Logan: Um retrato do verdadeiro Wolverine

01/05/2017 - POSTADO POR EM Filmes
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Cansado do trabalho, dos amigos e, principalmente, da vida, um dos mutantes mais amado do mundo, Wolverine (Hugh Jackman), parece se encontrar e apresentar sentimentos nunca vistos em seu terceiro e último filme solo, “Logan”, fechando um ciclo de 17 anos, que foi iniciado com “X-Men: O Filme” (2000). Na trama, o Filho do Átomo não tem mais forças para encarar novos desafios e, muito menos, relações pessoais, seja amizade ou namoro. Afinal, ele foi um dos poucos sobreviventes do “fenômeno psíquico” acontecido nos Estados Unidos, que matou 600 pessoas e sete X-Mens. Não se sabe ao certo, mas parece que esse evento foi fundamental para acabar com o surgimento de novos mutantes na sociedade.

Mesmo com essa carga pesada e exaustiva, o sobrevivente recebe sua última missão no mundo cinematográfico: impedir que a misteriosa menina Laura (Dafne Keen) caia nas mãos de um grupo paramilitar, os Carniceiros, liderado pelo ciborgue Donald Price (Boyd Holbrook). Para isso, Wolverine conta com a ajuda do Professor Charles Xavier (Patrick Stewart), que não está nada bem devido a uma doença mental degenerativa. Embora isso ocorra, os três se juntam e formam uma família cheia de desafios, apresentando o pai, a filha e o avô da história.

Lembrando que o texto tem spoilers!

O pai

Logo nos primeiros minutos do longa, vemos um motorista de limusine sem nenhuma expectativa de vida, que já não faz questão alguma de lutar para viver. Por outro lado, Wolverine (Hugh Jackman) ainda tenta se manter firme para ajudar seu maior amigo das telas do cinema, o Professor X, que necessita de remédios caros para aliviar os sintomas de sua doença mental.

Posteriormente, o mutano acaba conhecendo Laura, também conhecida como X-23 no universo dos quadrinhos. No início, Logan não reage bem com essa situação de salvar a criança dos Carniceiros. Mas, aos poucos, ele percebe que a menina é “bem parecida com ele”, demonstrando um sentimento de carinho em pequenos atos da “missão”.

Vale ressaltar que o Hugh Jackman está muito bem no papel. É muito legal ver o ator apresentar uma atuação digna para o personagem, na qual apresenta tons sombrios e dramáticos. Não é à toa que percebemos uma preocupação excessiva dos produtores do filme para revelar alguns ferimentos e cicatrizes do mutante, evidenciando inúmeras guerras e lutas. Pode parecer simples, mas esse “elemento” não foi abordado em nenhum outro título da franquia de X-Men.

A filha

Quando falamos de “Logan”, um dos maiores destaques do título fica por conta da atuação de Dafne Keen, na qual dá vida a personagem X-23. Com apenas 12 anos de idade, a jovem inglesa/espanhola desenvolve seu trabalho com riqueza e sensibilidade no universo mutante, dando um contraste parecido com a conhecida Eleven (Millie Bobby Brown), de Stranger Things. Para isso, ela não precisa estabelecer grandes diálogos “textuais”, mas sim corporais. A filha de Wolverine só “fala” nos últimos minutos do longa, não desapontando em nenhum momento.

Com essa dinâmica, é possível ver uma evolução constante da personagem na produção cinematográfica. Em seu arco dramático, a Filha do Átomo começa sendo uma órfã criada em laboratório e termina como uma “guerreira” protetora do legado dos X-Men. Ou seja, uma grande responsabilidade para quem ainda é “pequena”, mas que já sabe viver como “adulta” num mundo cheio de preconceitos.

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O avô

Não foi necessário ninguém lhe pedir, mas logo no começo, Charles Xavier (Patrick Stewart) age como o “avô” da “família”. Mesmo exausto e doente, o “ancião”, de 90 anos ou mais, é o responsável por ligar emocionalmente os dois mutantes cabeças-duras, Wolverine e X-23. Além disso, o personagem também mostra que “heróis” são muito mais do que símbolos, mas pessoas que sempre buscam fazer o bem, independente de como estejam.

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