sente sua família em perigo durante uma batalha, e podendo ser um paralelo para uma cena em “O Despertar da Força” (2015). Enquanto estava em Jakku, Finn testemunhou um stormtrooper sendo morto por Poe Dameron. A Lucasfilm revelou depois que ele era um amigo pessoal de Finn, e sua morte, junto com o comando de matar inocentes fez com que Finn questionasse a Primeira Ordem.

Essa mesma cena também possui outro momento icônico: Finn se recusa a disparar seu blaster enquanto a Primeira Ordem ataca a aldeia. Durante o ataque, Kylo Ren olha para Finn como se soubesse que algo estava errado – talvez sentindo a conexão dele com a Força. Por qual motivo Kylo Ren ficaria parado no meio da luta para se concentrar em um stormtrooper rebelde? A luta entre os dois, inclusive, é o maior indicador de que Finn pode ser um Jedi – ou os roteiristas deixaram um belo de um furo. Como ele pode ter conseguido utilizar um sabre de luz sem se machucar? Embora não seja preciso ter a Força para manejar um, a capacidade de lutar necessita dela. E Finn, sem nenhuma experiência, conseguiu fazer isso contra Kylo Ren. A frustração é clara no rosto de Ren, já que Finn deveria ter perdido a luta – mas algo deu energias a ele.

E para coroar, temos Maz Kanata (Lupita Nyong’o), que tem uma profunda conexão com a Força e é capaz de sentí-la nos outros. Quando Rey rejeita o sabre de luz, ela o entrega para Finn, que acaba utilizando – encorajado pela própria Maz. Como uma conhecedora, ela saberia que uma pessoa destreinada e sem a Força nunca conseguiria utilizar, e ainda assim ela faz com que ele use. Até onde sabemos, Finn foi o primeiro stormtrooper da Primeira Ordem a conseguir se desvencilhar de sua lavagem cerebral. Isso é impressionante por si só, e nada diz que isso não é obra da Força o guiando.