Lista: 4 motivos para assistir Turismo Macabro

11/09/2018 - POSTADO POR EM Séries
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Imagina que louco seria ir para outro país e ser medicado com ketamina (droga recreativa), no hospital para, depois, ser  liberado logo em seguida casualmente? Essa é uma das experiências curiosas vividas pelo documentarista neozelandês David Farrier em viagem ao Turcomenistão retratada na nova série “Turismo Macabro”, da Netflix.

Muito mais do que um guia de viagens convencional, a produção passa pela Ásia, Europa e outros continentes em busca de explorar vivência pouco convencionais que nos fazem pensar “realmente as pessoas pagam pra passar por isso numa viagem?”. Aqui, além do nosso veredito, escolhemos alguns dos destinos e coisas mais legais mostras nos oito episódios.  

Adrenalina pura

Dá pra acreditar que alguém passaria suas férias em uma fazenda simulando um conflito militar? Em Kent, na Inglaterra, pessoas de várias partes do mundo se reúnem para interpretar países em momentos históricos de guerra diferentes. A experiência é bastante curiosa, com direito a armas (de mentira), tanques, roupas de guerra e, até, uma política específica de encenação bastante controversa e que proíbe os participantes de se referirem aos alemães como “nazis”, apesar de que, circulado pelo lugar, o apresentador tromba com dois generais vestidos com suásticas.

Foto: Divulgação/Netflix

Próximo ao oculto e ao macabro

Casualmente dividir algumas fatias de bolo com um grupo de vampiros parece um fim de jantar bem impossível para os dias de hoje, mas não é. Nos Estados Unidos, em Nova Orleans, a série mostra não apenas pessoas comuns pagando para colocarem implantes de presas, como aquelas que se assumiram como vampiros reais e que se “alimentam de sangue para sobreviver”. Nosso guia, ligeiramente assustado,  é convidado até a acompanhar um ritual de alimentação com um doador virgem.

Ainda percorrendo o país, Farrier vai até Milwaukee, famosa por ser a terra natal de Jeffrey Dahmer, o assassino canibal. Curiosamente, o turismo local é alimentado pela fama do assassino, foco de uma série de passeios turísticos, como o Cream City Cannibal Tour, que percorre as ruas onde Dahmer conheceu sete de suas vítimas antes de matá-las.

Foto: Divulgação/Netflix

Acidentes de percurso

Em um dos destinos mais curiosos apresentados na produção, David vai ao Turcomenistão em busca de conhecer a cidade de Ashgabat, conhecida por ser quase tão fechada a turistas quanto a Coréia do Norte e pela postura ditatorial e extravagante de seu presidente. O lugar é quase uma cidade fantasma, repleta de esculturas em mármore e monumentos suntuosos ao presidente que, infelizmente, pouquíssimos turistas estão lá para ver além do nosso guia, que finge ser um repórter esportivo cobrindo os Jogos Asiáticos Indoor e Artes Marciais.

Um dos momentos mais tensos da viagem acontece quando David está prestes a conhecer o presidente na abertura dos jogos, mas sofre um acidente no hotel e precisa ir ao hospital. Lá, ele é medicado com nada mais nada menos que Ketamina, droga recreativa e anestésico usado em cavalos, e liberado casualmente.

Foto: Divulgação/Netflix

Veredito

“Turismo Macabro”, definitivamente, é uma aposta acertada da Netflix. A série documental preocupa-se não só em mostrar os destinos curiosos como realizar uma análise reflexiva ao final de cada viagem. Um exemplo é quando David conclui que o vampirismo “tem menos a ver com sangue de verdade, é um grupo de excluídos encontrando uma comunidade.”

Além da proposta inusitada, David Farrier é um documentarista excelente, que constantemente se coloca em segundo plano na narrativa para dar voz aos personagens entrevistados que, por sua vez, abrilhantam ainda mais o destino das viagens com suas experiências. Os diálogos com alguns desses personagens são incríveis, como quando David pergunta casualmente ao homem que costumava ser braço direito do traficante Pablo Escobar: “você quer o número do meu terapeuta?”  

Foto: Divulgação/Netflix