Game of Thrones: Winterfell – Review

16/04/2019 - POSTADO POR EM Séries
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Foram 595 dias sem “Game of Thrones”, mas neste domingo (14) a série finalmente retornou para sua oitava e última temporada. Foi o tempo de espera mais longo entre episódios da série, e a superprodução deixou os fãs elaborando diversas teorias sobre o destino de Westeros. Com o primeiro episódio, intitulado “Winterfell”, pudemos vislumbrar o rumo em que as coisas irão se encaminhar – além de termos sido presenteados com uma nova e belíssima abertura.

Montando o tabuleiro

O jogo dos tronos passou por muitas reviravoltas ao longo de sete temporadas. A conclusão da sexta, com Cersei (Lena Headey) destruindo o Septo e Daenerys (Emilia Clarke) finalmente atravessando o mar, serviu quase que como um reboot para a série, se livrando de várias narrativas menores e colocando todos os personagens centrais à postos para o final. Esse final seria o enfrentamento da ameaça maior, o Rei da Noite, que na temporada passada conquistou um dragão para chamar de seu e agora marcha em direção à Winterfell com seu exército de mortos-vivos, após ter derrubado a muralha.

A season premiere abre com vários personagens se (re)encontrando no lar dos Stark. Arya (Maisie Williams), Sansa (Sophie Turner) e Bran (Isaac Hempstead Wright) recebem seu irmão (que na verdade é primo, mas shh) Jon Snow (Kit Harington), que trouxe consigo Daenerys e seu exército de Imaculados – além de dois dragões adultos, como é bastante enfatizado ao longo do episódio. Bran logo afirma que não há tempo para trocar muitos cumprimentos, pois o Rei da Noite está se aproximando cada vez mais.

Foto: Divulgação

Discórdias

Nem tudo são flores em meio a reunião familiar dos Starks. Jon saiu como Rei do Norte e voltou de joelhos dobrados para Daenerys, que agora ele reconhece como rainha e única resposta certa para enfrentar o que está por vir – além de estar tendo um caso secreto com a Targaryen. Sansa, assim como vários nomes leais a Winterfell, tem suas reservas em relação à estrangeira e nos deparamos com uma crescente tensão no ar.

Cersei, enquanto isso, esperava uma tropa mais poderosa do que a que chegou à Porto Real. Nada de elefantes à vista. O que acontece, depois de certa resistência, é que Euron Greyjoy (Pilou Asbæk) consegue dormir com a rainha Lannister. Não sabemos quais são os planos dela, que está grávida (o que não deve durar), mas com certeza podemos esperar um desenrolar interessante. Enquanto isso, Theon Greyjoy (Alfie Allen) executou um resgate bem-sucedido de sua irmã Yara (Gemma Whelan), que estava refém de seu tio, num dos trechos mais importantes do episódio e que poderia ter tido mais destaque.

De volta ao Norte, os pombinhos Jon e Daenerys dão uma escapada dos problemas para montar em dragões e ficar um tempo à sós (ou o máximo que se pode estar à sós quando os imensos e escamosos filhos estão de olho no novo pretendente da mamãe). Apesar de visualmente interessante, a cena deixou a impressão que qualquer um já poderia ter domado outro daqueles dragões, se foi tão fácil assim para Jon. Lembrando que ninguém sabe ainda, inclusive ele mesmo, de sua identidade Targaryen. Mas em seus 54 minutos, o episódio parece passar muito rápido, o que é um mérito da produção.

Foto: Divulgação

Veredito

A estreia da temporada fez a escolha curiosa de se permitir respirar e montar o palco para o que vem a seguir – o que parece um pouco contraprodutivo visto que restam apenas mais cinco episódios para o fim da saga e os nervos da audiência estão à flor da pele. Em meio à momentos de relativa paz, paira um sentimento de que aquilo é bom demais para ser verdade e a Grande Guerra está às portas. A produção parece grande e afiada como sempre, mas alguns diálogos pecam em sua concepção e o CGI de algumas cenas passa a impressão de que ainda não havia sido finalizado.

O trecho mais relevante para o grande esquema das coisas provavelmente foi a revelação feita por Samwell Tarly (John Bradley) para Jon, que após reencontrar o amigo lhe contou que seus pais são Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen, tornando-o assim o verdadeiro herdeiro do Trono de Ferro.

Fica o questionamento sobre o que o ex-bastardo fará com essa informação (além de ter que lidar com o fato de que ele está se relacionando com a sua tia!). E, mais importante ainda, seria Daenerys capaz de reconhecer Jon como o verdadeiro rei e abrir mão de sua reivindicação ao trono depois de uma jornada tão longa? Isso, é claro, se ambos sobreviverem ao que está por vir. Semana que vem teremos mais respostas. Até lá!