Kuzu no Honkai: O desejo da escória

11/07/2017 - POSTADO POR and EM Animes / Mangás
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Baseado (98% fiel) no mangá de Mengo Yokoyari, “Kuzu no Honkai” é um dos únicos animes de drama da temporada de inverno de 2017. A animação japonesa acabou na última semana de março e nos trouxe a história de Hanabi e Mugi, dois estudantes do ensino médio que começam um relacionamento para suprir seus desejos. Será que era só isso mesmo? O drama da história vem acarretando várias situações complicadas.

A trilha sonora é forte, dramática e contagiante. A música de abertura fala sobre um amor que dói, enquanto o encerramento canta sobre a impossibilidade de um amor. Além dessas músicas, vocês podem conferir a playlist que a gente fez inspirada na obra:

Linhas paralelas

Sem ter muitos amigos (na verdade, ela só tinha uma amiga) no colégio, Hanabi, a personagem principal do anime, passava a maior parte do seu tempo perto e/ou pensando em seu professor Kanai, ou como ela o chamava, Onee-chan (irmão mais velho em japonês).

A relação de Hanabi e Kanai começou quando os dois ainda eram crianças, e o pai da menina deixou a família e nunca mais apareceu. Como moravam próximos, Kanai passou a acompanhar a garota e a cuidar dela na escola. O primeiro amor de Hanabi começou aí, com esse amor fraternal confundido. Por outro lado, Onee-chan nunca se interessou pela garota, apesar de nutrir fortes sentimentos por ela.

Sem perspectivas de viver seu amor, Hanabi conhece Mugi e, sem perceber, acaba se envolvendo demais com o garoto (que também não sente nada por ela). Por estar descobrindo sua sexualidade, os estímulos estão presentes a todo momento, e a garota acaba deixando as coisas acontecerem sem pensar em suas consequências. É assim que ela se envolve com Ebato, sua única amiga na escola. As duas vivem um romance, viajam, se encontram depois da aula por muitos dias, mas Hanabi não consegue corresponder aos sentimentos de E-chan e acaba prejudicando sua amizade.

Capricho do destino

Quando era mais novo, Mugi tinha uma tutora chamada Akane, que o ajudava nas tarefas escolares. Eles eram muito próximos e isto acarretou em uma enxurrada de sentimentos por parte de Mugi, que se apaixonou platonicamente por Akane.

Anos mais tarde, Mugi descobre que ela seria sua professora no ensino médio e não deixa de pensar que poderia ter uma chance com ela. Entre tudo isso, ele conhece Hanabi, e os dois se envolvem em uma relação complexa e “carnal”.

Por outro lado, sua amiga de infância, Nokiro, sempre nutriu um sentimento muito forte por ele, mas nunca foi correspondia (como todos do anime). Ela vivia dizendo que a Hanabi não merecia o Mugi, que não o amava e que ela não era suficiente para ele. Ele sempre enxergou Noriko como uma irmã mais nova, apesar de saber que a garota nutria um amor platônico por ele.

Fruto proibido

Depois de entender como era satisfatório ter homens a seus pés, Akane Minagawa passou a viver como uma caçadora. Amigos, alunos, conhecidos: ninguém escapava aos olhos de Minagawa-sensei, que, conscientemente, era muito bonita e charmosa.

De todos os personagens, ela é a que, do começo ao fim, não merece uma redenção. Akane tem consciência do mal que fez às pessoas e, por se sentir bem com isso, nunca se arrependeu. Durante toda a história, a professora está envolvida com, no mínimo, três pessoas.

Quando “a sua hora” finalmente chega, Akane não esconde que gosta de maltratar as pessoas e que se sente bem traindo seus namorados. Seu final, no entanto, é o mais surpreendente de todos.

Divulgação

Impressões

“Kuzu no Honkai” é o anime mais diferente de todos que eu (#Isabelle) já assisti. Não sou fã de triângulos amorosos, mas a história vai muito além disso (até porque nem é apenas um triângulo). É uma obra pesada, mas não por causa do sexo e sim porque todos os sentimentos e angústias são narrados de um modo muito real, o que causa em nós mesmos certa identificação com as personagens.

Amo um drama (#Marília). “Kuzu no Honkai” me conquistou logo no primeiro episódio com a promessa de drama adolescente e um traço incrível. Pedi à Isabelle assistir comigo, pra eu ter com quem comentar, e acabei contagiando vários outros amigos. A história desse anime é bem diferente, além do clima que envolve a quem assiste. Li o mangá ao mesmo tempo em que via o anime, e a adaptação é quase 100% fiel.