“O Mandaloriano”: vale a pena assistir?

05/01/2020 - POSTADO POR EM Séries

O 1º grande produto da Disney +, novo serviço de streaming, chegou com um grande hype não só por expandir o amado universo de Star Wars, mas por introduzir um icônico personagem, apelidado pelos fãs de Baby Yoda, causando frenesi nas redes sociais por sua, digamos, fofura. Mas será que o pequeno alien segura a produção, já confirmada para sua 2ª temporada? Vamos descobrir.

A lenda do Caçador

Os mandalorianos foram, desde a trilogia original, motivo de curiosidade pelos fãs da franquia. De onde o grupo de nômades surgiu e onde eles atuam na galáxia? A explicação veio em forma de série pela Disney +, aposta de streaming da companhia bilionária para a nova década.

5 anos após os acontecimentos do episódio VI,  “O Retorno de Jedi”, seguimos um membro do clã apelidado por seus conhecidos de Mando (Pedro Pascal), que aceita qualquer serviço na galáxia por uma boa quantia. Conhecidos por suas habilidades bélicas, os mandalorianos são sinônimo de um bom trabalho quando há conflito envolvido.

No planeta Nevarro, uma grande recompensa é ofertada à uma missão sobre um alvo desconhecido desejado por um cliente do Império. O “tesouro”, porém, não era o que Mando imaginava quando aceitou o serviço: um bebê, de raça desconhecida, assim como as intenções de quem deseja o pequeno ser.

Foto: Divulgação

A Criança

Curioso e preocupado pelo destino da criança nas mãos do cliente, Mando relembra seu passado como um jovem que perdeu os pais em uma batalha, antes de se tornar mandaloriano. O sisudo caçador decide proteger o pequeno, se tornando também um alvo para outros a fim de lucrar na galáxia. Fugindo de outros matadores, Mando descobre um lado sensível enquanto se conecta com a criança, fazendo o possível para defendê-la e conhecendo novos inimigos – e companheiros – durante suas aventuras.

À esta altura do campeonato, você já deve saber que o Baby Yoda não é, de fato, o Yoda clássico da saga do cinema, e sim uma outra criatura da mesma espécie. Com apenas 50 anos de idade – o que para eles é pouco -, o bebê não fala, mas já demonstra domínio da força em algumas cenas.

A jogada da Disney com uma figura tão icônica no universo da saga transformada em uma criança foi muito acertada. Além da fofura em todas as cenas que aparece, Baby Yoda tem papel central na trama, embora pouco saibamos de sua história. Foi o suficiente para agitar a internet com diversos memes e pedidos de produtos comercializáveis com a sua figura.

Foto: Divulgação

Afinal, vale a pena?

“O Mandaloriano” não tem somente no Baby Yoda um excelente motivo para ser acompanhada, mas explica a vida dos membros que dão nome à série em contextos clássicos de Star Wars. Apesar de pouco explorar o universo da saga, a produção de ótima qualidade entrega um entretenimento suficiente para agradar qualquer fã desse universo.

Com direção rotativa, nomes de experiência com Star Wars comandam alguns capítulos, como Dave Filoni (“Rebels”, “Clone Wars”), Débora Chow, diretora solo da futura série sobre Obi-Wan Kenobi, também do Disney +, e outros com menos prática na TV, casos de Rick Famuyiwa, Bryce Dallas Howard e Taika Watiti. Este último dirige talvez o melhor episódio da série (8º), fechando a temporada com muita tensão nas cenas de ação e expectativa para o desenrolar do arco de Baby Yoda e de Mando.

Fã da mitologia estelar desde criança, o criador da série Jon Favreau (“Homem de Ferro”) teve a liberdade de expandir o ambiente western/samurai de partes da mitologia de Star Wars sem a limitação temporal que a telona exige. Com aproximadamente 30 minutos de duração, cada um dos 8 episódios expande o universo da saga, sem entupir de referências às histórias originais, dando a impressão de uma história fresca, podendo ser consumida tranquilamente por quem não assistiu aos filmes.

“Acho que George Lucas brincou com tons de velho oeste no primeiro filme (‘Uma Nova Esperança’) e agora estão pegando essas sugestões de estilo e lhes dando esteróides”, disse Pedro Pascal em entrevista à revista Collider. De fato, a atmosfera mais terrestre que espacial acerca do “cavaleiro solitário” entrega uma trama voltada ao desenvolvimento de Mando como um caçador de recompensas que se depara com um tesouro que não buscava, mas que não sabe como largar: o amor por um próximo.

A paterna relação com Baby Yoda, a qual seu guardião, ou melhor, agora pai, tenta proteger a qualquer custo, mostra a motivação principal do personagem durante os 8 episódios e que deve ser explorada ainda melhor na próxima temporada.

Pontos fortes

  • Efeitos práticos bem executados
  • Boa trilha sonora
  • Episódios curtos e concisos
  • Bom uso do Baby Yoda na trama, além do mero foco icônico

Pontos fracos

  • Certos episódios avulsos que não adicionam à trama principal
  • Universo da saga pouco explorado além do arco dos mandalorianos

Nota: 8