Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo: Embarque na nostalgia

01/08/2018 - POSTADO POR EM Filmes
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A espera chegou ao fim! Dez anos depois do primeiro filme, chega a sequência do famoso musical “Mamma Mia!” (2008), trazendo de volta os personagens que conhecemos no primeiro ao mesmo tempo em que apresenta suas versões mais jovens. Grande parte da trama se dedica a mostrar a juventude de Donna (Meryl Streep) e como ela se envolveu com os pais de Sophie (Amanda Seyfried), além de vermos sua filha no presente, com uma gravidez recém-descoberta e organizando a reinauguração do hotel onde cresceu.

De volta à Grécia

Toda a beleza das paisagens gregas está de volta na sequência, que busca nos situar de maneira rápida sobre onde estão os personagens passados alguns anos dos acontecimentos do primeiro filme. Sophie está focada na revitalização do hotel que sua mãe passou tanto tempo se dedicando, seus pais continuam lhe apoiando, mesmo distantes, e Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters) seguem como as amigas bem-humoradas e espalhafatosas de Donna.

O longa aposta bastante no sentimento de nostalgia. Ele abusa de cenas emocionantes, especialmente no início, que tem um tom estranhamente melancólico, mas que desaparece conforme a trama avança. Há também detalhes que fazem referência ao seu antecessor, incluindo suas principais músicas e refazendo as sequências musicais de um jeito que certamente agradará os fãs da produção.

Foto: Divulgação

Passado e presente andam juntos

A trama é dividida entre mostrar os dias pós-faculdade de Donna e a atual vida de Sophie como mulher de negócios, abusando de transições entre as cenas e mostrando determinados paralelos entre as duas, sendo um dos principais a recente gravidez da garota. Da mesma maneira temos um vislumbre do passado de outros personagens já conhecidos.

O jovem trio de amigas formado por Donna, Tanya e Rosie, nesta fase interpretadas por Lily James, Jessica Keenan Wynn e Alexa Davies respectivamente, conseguem convencer o público com sua alegria, união e espontaneidade. Lily dá uma ingenuidade à personagem que não poderia existir em sua versão mais velha, ao mesmo tempo em que sabe ser crível.

Já seus três namorados não têm tanta sorte. O tempo de tela dos juvenis Sam (Jeremy Irvine), Harry (Hugh Skinner) e Bill (Josh Dylan) é tão pequeno que mal podemos tirar conclusões sobre as personalidades de cada um. O que remove a credibilidade do envolvimento deles com Donna, especialmente Sam, que sempre foi lembrado como seu grande amor, mas não parece mais do que um romance de verão mal sucedido.

Foto: Divulgação

Crescendo e amadurecendo

Apesar do pouco desenvolvimento dos três personagens masculinos ser prejudicial ao que a trama tinha se proposto, ou seja, apresentar o passado da mãe de Sophie, podemos perceber que o filme estava mais centrado em nos mostrar a trajetória de Donna, como ela foi parar onde estava e os vínculos que criou com sua herdeira.

Então a ideia que fica é que o longa está mais preocupado em estabelecer o processo de amadurecimento de mãe e filha, deixando as demais figuras como coadjuvantes dessa trajetória, apenas influenciando e apoiando quando lhes é devido. Porém ele ainda peca ao fazer surgir certos enredos que se resolvem dentro de pouquíssimo tempo e que parecem estar lá apenas para preencher minutos.

Foto: Divulgação

Veredito

“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” é uma boa sequência que agradará os fãs ansiosos por mais números musicais extravagantes ao som de ABBA. Toda a trama emotiva, mas ao mesmo tempo bem-humorada, convence e te faz sair do cinema com o coração aquecido. Os atores que já conhecíamos estão bem reprisando seus papéis e os novos conseguiram passar o mesmo espírito de suas versões mais velhas, apesar do tempo de tela menor.

Sendo um dos principais objetivos do musical divertir o espectador, ele consegue cumprir seu papel com louvor. Os números continuam lindos de assistir, e mesmo que nem todas as novas músicas consigam empolgar tanto, a releitura das anteriores vai fazer com que os admiradores vibrem de emoção.

Foto: Divulgação