Game of Thrones: The Long Night – Review

01/05/2019 - POSTADO POR EM Conteúdo E Séries
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A Grande Guerra finalmente chegou. Depois de um episódio cheio de antecipação e emoção perante o iminente conflito, o Rei da Noite chegou à portas de Winterfell. A batalha prometida desde o início da série aconteceu no período de vantagem do inimigo: durante a noite, e também nos trouxe memoráveis mortes de personagens queridos, além de gratas surpresas. Fique com a nossa análise e atenção aos spoilers a seguir.

Foto: Divulgação

Trevas

O fato de o confronto ser noturno naturalmente dificulta que o espectador enxergue o que está acontecendo na tela. Após o episódio, grande parte do público se queixou de não ter conseguido acompanhar a ação inicial por conta da escuridão. Muitos fatores contribuem para isso, sendo a transmissão, a televisão ou outro dispositivo onde a série está sendo exibida alguns deles.

Porém isso não retira os méritos do diretor Miguel Sapochnik, que sabe dirigir uma boa guerra. Afinal, ele comandou a tecnicamente perfeita “Batalha dos Bastardos” e a memorável “Hardhome”. A decisão da baixa luminosidade das cenas ocorreu não só por questões de orçamento, como também foi uma escolha estilística. Considerando todo o trabalho da produção (foram 55 noites de gravação), é de se esperar que quando a temporada final for lançada em Blu-Ray por exemplo, o visual seja mais afiado, sem a pixelagem que ficou evidente nas cenas mais escuras do episódio.

Foto: Divulgação

Horrores da guerra

“The Long Night” há de ser um dos episódios com menos diálogos de toda a série, afinal durante uma guerra não há tempo disponível para bater papo. Logo nos primeiros minutos acompanhamos a movimentação do exército se posicionando para a batalha, e poucas palavras são trocadas. O sentimento de tensão se instala no ar – e permanece constante até o fim da transmissão.

Quando Melisandre (Carice Van Houten) aparece para colocar as espadas dos Dothraki em chamas, o público agradece pela oportunidade de enxergar melhor e claro, pelo quadro épico de ver os guerreiros indo bravamente em direção à noite. É com estarrecimento que acompanhamos as chamas se apagando uma a uma no horizonte. E é só quando os mortos-vivos chegam no exército dos Imaculados que percebemos o quão ameaçadora e gigantesca é aquela massa imparável de ossos.

Foto: Divulgação

Pontos de Vista

Ao longo da noite, acompanhamos diversos personagens, cada um com seu papel na batalha. Sansa (Sophie Turner) é a primeira a se retirar para as criptas numa tentativa sem muito sucesso de acalmar o seu povo. Quando os mortos rompem os muros e o Rei da Noite ressuscita as baixas de Winterfell, os cadáveres das criptas também ganham vida e encurralam os mais indefesos, gerando caos e dando espaço para um momento emocional entre Sansa e seu ex-marido Tyrion (Peter Dinklage).

Quem aparentemente não fez muita coisa durante a guerra foram os pombinhos Jon (Kit Harington) e Daenerys (Emilia Clarke). Cada um em seu dragão, ambos tentaram atingir o Rei da Noite, que por sua vez montava seu próprio pet zumbi, Viserion. As cenas acima das nuvens foram de uma beleza espetacular, nos trazendo o primeiro gostinho de uma verdadeira luta entre dragões, porém sem grandes resultados. Após esse momento, Jon ficou meio perdido no chão, mas Dany se saiu bem mandando um “dracarys” nos inimigos e se colocando num combate braçal ao lado de Jorah (Iain Glen).

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Lendárya

Agora o foco não poderia ser de ninguém mais, ninguém menos do que Arya Stark (Maisie Williams). Na verdade, poderia, e foi isso que fez o episódio desta semana ser tão significativo. Quase ninguém esperava que a maior ameaça de “Game of Thrones” fosse derrotada por alguém que não foi construída como uma heroína clássica, ao contrário de Jon e Daenerys, por exemplo. Mas graças aos anos de treinamento, Arya arquitetou um golpe certeiro que pegou o Rei da Noite (e o público) de surpresa, enfiando sua adaga de aço valiriano no comandante e dando fim aos Caminhantes Brancos.

Sorte que Melisandre estava lá para lembrar Arya sobre sua visão de que a menina mataria “olhos castanhos, olhos verdes, olhos azuis” e ela entendeu sua missão. Por mais que se discorde da feiticeira do Senhor da Luz, é preciso admitir que ela cumpriu de forma espetacular seu papel na Grande Guerra, para em seguida tirar seu colar e assumir sua verdadeira forma antes de se esvair aos ventos do amanhecer. Quem também concluiu seu arco e se redimiu nesta noite foi Theon Greyjoy (Alfie Allen), que causou um bom dano aos caminhantes brancos defendendo Bran (Isaac Hempstead-Wright), antes de sucumbir ao Rei da Noite.

Após o episódio, uma parte do público ficou um tanto frustrada que o “grande vilão” da série tenha encontrado seu fim de maneira tão “fácil”. Mas esse é o espírito de “Game of Thrones”, cujas melhores reviravoltas não se podem prever. Para quem quiser mais respostas sobre os caminhantes brancos, a HBO já anunciou um spin-off que deve abordar a origem das criaturas. Até lá, a Longa Noite habilmente entregou um conflito tenso e que limpou o tabuleiro para a verdadeira guerra entre os humanos restantes: a guerra dos tronos. E faltam apenas 3 episódios para descobrirmos o seu fim.