Já temos nossas impressões sobre Piano no Mori!

26/06/2018 - POSTADO POR EM Animes / Mangás
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Não estamos muito acostumados de ver um anime focado somente em música. Alguns já tentaram, mas suas famas não foram suficientes para manter um público fiel, como “Beck: Mongolian Chop Squad” (2004) e “Black Heaven” (1999), os dois focados em bandas de rock. Porém, este ano as coisas estão um pouco diferentes, pois um anime de música clássica, dirigido por Nakatani Gaku, está fazendo sucesso além do esperado. Com uma história emocionante e trilha sonora fora do comum, “Piano no Mori” vai emocionar muita gente.

Confira com a gente o que estamos achando do desenho japonês até agora.

Enredo

A produção não é só mais “um desenho qualquer”; “Piano no Mori” está sempre tentando te ensinar e mostrar que alguns conceitos, como o de trabalho e diversão, não só podem como devem andar juntos, porque senão em algum momento você irá se perder e dobrar somente para um dos lados. Portanto, o equilíbrio se faz necessário. Uma maneira fácil de entendermos isso é simplesmente prestando atenção nos dois protagonistas, que começam o enredo como crianças.

Amamiya Shuuhei e Kai Ichinose frequentam a mesma escola de música. Amamiya é filho de um pianista famoso que já ganhou diversos prêmios dentro e fora do Japão; logo, como filho desta pessoa tão importante, o garoto se vê na obrigação de não só alcançar seu pai, mas também ultrapassá-lo em algum momento. Diferente de Kai, que é filho de uma mulher pobre e toca um piano abandonado na floresta por diversão e também para fugir de alguns problemas.

Quando Amamiya vê Kai tocando o piano no bosque pela primeira vez, o garoto fica pasmo e decide que o outro será seu rival, e que um dia irá alcançar o nível de talento de Kai somente com trabalho duro. A partir disso, temos um desenvolvimento maravilhoso não só dos protagonistas como pessoas, mas também daqueles que estão à sua volta e querem ajudá-los.

Foto: Divulgação

Compositores

A trilha sonora do anime é impecável; toda ela foi feita por meio de sonatas e composições executadas pelos melhores em sua área. Logo de cara temos a “Estudo Opus 10, número 1”, uma composição escrita por Frédéric Chopin para aqueles que querem aprender como tocar piano da maneira correta. Além desta obra de arte, somos presenteados também pela “Minute Waltz”, outra peça de Chopin muito famosa. Nós temos diversas sonatas de Beethoven, Mozart, Franz Liszt, entre outros compositores e pianistas famosos do século XIX.

Talvez o mais interessante são os momentos em que nossos protagonistas estão no piano tocando essas tão famosas composições. Chega até a períodos nos quais estamos completamente mergulhados nas músicas sendo tocadas. E não pense que as canções simplesmente são postas no meio das cenas. Para aquela determinada obra tocar no exato momento é porque alguma mensagem está sendo passada para nós.

Veredito

Até o momento, temos uma animação que não só consegue transparecer suas ideias, como faz isso de maneira impecável. Em alguns pontos, a direção optou por usar da computação gráfica em 3D, o que pode incomodar ocasionalmente, mas já que isso está virando moda, não temos muito como fugir da tendência. Tirando esse ponto, eu (#Tauan) não vejo motivos para falar mal do anime.

A trama é tão envolvente quanto sua trilha sonora; os personagens em geral são muito bem construídos e com histórias de vida que te prendem. Provavelmente em algum momento da sua vida você já passou por situações semelhantes às que são exibidas.

Mesmo quem não está acostumado a ouvir música clássica irá gostar do anime. Nós mesmos fomos pego de surpresa e até agora não se sabe que trem de emoções foi esse que nos atropelou.

Foto: Divulgação