Pantera Negra: Wakanda para sempre!

27/02/2018 - POSTADO POR EM Filmes
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Quem assistiu “Pantera Negra”, o mais novo lançamento da Marvel, sabe que vários momentos ficaram eternizados por “Wakanda para sempre”, destacando o verdadeiro protagonista do filme: o reino fictício e tecnológico conhecido como Wakanda. A história segue seus conflitos ideológicos (internos e externos) e o que a mudança de seu líder significa para o futuro do país.   

Vida longa ao rei

Mesmo não sendo o primeiro filme de um super-herói negro (você lembra de Blade? Ele vem das HQs da Marvel também), “Pantera Negra” ainda carrega o peso da representatividade, pois continuamos vivendo em uma sociedade com preconceito racial. É de extrema importância o fato de termos um longa com personagens tão fortes e imponentes, retratando aspectos da cultura africana e de ampla visibilidade.

Assim temos a história de T’Challa, cujo título de Pantera Negra que ostenta é usado pelos reis de Wakanda para proteger o seu povo. O reino situado no continente africano é o mais tecnologicamente avançado da Terra por conta de um recurso exclusivo de lá, o metal Vibranium, dessa maneira eles se escondem por uma fachada de país de terceiro mundo, preservando sua tecnologia e cultura de interferências exteriores. Com a morte do rei T’Chaka no terceiro filme do Capitão América, agora teremos T’Challa de volta ao lar para ser coroado o novo soberano.

Nação secreta

O filme mantém características da fórmula Marvel, o que se torna evidente por pequenas previsibilidades de roteiro. Mesmo assim a história é contada de maneira envolvente, trazendo boas cenas de ação, que apesar de serem tecnicamente focadas em produções de super-heróis, são menos interessantes do que a trama política. O longa aborda desentendimentos internos que surgem em Wakanda. T’Challa, por exemplo, ainda recém-coroado busca fazer o melhor para seu país, deparando-se com novas posições ideológicas e dividindo suas obrigações de rei e herói.

Outra característica importante é a união entre natureza, tecnologia e cultura feita em “Pantera Negra”. O visual do reino mistura paisagens florestais, grandes cachoeiras e extensos prados com prédios tecnológicos e veículos voadores. Enquanto seu povo se mostra bastante patriota e ciente de preservar seus traços culturais e estilo de vida.

Foto: Divulgação

Elenco ativo

Uma característica louvável da produção é o fato de termos mais destaque para os personagens secundários. A grande parte das outras produções do estúdio foca em seu herói protagonista, com exceção, é claro, dos filmes de equipe. “Pantera Negra” é quase isso, apesar de ter mais destaque para o personagem-título, temos um bom desenvolvimento dos que lhe acompanham, como sua irmã, Shuri; Nakia; Okoye, a líder do grupo de guerreiras nomeadas Dora Milaje; e o vilão Killmonger.

Este último é uma surpresa positiva para o longa, o antagonista de T’Challa tem o passado explorado, suas motivações são bastante compreensíveis, o que o torna um personagem mais palpável para o público. Apesar de no fim ele ainda ser o cara mal, é muito mais fácil se relacionar com a sua história trágica do que a de um homem destinado a ser rei, assim se configura como um dos melhores vilões em filmes da Marvel.

Foto: Divulgação

Veredito

Podemos dizer que Pantera Negra é o filme mais corajoso dos Estúdios Marvel, ele explora temas políticos importantes, não tem medo de apontar dedos e criticar problemas sérios da nossa sociedade relacionados a racismo, apropriação cultural e o posicionamento de nações frente a refugiados. Temos um vilão profundo, um rei dividido e um país vivendo uma verdadeira guerra civil, é difícil não se conectar à história e não torcer pelo futuro dos personagens.

Tudo isso embalado com a competente trilha sonora comandada pelo rapper Kendrick Lamar, cujas letras enfatizam ainda mais a importância do simbolismo dos acontecimentos retratados, nos presenteia com um filme mais maduro do estúdio. O universo de Wakanda merece ser revisitado e explorado para a alegria dos fãs da franquia e para todos aqueles que se sentiram mais do que representados ao assistir esse excelente longa.

Foto: Divulgação