HANNA: UMA MÁQUINA DE MATAR

05/06/2019 - POSTADO POR EM Séries
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Baseado no filme “Hanna” (2011) e estrelado por Saoirse Ronan (Um Olhar do Paraíso, Lady Bird), a série “Hanna” chegou ao catálogo da Amazon Prime para fisgar os fãs das produções de espionagem. A produção trouxe duas carinhas conhecidas pelo público graças a “The Killing” (2011 – 2014), Mireille Enos e Joel Kinnaman, famosos pelos papéis de Sarah Linden e Stephen Holder respectivamente.

Para quem queria saber mais sobre a Hanna e esse universo de espionagem e super-soldados, conferimos tudo e vamos contar nossas impressões.

Sinopse

Hanna (Esme Creed-Miles) é uma adolescente de 15 anos que passou sua vida inteira afastada da sociedade. Ela nasceu dentro de uma espécie de programa super secreto chamado UTRAX, onde se alterava o DNA de crianças abandonadas pelos pais, para as transformar em “super-soldados”.

Após descobrir uma gravidez indesejada, Johanna (Joanna Kuling) conhece um agente da CIA, Erik Heller (Joel Kinnaman), responsável por recrutar mães que não desejavam continuar com a gestação, e a convence a “doar” a filha para o programa. Porém, após o nascimento de Hanna, ela se arrepende de abandoná-la e decide buscar a ajuda de Heller para “a sequestrar” e evitar que a recém nascida participe do projeto.

Erik consegue sequestrar o bebê e decide ajudar Johanna na fuga, entretanto ela morre durante uma perseguição, o que obriga o agente a criar a menina. Os dois passam a morar em uma floresta na Finlândia, dentro de uma caverna e longe de qualquer contato com a humanidade. Durante 15 anos, Heller educa a garota, ensinando diversos idiomas, como inglês, alemão e francês, além de prepará-la para o combate físico e armado.

Após a fuga, Marissa Wiegler (Mireille Enos), comandante da UTRAX, passa a procurá-los constantemente em segredo. Ela tem uma espécie de vida-dupla, procurando sempre esconder seu passado e manter seu trabalho longe do conhecimento público.

Foto: Divulgação

Filme X Série

Sempre quando são anunciados adaptações de filmes para séries, tem-se um grande burburinho na internet, mas esse não foi o caso de “Hanna”. Existia um certo receio do público em esticar uma trama redonda em algo desnecessário, mas havia uma pequena especulação que era necessário saber mais desse universo.

O longa trouxe grandes nomes no elenco, além de Saoirse Ronan como Hanna, também havia Cate Blanchett no papel de Marissa. E aqui estava uma preocupação coerente, já que no papel principal a atriz, Esme, escolhida para as telinhas, não era tão conhecida. Não se sabia se ela era tão desenvolta quanto sua antecessora e se iria entregar uma personagem tão boa.

Os dois enredos são interessantes e se complementam, mas não é necessário assistir ambos para entender bem a trama. Porém, pode ser que ao acompanhar somente ao seriado, o espectador crie interesse e curiosidade em saber de onde saiu o enredo.

Foto: Divulgação

Adolescência problemática

Apesar de ter crescido bem distante do convívio social, em uma floresta, Hanna tinha várias dúvidas sobre sua origem, além de questionar porque não podia passar dos limites da vegetação.

Após a fuga, a menina começa a ter contato com outras pessoas, em especial com a sua faixa etária. É justamente aí que percebemos o quanto Hanna foi bem educada, já que ela conseguiu bem viajar a Europa, como uma mochileira normal, sem levantar suspeita da população comum. Já com relação a ULTRAX, ela levantou inúmeras suspeitas, justamente por não saber muito bem no início que se vive em uma época tão vigiada.

Foto: Divulgação

Veredito

Que a Amazon Prime sabe produzir boas série não há dúvida, principalmente nos quesitos técnicos, como fotografia e figurino. Com “Hanna” não seria diferente. A produção está dividida em oito episódios de 55 minutos de duração em média.

“Hanna”(2019 -) está longe de ser a melhor das adaptações, mas funciona para quem está procurando um seriado de espionagem e com boas cenas de ação.  É importante ter em mente apenas que é necessário fazer algumas concessões e esquecer um pouco das incoerências.

Pontos Positivos:

  • Excelente fotografia
  • Lutas bem coreografadas
  • Ótima edição de imagem
  • Trilha sonora coerente com a proposta da série

 

Pontos Negativos:

  • Quantidade excessiva de episódios
  • Roteiro apresenta incoerência na evolução da personagem principal
  • Personagens aleatórios
  • Excesso de diálogos

 

Nota: 7