Grace and Frankie: os melhores momentos da série

29/01/2018 - POSTADO POR EM Séries
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Se você imagina que envelhecer significa ter uma vida pacata e sem novas descobertas, “Grace and Frankie” (2015) pode mudar completamente essa visão. Criado por Marta Kauffman e Howard J. Morris, o seriado aborda a trajetória de duas mulheres que acabam de descobrir que seus maridos são gays e namoram um ao outro. A partir dessa revelação, a empresária Grace Hanson (Jane Fonda) e a artista Frankie Bergstein (Lily Tomlin) iniciam uma nova etapa de suas vidas aos 70 anos e uma inusitada amizade.

Divórcio, aposentadoria, diversidade, família e vida sexual na terceira idade são alguns dos temas tratados em “Grace and Frankie”. Mas, para além das típicas situações que acontecem com o avançar dos anos, a dupla de protagonistas vivenciam inseguranças e desafios e que parecem bastante comuns até mesmo para alguém aos 20 e poucos. Realmente não está fácil para ninguém.

Dentre todas as aventuras vividas por Grace e Frankie, escolhemos os sete melhores momentos dessa jornada divertida e cativante. Estão preparados? Lá vamos nós! (Contém spoilers).

Um chá, uma união, uma nova fase

Após o baque de saber que seu marido Robert Hanson (Martin Sheen) e Sol Bergstein (Sam Waterson) são mais que sócios e pretendem se casar, Grace decide se refugiar na casa de praia que foi comprada pelos dois casais. O que ela não esperava é que Frankie teria a mesma ideia e já estava na casa preparando um chá de cacto peiote para algum tipo de ritual de purificação ­– algo típico de Frankie. As duas, que pareciam não se dar muito bem, acabam por participar do ritual juntas, na praia, sob efeito do chá.

O momento se torna um elo de união entre as protagonistas que realmente precisavam extravasar os sentimentos acerca dos términos de relacionamentos com seus parceiros depois de 40 anos juntos. Bastante divertida, mas também reflexiva, a cena simboliza a entrada de Grace e de Frankie nessa nova fase de suas vidas e em uma série de (re)descobertas.  

Amor e sexo aos 70

Dentre as novas experiências vividas pelas protagonistas, claramente os relacionamentos amorosos e a vida sexual são grandes desafios. Casadas com seus primeiros e únicos maridos durante 40 anos, nem Frankie nem Grace possuíam mais nenhuma habilidade para flertes e conquistas. Mas nem por isso elas desistiram.

Grace passa a sair com Guy (Craig T. Nelson), um antigo amigo que encontra em um restaurante, e a relação dos dois começa a evoluir. Nesse momento, ela vive a esperança de finalmente ter uma relação recíproca. Frankie também se aventura no amor quando descobre que o amigo agricultor e seu distribuidor pessoal de inhame, Jacob (Ernie Hudson), está flertando com ela.

Um fato interessante que as duas discutem nesse episódio é a vivência do sexo aos 70 anos, citando um tipo de “secura vaginal”, que parece ser comum na idade delas. Inclusive, esse é o motivo pelo qual Frankie produz um lubrificante natural feito com inhame.

 O Ménage à Moi

O estilo hippie de Frankie e a visão materialista de Grace são os fatores que mais fizeram que essa amizade cativasse o público. Mas o próximo passo delas tornou a série ainda mais envolvente. As duas se tornaram sócias ao fundarem a Vybrant, uma empresa que produz vibradores para mulheres mais velhas, próprios para quem passa por problemas como artrite ou tem o tecido vaginal mais delicado.

Baseado na própria experiência das duas, Frankie e Grace criam o Ménage à Moi, que em pouco tempo estoura na internet e recebe milhares de pedidos. Mas essa trajetória empreendedora não foi fácil. Devido a idade, o banco rejeitou que as duas pudessem realizar um empréstimo de dez anos. Porém o sucesso do vibrador foi tanto que a dupla saiu muito bem nessa empreitada.

Uma nova perspectiva para a morte

Um dos momentos mais reflexivos do seriado se passa no 12º episódio da segunda temporada, quando Babe (Estelle Parsons) pede ajuda a Frankie para dar uma festa. Mas não é uma festa qualquer. Na verdade, a anfitriã está em com câncer e decide encerrar sua própria vida ao fim da festa. Tudo em segredo, claro.

Apreensiva, mas como boa amiga que é, Frankie aceita ajudar. Já Grace, não avalia muito bem a ideia, acreditando que Babe não possui esse direito. Ainda assim, ela aparece ao final da festa.

É de uma naturalidade e leveza bastante típica de “Grace and Frankie” que a decisão da amiga é tratada. Na sua festa de despedida, Babe faz um discurso emocionante sobre gratidão às pessoas que ama e, antes de seu último momento, fala com muito carinho sobre o fim de sua jornada. Esse episódio, com certeza, te deixa bastante pensativo acerca das diversas maneiras que podemos encarar a morte.

“Não preciso de um milagre, tive uma boa jornada. Vivi ao máximo e bem. A cada respiração. Inale a paz, expire alegria.”

– Babe

Foto: Divulgação

A maconha

Não é nenhuma novidade que Frankie seja chegada em marijuana. Mas um dos momentos mais engraçados da série se passa no sexto episódio da terceira temporada, quando Grace, Brianna (June Diane Raphael ) e Mallory (Brooklyn Decker) decidem fumar juntas a maconha de Frankie.

É por conta de uma briga entre Grace e Frankie, que esta deixa a casa na praia. Em uma visita das filhas, Brianna convence a mãe e a irmã a fumar maconha. Diversos conflitos familiares ocorrem nesse período. Mas no fim das contas as protagonistas percebem o quanto são importantes na vida uma da outra.

Ciúmes e términos

Na quarta temporada, a presença de uma nova personagem incomodou bastante Frankie. Depois que a hippie se mudou para Santa Fe com o namorado Jacob, Grace encontrou uma inquilina para a casa na praia, sua manicure Sheree (Lisa Kudrow), o que provocou bastante ciúmes na ex esposa de Sol.  

Em pouco tempo, Frankie descobre que Sheree esconde um segredo de Grace e faz de tudo para desmascarar a inquilina. Porém, um mal entendido acontece e a manicure é, na verdade, vítima de um golpe por parte de seus enteados. As protagonistas unem forças para ajudar a nova amiga enquanto Frankie reconhece que não é feliz em Santa Fe longe de Grace e seus filhos.

Esse é um daqueles momentos de escolhas difíceis. Foi bem triste ver Frankie deixando Jacob, eles eram um dos melhores casais da série. Mas foi melhor assim para o seguimento de “Grace and Frankie”.

A militância de Sol

Desde a terceira temporada quando grupos homofóbicos tumultuam a peça de Robert, seu companheiro Sol tem se dedicado ao ativismo gay, o que causou vários acontecimentos na vida do casal. De início, Robert prefere ficar de fora dos protestos e movimentos que Sol se envolve, mas acaba acompanhando o marido nas atividades.

É bem bacana quando eles, mesmo assumindo sua sexualidade já na terceira idade, compreendem que outras pessoas lutaram para que casais homoafetivos pudessem se unir legalmente e abraçam a causa. Essa jornada também proporcionou momentos divertidos como as prisões que passaram ou o fato de serem sempre os últimos a sobrar nos protestos porque não conseguiam correr.

Certamente, “Grace and Frankie” é uma daquelas séries que te deixam confortável até mesmo quando aborda temas polêmicos. A leveza do enredo é sem igual e ensina, evitando os discursos prontos, que as mulheres podem alcançar sua independência, em qualquer nível que seja, durante todas as fases da vida.